Concrete Logo
Hamburger button

Visita de estudantes do IME-USP

  • Blog
  • 2 de Dezembro de 2011
Share

[fblike]

Carreira, quem não teve dúvidas sobre o que queria ser? Mesmo na faculdade há perguntas como:

  • – Será que era isso mesmo que queria?
  • – Será que o que estamos aprendendo se usa na prática?

Acho que todo mundo pensou nisso durante o curso. Há diversas maneiras de conferir possíveis respostas. Uma delas, talvez uma das melhores, é visitar uma empresa e falar diretamente com quem faz.

A Concrete SP recebeu a visita de 7 alunos do professor de engenharia de software Marco Aurélio Gerosa do curso de Ciência da Computação do Instituto de Matemática da USP. Vejam a foto deles abaixo:

 

 

Logo de cara, cada um disse o porquê da escolha de informática. Sem surpresa, a maioria falou da sedução pelos jogos.

Programar é como se fosse um jogo e o computador é rigoroso na permissão de passagem ao passo seguinte. Antigamente era até comum passar horas em cima de um trecho de código tentando descobrir que diabos a máquina estava fazendo ao invés das nossas instruções tão “claras”. Tanto hoje como antigamente, a sensação de vitória do homem sobre a máquina no fim supera desavenças e dissabores.

Ei, não era bem deste jogo que jovens falavam. Era daqueles usados por eles desde pequenos. Horas e horas jogando e sonhando um dia fazer algo do gênero. Mal suspeitando do tanto que exigem de matemática no processamento gráfico. Realmente jogos são dos sistemas mais difíceis de fazer. Mas alguém faz e sonhar é muito bom.

Eu e o Bruno Pereira recepcionamos os alunos. Mostramos que no nosso jogo também há muita satisfação. Que tem um mundo enorme de coisas novas para aprender em cada novo projeto e sempre um novo desafio. A necessidade do constante aprendizado faz da nossa profissão uma das mais dinâmicas dentre todas. Não é mesmo para quem gosta de fazer todo dia tudo sempre igual.

Pelo feedback, eles gostaram. Viram na prática muitos dos conceitos aprendidos nas aulas de Engenharia de Software. Segundo palavras deles, aprenderam muito com a visita e acharam especialmente interessante o papo sobre:

  • – times autogerenciados;
  • – documentação sem burocracia;
  • – testes relevantes;
  • – metas de cobertura de teste;
  • – conselhos para ler/contribuir para código open source, aproveitar as disciplinas teóricas e aproveitar os professores na faculdade (eu incluo aproveitar a própria faculdade);

Fora o visto na prática, que na verdade foi um pouco além do foi listado, reforço o conselho para aproveitar ao máximo os tempos na faculdade. Sei que muitos querem logo ganhar um dinheirinho. Pegar um emprego, fazer um CRUD, aprender um framework e fazer uma aplicaçãozinha web ao invés de dar mais atenção a teoria.

Até que um dia descobrem que precisam de mais base matemática para desenvolver jogos. Ou lamentam ter faltado as aulas de inteligência artificial e de estatística caso apareça um projeto que envolva mineração de dados ou recomendação do tipo da Amazon ou da Netflix. Ora, os projetos mais desafiadores e mais estimulantes não são sempre aqueles em que basta conhecer o framework da moda. Lembrem disto.

Por fim enfatizo, que para nós da Concrete foi um prazer mostrar o que fazemos com orgulho. Como disse, evoluimos de forma continuada aprendendo com o dia a dia e com os novos projetos. Boa parte do que mostramos aos estudantes da USP, frutos dos nossos mais de 10 anos de experiência, serão sempre motivos de tópicos deste blog cujo principal objetivo é compartilhar conhecimento.

Já foi abordado neste blog o que é ser um desenvolvedor. É uma promessa minha voltar a discutir o lado lúdico da programação que já foi motivo de estudiosos de boa fama em um tempo anterior ao nascimento de alguns leitores. Vou lembrar de nomes de gente que há mais de 30 anos já se preocupava com as dificuldades e com o prazer de desenvolver sistemas.

 
É isso aí, que venham outras visitas trazer o vento renovador da curiosidade.