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Nós e os Beacons

  • Blog
  • 16 de Julho de 2014
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Quem acompanha nosso Blog sabe que estamos sempre falando de mobile commerce por aqui, uma vez que essa é uma das nossas especialidades. Nesta semana, chegou uma novidade que vale compartilhar com vocês: compramos alguns Beacons (ou iBeacons) e já estamos testando aqui mesmo no nosso escritório de São Paulo para daqui a um tempo oferecer mais essa opção aos nossos clientes varejistas.

Beacons

Mas o que é Beacon?

Calma, eu explico. Esses aparelhinhos usam uma tecnologia, chamada de “Bluetooth Low Energy” ou BLE, que permite que aplicativos mobile (de iOS ou Android) recebam sinais do mundo físico e reaja de acordo com eles. Essa tecnologia foi criada para transmitir pequenas quantidades de dados por meio de ondas de rádio em distâncias definidas. Essas informações são reconhecidas por smartphones (ou outros dispositivos) e podem ser usadas para acionar mensagens em formato push ou ações dentro de um aplicativo. Um Beacon padrão tem capacidade de transmissão para até 100 metros, ideal para rastreamento de localização interior.

Mas o Bluetooth tradicional também faz isso, não? Sim. A diferença é que, como o próprio o nome diz, BLE requere menos energia, a bateria pode durar até três anos. Além disso, o BLE é de 60% a 80% mais barato que o Bluetooth tradicional e, por isso, pode ser usado para aplicações mais simples, que requerem pouca transferência de dados.

E como eles funcionam?

Com o iBeacon, a Apple padronizou o formato de envio de informações via BLE. De acordo com este formato, um pacote de informações consiste em quatro níveis:

O UUID suporta 16 bytes e é usado para diferenciar um grande grupo de beacons. Por exemplo, um varejista comprou uma série de beacons e distribuiu para uma rede de lojas. Toda essa série deve compartilhar o mesmo UUID, o que faz com que os aplicativos da empresa nos smartphones de seus clientes reconheçam que existem beacons ali perto.

O Major suporta 2bytes e é usado para distinguir um pequeno grupo de beacons dentre uma grande rede. Por exemplo, o varejista acima tem quatro beacons em uma determinada loja. Todos eles têm o mesmo Major, o que faz com que a empresa saiba em qual loja seu consumidor está.

O Minor, por sua vez, também suporta 2 bytes e identifica beacons individuais. Como exemplo, um beacon que está na frente de uma loja tem apenas um Minor. Isso faz com que o varejista saiba exatamente onde o consumidor está dentro da loja.

Por fim, o Tx Power é utilizado para determinar a distância aproximada do Beacon. É definido com a força do sinal, e tem que ser bem configurado para funcionar. Pode ser usado para saber em qual gôndola o consumidor está, por exemplo.

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Por que é um bom negócio?

Com uma rede de beacons qualquer marca, varejista, aplicativo ou plataforma pode entender exatamente onde um consumidor está no ambiente físico. Isso promove a oportunidade de vender ao consumidor considerando o contexto no qual ele está inserido e mostrando a ele propagandas com mais significado. Um cenário típico é aquele no qual um consumidor está andando pela loja com seu smartphone. Os aplicativos instalados no aparelho reconhecem o iBeacon e comunica dados relevantes (UUID, Major, Mnior, Tx) para o seu servidor, que engatilha uma ação. Pode ser apenas uma mensagem de boas vindas, ofertas especiais ou até lembranças úteis como “você está sem leite”. Outras probabilidades incluem o pagamento via mobile e a implementação fora do varejo como em aeroportos, avenidas, parques temáticos, etc. O beacon permite ainda trazer o consumidor que está passando na rua para dentro da loja física, com uma oferta especial.

E a Concrete Solutions com isso?

Consideramos que os beacons são uma ótima oportunidade para o varejo e, consequentemente, para os nossos e os clientes da CloudRetail. Por isso, já instalamos os aparelhos no nosso escritório aqui de São Paulo e desenvolvemos ontem à noite um aplicativo para reconhecer os smartphones Android que entram aqui (e seus usuários) e em que posição exatamente essas eles estão. Como é de costume no nosso modo ágil, vamos estabelecer hipóteses e validá-las para entender como essa tecnologia funciona na prática e pensar em ações que possam ser úteis. Fique ligado que contaremos aqui o que vamos descobrindo!

Se você quiser saber mais sobre os iBeacons, recomendamos esse site.

Dúvidas? Comentários? Aproveite os campos abaixo. =)