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5 lições aprendidas das trincheiras de startups

  • Blog
  • 25 de Janeiro de 2013
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Esse post é um resumo das lições aprendidas enquanto tentamos transformar o Cloudretail em um startup rentável e em modelo de negócio sustentável. A maioria dos tópicos aqui discutidos já foram abordados e são conhecidos, gurus como Eric Ries e Steve Blank mencionam esse tipo aprendizado, mas mesmo assim vale a pena ressaltarmos eles aqui.

1) DINHEIRO

Startups precisam de dinheiro. Talvez não tanto quanto se achava necessário na era da bolha .com, mas mesmo assim elas precisam de dinheiro. Mais importante do que ter algum na sua startup, é conhecer o seu dinheiro ou em outras palavras, saber para onde o seu dinheiro está indo (despesas com cloud computing, custos operacionais com empregados, ou aquela conta de ar condicionado que ficou ligado durante o final de semana). Por outro lado, tambem é igualmente importante saber onde o seu dinheiro não está sendo gasto, porque dinheiro que não é gasto significa dinheiro que fica no caixa, e que poderá ser usado em um dia chuvoso da sua startup, ou para contratar aquele designer ou alguém de marketing que a sua startup vai precisar, pode ser até para conseguir custear aquele experimento para validar aquela sua hipótese maluca.

Por mais básico que isto pareça, saber o seu fluxo de dinheiro e ter ele claro em suas mãos vai te dar o nível de urgência que é necessário quando você opera uma startup. Eu não estou dizendo que você precisa de muito dinheiro montar uma startup, mas o dinheiro é importante porque ele garante que você tenha um…

2) TIME

que é a segunda coisa mais importante que a sua startup vai precisar. Esqueça a sua idéia brilhante, ou até mesmo a metodologia que você vai usar, pois provavelmente o segundo aspecto mais importante da sua startup é o time que constitui ela. Eu estou começando a me convercer de que se você conseguir ajustar um time multi-disciplinar da pesada para se tornar uma máquina otimizada de build – measure – learn, é provável que isso seja mais valioso do que apostar todas as suas fichas em uma única idéia.

Pense assim: Idéias são coisas abstratas que precisam se tornar concretas, metodologias é como você caminha pelo processo de torná-las concretas, mas quem as executa é provavelmente o que mais importa. Em outras palavras: não é o “o que”, e talvez nem o “como”, mas sim o “quem”.
E é importante que o seu time entenda o mais rápido possivel o que é um…

3) FUNIL

Funil. Se você está em uma startup, se acostume com essa palavra. Torne-se íntimo dela. Você já percebeu que funil ao contrário é linuf? É esse o nível de intimidade que você tem que ter com ele. E você vai ter muitos funis durante o tempo de vida da sua startup. Seja ele o seu funil da “métrica mais importante do seu negócio”, ou o seu funil de conversão do Google ad words, ou seu antigo funil de conversão do Unbounce.


(SaaS Metrics – A Guide to Measuring and Improving What Matters)

O que você tem que ter em mente é simples: Você precisa medir as coisas,
e depois disso você precisa conseguir visualizar como as pessoas, clintes, e usuários ativam essas métricas conforme eles vão descendo funil abaixo.
Seus funis representam seus objetivos, e o seu negócio é fazer com que os usuários atinjam os objetivos que você espera deles. Se acostume com o seu funil, porque é através dele que você vai ver aonde você deve mudar partes do seu produto que irão afetar o seu negócio. E quanto mais você muda coisas, mais você vai precisar de uma…

4) Estratégia de Deployment Continuo


(https://www.ashmaurya.com/2009/12/achieving-flow-in-a-lean-startup/)

Assim que você tiver construido algo a partir de uma hipotese, você que ter um processo suave de lançar essas alterações para os seus clientes. Quando você está no inicio do canvas de validação, talvez integração continua ou deployment não sejam tão importante, mas a partir do momento em que você começar a focar em construir alguma coisa, você vai precisar
dessa linha de montagem, estilo Fordista de levar as coisas que você constroi para a fase de medição. Esse trato de engenharia idealmente deve estar amarrado no DNA do seu time, assim como algumas práticas de XP, mas mesmo que não estejam, conseguir levar as coisas para produção de uma forma ordenada e controlada é importante a partir do momento em que você se propõe a construir algo que deveria durar mais que alguns dias, e acredite, o que você quer é fazer isso o quanto antes, quando as coisas ainda estão no começo, em vez de no meio, quando as coisas já estão complicadas o suficiente para que o processo se torne doloros, e você sabe que as coisas vão mudar, porque ter um startup é lidar com muitas…

5) Mudanças

As coisas vão mudar, você já está tentando mudar algo pelo simples fato de estar em uma startup. Uma startup é um cenário privilegiado no qual informação de todo tipo é jogada em sua direção em quantidades colossais. Se acostume. Você vai ter que aprender a falar com jornalistas, vai ter que aprender a micro-gerenciar, macro-gerenciar, não-gerenciar, vai ter que ser o relações públicas, o engenheiro, o cara que demite alguém, o colega de trabalho amigo e ser o cara que mata o bug em produção durante o final de semana e ainda chega na hora para a reunião com os seus VCs na segunda-feira de manhã. O quanto mais cedo você perceber essa realidade de mudança de contexto constante com a qual você vai ter que lidar, o menos estressado você vai ser.

Tenha em mente que mesmo com essas dicas e lições aprendidas, você está nesse jogo para fazer alguma coisa diferente em um cenário completamente complexo, caótico, e difícil. Lembre-se de compartilhar as suas lições de forma a destilar melhor essas sabedorias na sua cabeça, e se lembre de tentar aproveitar o passeio.

Siga Victor Lima no Twitter: @vctrlima