Concrete Logo
Hamburger button

Computação Ubíqua: a internet das coisas

  • Blog
  • 6 de Agosto de 2014
Share

O que o autor Asimov, os diretores Kubrick e Spielberg e o personagem Lucas Silva e Silva têm em comum? Estes caras entenderam o futuro da computação antes mesmo da criação da teoria da computação ubíqua.

Desde o século 19, obras de ficção já remontam máquinas imaginárias que obedecem aos comandos de voz do ser humano; naves espaciais que obedecem ao pensamento humano; tradutores instantâneos de klingon para inglês; drones que têm sentimentos, seres humanos híbridos; telas virtuais e propagandas individualizadas com base na leitura da íris do ser humano. Pois bem; finalmente a ficção virou realidade.

Interfaces naturais e sensíveis ao contexto, que entendem gestos das mãos, dos olhos, do corpo e comportamentais já existem em nossas casas. Criada há 15 anos, a computação ubíqua já está aí, ao alcance das mãos. O que era imaginado como impossível há algum tempo, hoje já é visível e palpável.

IOT

Com isso, o desafio muda: agora, é essencial entender que o usuário quer seu contexto integrado a qualquer dispositivo, a qualquer tempo. Seja no celular, no tablet, no computador, na geladeira, no carro, enfim, em todos os devices já criados e que ainda virão.

Estamos no caminho certo ao imaginar sempre a experiência do usuário, antevendo a utilização do dispositivo, sua funcionalidade e usabilidade. Por outro lado, a engenharia se encarrega de gerar códigos de maneira ordenada, ágil, e mantendo sua integridade ao longo do ciclo de vida.

O próximo passo é pensar no dia a dia do usuário e criar soluções como:

– Identificar que ele não está mais na frente do PC e entrou no carro para dirigir, transportando o contexto de um dispositivo para o outro,

– Analisar seu comportamento para sugerir ao GPS que rumo tomar, ou informar que está faltando leite para casa e já colocar o pedido no carrinho de seu supermercado predileto;

– Ligar o ar-condicionado de casa 15 minutos antes de ele chegar, desligar a central de alarme, o acordar em tempo hábil de ir para à academia, mostrar no guarda-roupas que vai chover e que ele deve levar o guarda-chuva.

– Mandar uma mensagem para a escola do seu filho dizendo que vai atrasar 7 minutos para buscá-lo por causa do trânsito;

– Tocar uma música suave toda vez que sua expressão estiver tensa;

– Sugerir revisar as notas para uma reunião que ele está a caminho e as ler para que ele não pare de dirigir;

Enfim, as possibilidades são infinitas.

IOT2

Aí está a Internet das Coisas no nosso quintal. Para o espanto do Spielberg, em breve chegaremos às propagandas personalizadas nos corredores do metrô ao ver que o usuário está passando por lá, tal qual a cena do Tom Cruise no Minority Report. Mas, por favor, que o usuário não esteja fugindo da polícia – senão o leitor de contexto do policial na próxima esquina também vai apitar.

Quer saber mais? Todo material do autor Mark Weiser: https://www.theinternetofthings.eu/