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Amazon News – As reservas de instância AWS mudaram, entenda…

  • Blog
  • 9 de Janeiro de 2015
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Começamos o ano de 2015 com importantes mudanças na precificação para a AWS.
As reservas de instâncias no EC2 eram vendidas em 3 tipos: Light, Medium e Heavy. Para cada tipo de reserva tínhamos um aumento, com o Light sendo o menor e a Heavy tendo o maior valor de entrada. Da mesma forma, o valor efetivo menor ficava com a reserva Heavy e, tipicamente, com a reserva Medium tendo um valor efetivo mensal bastante próximo.

As reservas de instância antigas

A grande diferença entre elas estava na forma de consumo. Nas reservas Medium e Light o preço reduzido só era aplicado e cobrado se a máquina (ou máquinas) correspondente à reserva estivesse ligada. Ou seja, no modelo pay as you go, em que você só paga quando usa. Já a reserva Heavy funciona de forma diferente: você paga o valor pré-determinado por todas as horas dentro daquele mês, usando ou não a máquina.

Para os usuários esse modelo era muito útil, afinal podíamos fazer uma reserva Light para máquinas pouco usadas e pagávamos menos que on-demand. Fazíamos reservas Medium para máquinas com uso de até 90% do tempo e a partir daí fazíamos uma reserva Heavy.

Cloudability Webinar
Cloudability Presentation on the complexities of reserved instances

Ao mesmo tempo, o modelo acabava misturando o perfil de uso dos clientes com sua estratégia de fluxo de caixa. Ou seja, ao escolher um valor maior adiantado, o cliente estava ao mesmo tempo escolhendo um perfil de uso. Outro efeito colateral é que o sistema de cobranças fica bastante complexo, ainda mais se considerarmos contas com múltiplas subcontas em que o rateio dos descontos das reservas se espalham.

Para a AWS, esta lógica era boa comercialmente, mas além de difícil gestão do sistema de cobranças, claramente as reservas Medium e Light não ajudam na previsibilidade do uso dos recursos de hardware. Ou seja, na hora em que fazemos uma reserva em que a máquina será utilizada 20% do tempo, a Amazon não ganha nenhuma informação que ajude a prever o quanto de hardware tem que ter nos seus datacenters para atender essa demanda.

Usando uma máquina em 20% do tempo, por exemplo, podemos considerar máquinas que só ligam a cada 4 dias para executar um trabalho de 24 horas de duração, ou uma máquina que fica ligada diariamente durante apenas 4 horas (durante o horário de pico). Enfim, há vários motivos para eles não verem benefícios nessa estratégia comercial.

Além das minhas especulações sobre o que faz ou não sentido para a AWS, com certeza, a mudança que acabará com as reservas do tipo Medium e Light vai facilitar o entendimento dos relatórios de billing para contas mais complexas, como é o caso da Concrete Solutions.

A partir de 2 de Fevereiro estes tipos de reservas de instância não estarão mais disponíveis.

As novas reservas de instância

No novo modelo, todas as reservas de instância funcionam como a reserva Heavy. Traduzindo, você paga se usar a instância ou não.
As reservas são também de 3 tipos e já estão disponíveis: Sem adiantamento (No upfront), adiantamento parcial (Partial upfront) e adiantamento total (All upfront).

Agora, o grande diferencial é o seu perfil de fluxo de caixa, e não mais a forma de uso que você dá aos servidores.
Quando fazemos a reserva sem adiantamento, pagamos todas as horas do ano em um valor com desconto. Neste momento, o valor sem Upfront é tipicamente 30% menor que o valor On Demand (considerando as ofertas de 1 ano, não há opções sem adiantamentos para o período de 3 anos até o momento).
Em troca destes 30%, a AWS ganha a informação de que você provavelmente terá essa máquina ligada o tempo todo, ou pelo menos, pagará por isso, mesmo que não use.
No adiantamento completo pagamos pelo período inteiro, 1 ou 3 anos de uso de um servidor, e depois disso não pagamos valor algum mensal durante o período. Esse é o caso de “transformação do seu OPEX em CAPEX“, aquilo que seria seu gasto mensal se transforma em uma reserva efetiva de hardware.
Por fim, o adiantamento parcial tem valores efetivos por hora parecidos com os do adiantamento total, mas te dão uma opção de fluxo de caixa menos agressiva.

O Bom, o Mal, e o Feio

Para os clientes, a parte boa é que agora temos mais opções para controlar o fluxo de caixa e, ao mesmo tempo, o sistema de cobrança fica mais simples e mais fácil de entender.
A parte ruim da história é que, aparentemente, perdemos a flexibilidade de usar pouco os servidores e pagar menos por isso.

Para mitigar essa limitação, a AWS te dá outras opções, e que podem ser até mais saudáveis para o cliente.

Se for necessário, podemos pedir uma mudança na nossa reserva de instância. Agora, lembre-se que uma das limitações dessa mudança é que temos que ficar na mesma classe de máquinas, ou seja, uma reserva de m1.medium pode virar uma m1.small ou m1.large, mas nunca vai virar uma reserva de m3…

Se realmente não vamos mais usar a reserva, podemos revendê-la no marketplace e comprar outra! Lembre-se também que a revenda no Marketplace ainda é limitada para empresas com conta bancária nos Estados Unidos. Se você não tem, talvez um parceiro no Brasil possa te ajudar. De qualquer forma, o uso de contas bancárias fora dos EUA será disponibilizado por eles em algum momento (Support for non-US bank accounts will be coming soon).

E por fim, em vez de ligar e desligar máquinas grandes, devíamos pensar na arquitetura de como escalar estas máquinas fazendo melhor uso dos recursos.
Ou seja, em vez de simplesmente usarmos uma máquina em tempo parcial, uma combinação de opções de escalabilidade horizontal e máquinas em spot podem ser exatamente a solução para o seu problema, atingindo um custo de infraestrutura ainda menor.

Ainda não está convencido ?
Então corra para reservar suas instâncias Medium e Light porque em 2 de Fevereiro elas acabam!