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Startup weekly, Anti-patterns

  • Blog
  • 24 de Julho de 2013
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Introdução

Depois de uma série de discussões no fórum interno da Concrete, chegamos à hipótese de que um tipo de post que poderia ser útil (no meio do turbilhão de informações) seria um apanhado temporal (ou neste caso temático) de referências, sobre um tema específico, que ajudasse a acelerar um processo de aprendizado.

A ideia não era opinar mas consolidar um conjunto de referências que, por sua relevância, representasse o entendimento atual do autor sobre o assunto.

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by Tristan Kromer

Porque devemos estudar os padrões de fracasso?

“Anti-patterns” deveriam permitir que times detectassem padrões de problemas previamente conhecidos e agissem sobre eles. Impedindo assim que as trajetórias de aprendizado fossem lineares, onde nós teríamos que cair nos mesmos buracos para chegar a determinadas reflexões.

Apesar de gastarmos muito tempo buscando estratégias vencedoras em startups, a má notícia, na minha experiência, é que elas são muito menos repetíveis que os padrões de fracasso.

Adicionalmente, os fundadores contando suas histórias depois do sucesso dificilmente conseguem identificar corretamente quais foram os fatores críticos que causaram tal sucesso.

Michael Raynor, autor de “The Strategy Paradox”, quando entrevistado por Guy Kawasaky  diz  “This is what I call the strategy paradox. That is, the same strategies that have the highest probability of extreme success also have the highest probability of extreme failure. In other words, everything we know about the linkage between strategy and success is true, but dangerously incomplete. Vision, commitment, focus…these are all in fact the defining elements of successful strategies, but they are also systematically connected with some of the greatest strategic disasters”.

Talvez isso justifique fazer algo antinatural, que é estudar os “grupos” ou “clusters” de erros semelhantes que se repetem muito e organizar essa informação, para acelerar o aprendizado dos outros. Espero que seja útil.

Lean Startup

A primeira vez que atacamos o tema foi numa série de apresentações sobre lean startup e lean innovation (escopo em que, além de startups, tentávamos mostrar casos que ocorriam também em corporações) e o post “Por que pessoas inteligentes tomam decisões erradas“.

No tema de lean startups, gosto muito do post do @Trikro (Tristan Kromer) e sua apresentação sobre o que ele chama de “Taxonomia da lean startup antipivot“. O conceito do Eric Ries de pivot, se mal interpretado, é só uma desculpa para perder o rumo.

Na mesma linha, o próprio Ries escreveu “Pivot or persevere“, que é curto mas muito útil.

Brant Cooper, autor de um dos primeiros livros no tema ( “O Guia do Empreendedor para Customer Development”), escreveu sobre os “4 Arquétipos antilean em startups“. O Vendedor infalível, O Produto “Build and they will come”, o “Marketeiro” e a “Negação”.

MVPs (Produtos Mínimos Viáveis)

Sobre MVPs, Steve Blank escreveu “MVPs não são produtos mais baratos, mas sim aprendizado eficiente“.
Nas minhas andanças, achei um post sobre “Signs you are not building an MVP“, que serve como uma boa lista de checagem para ver se você entendeu o conceito corretamente.

Customer development

Giff Constable, hoje MD (Diretor Geral) da NEO, escreveu sobre ” 11 Anti-patterns de Customer Development“. Difícil não se identificar com alguns deles, rememorando nossa própria trajetória de aprendizado na Concrete .

Débito técnico

De novo Steve Blank, em “Startup Suicide“, trata do problema de “Vamos refazer a plataforma toda” porque a atual é uma desgraça oriunda dos nosso dias de customer development e proporciona passagens hilárias como “Customers couldn’t care less whether it was delivered via spaghetti code, alien spacecraft or a completely new product”  ou “I suggest that he lay down on the tracks in front of this train at the board meeting”. Porém, bricadeiras à parte, conclui “The heuristic should be don’t rewrite the code base in businesses where time to market is critical and customer needs shift rapidly” e “Rewrites may make sense in markets where the competitive cycle time is long”.

Fracasso

David Skok talvez seja mais conhecido pelo seus brilhantes posts sobre métricas (“SaS Metrics” e “Designing startup metrics to drive successful behavior“)  que junto com o “Metrics for pirates“, do Mclure, e o livro “Lean Analytics, do Croll e Yoskovitz, é a literatura básica sobre o tema IMHO.

Skok também escreveu “Why Startups Fail” dividindo o problema em 5 dimensões: Mercado, Produto, Time, Financiamento e, principalmente, Modelo de negócio.

Os próximos temas previstos para o Startup Weekly são “Deal Book”  2013 (o que aconteceu este ano), “Bolha” e “Series A Crunch”. Mas, é claro, gostaria muito de receber sugestões sobre temas no @ConcreteS ou no @fdelariva.