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Os 10 links do mês – Dezembro

  • Blog
  • 28 de Dezembro de 2014
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Chegamos ao fim de 2014! E foi um ótimo ano para compartilhar conhecimento, que é o que a gente mais gosta de fazer aqui na Concrete. Falamos muito sobre integração contínua, sobre testes, sobre UX, sobre desenvolvimento mobile em geral e diversos outros assuntos. E como já virou tradição, reunimos aqui os links mais comentados deste mês no nosso fórum interno. Já adianto que teve bastante polêmica! E os assuntos mais diversos possíveis. Vamos lá!

1. UX Project Checklist

Para entendermos os processos de UX, a Mayara Campos indicou este checklist de projetos de User Experience (UX), criado pelo Andrea Soverini. Victor Lima, Tahiana Brito e Gabriel Brettas gostaram.

2. Every app is a Communications App

De acordo com Victor Lima, a startup Layer cumpre a profecia realizada por ele e o time da Concrete há algum tempo: ela encapsula em um SDK a funcionalidade de “chat”. Parte do argumento é que, dado tempo e uso suficiente, toda app vira um app com um Whatsapp interno. Ainda de acordo com Lima, a outra parte do argumento é que os apps começarão a ser feitos em cima de “building blocks”, por exemplo: “quer vender algo pelo seu app? Use in-app ou esse SDK aqui que implementa o ciclo completo de m-commerce”.

Corintho Assunção contribuiu contando que estava olhando o Firebase e por acaso viu um repositório de exemplos deles, que tem inclusive o framework básico de chat e um de whiteboard iterativo, para mobile e web. Victor Lima comentou que tinha um que fazia isso em cima do Parse, e que essas caixinhas provavelmente vão construir componentes de negócio facilitados para integrar com apps.

3. Notas sobre escrita de textos na área de Sistemas de Computação na língua de Camões

Foi o Wesley Silva quem jogou no fórum a provocação: “Pessoal, o que vocês acham sobre a opinião deste professor?” – o texto é do professor Fábio Kon, da USP. Victor Nascimento fez um comentário interessante: “Vide o poder de uma autoridade ao outorgar sua opinião. Quiçá serão permeados sentimentos nauseantes porém nossa falta de patriotismo linguístico me recorda do movimento antropofágico de Oswald. Ao vencedor as batatas?”

O Tales Pinheiro comentou que o texto o lembrou do professor Paulo Feofiloff, também da USP, que em AA dava errado se você escrevesse “retorne x” ao invés de “devolva x” em um algoritmo em alguma resposta. Tales diz que já concorda com o professor, mas com ressalvas. Ele conta que no momento o cliente exige que todo o conteúdo esteja em português, mas soa estranho misturar palavras reservadas ou nomes de métodos/funções, que são em inglês, com as variáveis/classes/métodos em português que nós escrevemos. Em contrapartida, Tales diz que tem um amigo que falava coisas como “essa versão do documento está deprecated” e ele não concordava; e o irmão dele falava “preciso printar esse documento”, e parou depois da bronca do Tales. Hehe. Ainda de acordo com Tales, mouse “caiu na boca do povo”, e vai ser difícil remover, da mesma forma que, por exemplo, abajur. Entretanto, apesar de concordar, por questão de costume, Tales diz que acaba falando os nomes em inglês com frequência maior do que gostaria. Para terminar, Tales conta que conversou com um americano em uma conferência em Denver sobre a produção de conteúdo por brasileiros e ele foi bem enfático: “por que vocês precisam produzir material em inglês? Já existe bastante, o que os brasileiros precisam é de material em português”.

Vitor Roma contribuiu dizendo que, em negócios, ele acha horrível ficar incluindo palavras em inglês em cada frase. Para ele, é cafona e denota uma arrogância que pode muitas vezes ofender. Em tecnologia, para Vitor, é menos problemático porque muitos termos técnicos se tornaram universais. O que ele recomenda é algum bom senso, normalmente resolve tudo.

João Felipe acha que em tecnologia é preciso tomar bastante cuidado. Ele contou que já trabalhou em uma empresa de localização (tradução e adaptação) de software e dentre os projetos que cruzou por lá foi o do Office 2007, época em que ainda tinha o famigerado Access. Build vai, build vem…. Até que ele se deparou com a tradução no manual do Access de “select clause” para “cláusula selecionar”. Imaginam o tamanho do problema que pode causar.

