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Amazon planeja programa de anúncios online

  • Blog
  • 26 de Agosto de 2014
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Segundo um artigo publicado pelo The Wall Street Journal na última semana, a Amazon está preparando um programa de anúncios online. A empresa pretende desenvolver seu próprio software para substituir os anúncios online, o que pode aumentar ainda mais seu conhecimento sobre os dados de milhões de compradores virtuais. A Amazon teria dito a potenciais parceiros que a plataforma, a ser denominada “Amazon Sponsored Links”, começará a ser testada ainda este ano. O plano é fazer com que os profissionais de marketing tenham acesso mais fácil aos quase 250 milhões de usuários ativos da varejista, e o potencial é grande: atualmente a Amazon mostra diferentes tipos de anúncios em suas páginas, inclusive do Google, e a E-Marketer estima deve vender perto de US$ 1 bilhão em anúncios em 2014, frente os US$ 700 milhões de 2013.

O anúncio parece um claro desafio ao Google. A batalha entre as duas empresas tem aumentado recentemente. Enquanto o Google entrou no negócio de e-commerce com suas listas de comparação de preços de produtos, a Amazon lançou seu próprio smartphone. Entretanto, o que não está claro é o incentivo, porque muitos varejistas online vendem produtos que a Amazon também vende. Se a Amazon pretende mostrar anúncios comprados no site dela (o que ela já faz), pode parecer conflitante com a estratégia geral.

Uma oportunidade seria a Amazon vender a categorização de seus usuários. Por exemplo, algum anunciante de produtos de saúde alimentar poderia pedir para que a varejista envie um e-mail marketing para o grupo de pessoas que compraram um livro sobre detox nos últimos três meses. Seria um novo modelo.

google_vs_amazon

Importante destacar também que inicialmente o preço da palavra (caso esse venha a ser modelo), deve começar baixo, o que estimula os CMOs a testarem o canal e aumentar a competição. Outro potencial que a varejista tem é mostrar os seus anúncios no Fire, tablets, e-readers e top-set de TV, ou até mesmo dentro do próprio conteúdo, com mensagens como “baixe grátis esse e-book ou vídeo. Pague $1.99 pela versão ad-free”.

Por fim, vale lembrar que não são só os adwords do Google que podem ser atingidos. O Facebook também vive de vender anúncios, assim como o Twitter e outros tantos. A visão clara de Jeff Bezos aqui é a única certeza nesse mercado: players vêm e vão, e com uma velocidade muito rápida. Ninguém sabe dizer com certeza quem será o dominante daqui a cinco anos no espaço de anúncios online. Por que não a Amazon? Quando você tem US$ 10 bilhões em caixa, tem também algumas fichas para apostar.

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