Mayara Campos concorda que incluir palavras em inglês é ruim e por este motivo ela prefere sempre escrever só em inglês. Como em 98% do tempo dela ela lê artigos em inglês, é muito difícil encontrar palavras em português que transmitam exatamente o que ela está pensando. Por isso, para ela, é muito mais rápido escrever em inglês do que tentar encontrar os termos em português para algo que lê e vê o dia inteiro em inglês. Mayara finaliza concordando que o melhor caminho é ter bom senso. (E que se tivesse escrito em inglês talvez teria se expressado melhor). =P

Algumas palavras doem nos ouvidos do Anderson Ferraz, como “displayar”, “printar”, “startar”, “briefar”… Para Victor Oliveira, o mais importante é considerar a compreensão em primeiro lugar, o entendimento vem antes da corretude. Por exemplo: debugar é usado e já é uma forma abrasileirada, agora depurar é bem mais difícil de entender.

Línguas

4. Microsoft começa a aceitar bitcoin como forma de pagamento nos EUA

Felipe Garcia indicou o link comentando que uma empresa como a Microsoft aceitando bitcoin dá mais força a moeda e que, particularmente, ele é totalmente favorável ao bitcoin. João Felipe disse que só vê um problema com bitcoin: ele não tem grana para ter um array de GPUs para mineirá-las. =P

bitcoin

5. Adicionando instâncias existentes a uma Stack do OpsWorks

Gabriel Ferreira indica o link da AWS para explicar que agora podemos, por exemplo, pegar instâncias que não fazem parte do OpsWorks, adicionar a Stack e Layer e rodar scripts Chef direto nessas instâncias. E ele também indica o link de como fazer.

6. Taxista do Uber acusado de estupro na Índia

Mais um assunto polêmico. Victor Lima indicou a matéria para mostrar um tipo de problema que modelos de negócio como o Uber, Lyft e Zaznu podem encontrar, e talvez outros, como o Easy Taxi, caso haja alguma falha durante o processo de validação das credenciais e documentos do taxista. André Cardoso disse que não precisamos ir muito longe e manda essa matéria, que relata assaltos feitos por motoristas irregulares no Easy Taxi.

Victor Oliveira pergunta “vamos contar o número de casos de táxis piratas? =)” e Rodrigo Deodoro diz que não acha que uma coisa tenha a ver com a outra. Para ele, o táxi pirata é facilmente reconhecível, enquanto que o taxista da app — seja ela uber, easy taxi, etc — é chamado com o usuário presumindo que ele passou por algum tipo de processo de verificação.

A Alicia Zavalis contou que uma vez conversou com um taxista sobre esses casos de táxi pirata e ele indicou uma app chamada “Sinesp Cidadão”: você coloca a placa do carro e consegue ver se o carro está legalizado e cor. Depois disso, toda vez que ela pede Easy Taxi ela vai conferir =) Victor Lima gostou da dica. Já tinha ouvido falar e, na prática, podia haver uma integração entre ambos 🙂

João Felipe contribuiu com informações do site:

sinesp

7. Visualgo

Dhiana Deva foi quem indicou o site no qual você pode visualizar estruturas de dados e algoritmos por meio de animações. Alicia, Corintho e Gabriel gostaram.

8. One Size Fits Some: An Examination of Responsive Image Solutions

Essa análise de soluções para imagens responsivas server e client-side foi uma indicação de Rodrigo Deodoro. Gabriel Brettas disse “<picture> FTW!”. E João Felipe comentou que há algum tempo ele leu sobre <picture> neste link.

9. Gangnam Style supera limite de visualizações no Youtube

Foi Guilherme Siepmann que pôs em discussão a notícia mais comentada do dia nos blogs de tecnologia, mas João Felipe também estava lendo sobre o assunto, no Tecnoblog. Rodrigo Deodoro fez o comentário:

Google: ALTER TABLE youtube ALTER COLUMN view_count

Repórteres no mundo todo: GOOGLE MUDA ALGORITMOS DO YOUTUBIU O Q ISSO SIGNIFICA NA SUA VIDA

maxresdefault10. The QA Mindset

Victor Lima foi quem indicou o texto sobre Quality Assurance. Gabriel Brettas destacou dois trechos:

“Humans do strange shit to software that we could never predict in the controlled setting of our carefully constructed software development environments.”

“…we’re releasing the website a couple times a day. We’re releasing apps at a slower pace, but when I say slower pace, I’m talking days… not months… never years. Perhaps our collective ability to not only rapidly detect, but also fix issues within our products, has made us less dependent on relying on an independent QA function?”

Lima concordou: existe um monte de componentes que podem dar errado durante o desenvolvimento de um software. O ponto é que garantia contínua de qualidade, ou seja, a partir de um processo automático acoplado ao aparato de lançamento de novas versões do software, é cada vez mais válida conforme as entregas vão se tornando cada vez mais incrementais ou experimentais.

E assim encerramos os comentários do ano =) Gostou? Tem alguma sugestão de link que não colocamos aqui? É só deixar no campo abaixo! Vamos continuar compartilhando conhecimento, polêmicas e tudo o que interessa à tecnologia em 2015. Fique com a gente!