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Os 10 links do mês – Fevereiro

  • Blog
  • 28 de Fevereiro de 2015
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Fevereiro chegou e passou, o carnaval acabou e agora o ano começa de vez. Entretanto, aqui na Concrete Solutions o pessoal não parou de enviar links e comentar as novidades do mundo da tecnologia, nem mesmo durante a folia. Foi até difícil escolher quais foram os dez links mais comentados no meio de tantas dicas. Mas o trabalho foi feito e o resultado está logo aqui embaixo. Quer ver? Vamos lá!

1. Open Source como base

O link mais comentado do mês foi esse post do Leo Balter sobre o uso e a produção de código aberto no Brasil. Quem indicou o texto foi o Carlos Castro, e Samuel Santos disse que às vezes começa a usar bibliotecas ou novas tecnologias por necessidade nos projetos mas tem menos tempo do que gostaria para estudar a estrutura interna das coisas. Segundo ele, devido à falta desse conhecimento mais aprofundado costumamos subutilizar o que temos à mão e reescrevemos códigos que as próprias bibliotecas já possuem.

Ele diz que procura ler a documentação mesmo de partes que não usará em uma API, estudando parte do que foi implementado e vendo as issues no github. Para ele, o trecho que mais chamou a atenção foi: “Não só a empresa ganha um profissional que está estudando constantemente sobre esse assunto, mas que sabe toda a API dessa ferramenta, e se alguma parte dessa ferramenta precisa melhorar ou ser corrigida, eu sei estimar muito bem o que pode ser feito e quando pode ser feito. Já houve vezes em que colegas no Brasil vieram tirar uma dúvida sobre o assunto e não precisaram perder tempo pesquisando o que estava errado em seus testes”.

open source

 

A partir dos comentários, surgiu a ideia de fazer um grupo de discussão para criação de projetos open source e github público, e todo mundo aprovou. Fernando de la Riva falou sobre o Snaprelease criado pelo Thiago Lioy, levantou a questão de APIs escaláveis e sugeriu a criação de algo que consolide vários dashboards de instrumentação ou que facilite testar SPAs em JS. Caio Ribeiro Pereira citou Karma, Jasmine, Mocha e TinyTest como frameworks de bom tempo no javascript, com os quais é possível testar SPAs como Angular e Meteor.

Carlos Castro recomendou os meetup sobre CSS, Angular, Node e Femug em São Paulo, Tales Pinheiro comentou que organiza a NSCoder Night e o Cocoaheads SP e esporadicamente realiza Dojo relacionado a desenvolvimento iOS. Carlos Castro ainda falou do Front in Fortaleza e do podcast dele, o Codetalks, sobre front-end e afins.

Para terminar, da conversa entre Carlos Castro e Caio Ribeiro Pereira surgiu a ideia de um episódio no Codetalks sobre node.js e io.js. Fique esperto que se rolar publicamos alguma coisa por aqui. =)

2. State o io.js

Aproveitando o gancho, Tales Pinheiro levantou a discussão do node.js vs o io.js com esse artigo do Mikeal, segundo o qual a comunidade não gostou da Joyent abraçar o node.js, de manter um esquema de versionamento ruim e demorar para evoluir algumas coisas, entre outras reclamações. Ainda segundo o texto, parece que a Joyent está pagando para projetos serem escritos em node.js e contar a migração para io.js.

Caio Ribeiro Pereira diz que o io.js é uma versão bem à frente do node.js, uma vez que a comunidade cansou de ver versões stable do node usando versões bem antigas do v8, que consequentemente faz com que o node tenha uma performance inferior. Isso sem contar com os novos recursos do ecma6 que pouco existem por conta disso. Caio espera que a comunidade io.js mantenha o fork ativo e atualizado com boa frequência.

io

 

Corintho Assunção concordou. Pelo que ele pesquisou quando viu o assunto, a grande reclamação é que o processo de atualização do node é muito lento e a Joyent gosta de uma mão mais forte comandando esse processo. A iniciativa do io.js foi justamente criar um projeto mais dinâmico de atualização (ignorando picuinhas e brigas pessoais no meio do caminho). Corintho vê o fato de a Microsoft abraçar o node como uma coisa boa, afinal é mais um suporte oficial à plataforma e capaz de produzir ferramentas para facilitar desenvolvimento e monitoramento. Se a Microsoft vai usar uma versão atualizada ou não do node é um problema dos clientes dela, Corintho não acha que interfira na comunidade como um todo. Quanto a pagarem para não migrar para io.js, Corintho acha meio difícil de engolir a seco a teoria. Afinal, se o node é o “cara velho” e o io.js é uma evolução e, em teoria, 100% compatível, faz sentido escrever as coisas compatíveis com o node e tê-las funcionando nas duas plataformas de forma transparente.

Corintho ainda acrescentou que o “pagar para fazer node ao invés de io.js” na verdade é uma incubadora de projetos node patrocinada pela Joyent. Obviamente, segundo Corintho, eles querem incubar projetos em node, e não em io.js, e ele não vê nada demais aí, a não ser que a Oracle fizesse uma incubadora para projetos com Websphere e a IBM uma incubadora para projetos .NET. Aí as coisas iam começar a ficar estranhas mesmo.

3. Links para Javascript

O terceiro link é na verdade um conjunto de links. Corintho Assunção tem estudado bastante Javascript, tanto front-end quanto back-end, e colocado todos os links no bit.ly. Ele criou uma bundle específica para Javascript e está atualizando quase que diariamente. Carlos Castro gostou e já indicou essa lib para acrescentar. Thiago Lioy indicou o post dele sobre o Snaprelease, acrescentando que tem automatização do desenvolvimento front-end e modularização do Javascript de client side usando Gulp, Browserify e Bower.

logo_JavaScript

 

Ao ler Gulp, Carlos Castro lembrou e indicou um projeto que ele participa no github chamado de Gulpify. Corintho aproveitou para indicar esse curso online do Pluralsight e Caio Ribeiro Pereira disse que no Dev Free Casts tem muitos screencasts free sobre js e vários js frameworks, enquanto que no Dev Free Books tem alguns ebooks de js, tudo gratuito =) Agustin Albertengo finalizou indicando essa lib de scrolling.

4. Slack Chat

Foi Gabriel Coutinho quem indicou a ferramenta. Samuel Santos disse que já usou e acha muito interessante a integração via webhooks. Ele usou o exemplo de um grupo de tecnologia no qual, além das mensagens dos usuários, no mesmo stream continham mensagens sobre bugs encontrados pelo Crashlytics ou notificações de commit via Bitbucket.

Caio Ribeiro Pereira destacou que a vantagem do Slack Chat é que também dá para criar comandos para o Slackbot fazer deploy de aplicação e etc. Diego Chavão nunca viu muita vantagem em usar esse tipo de ferramenta. Ele questiona se existem mais vantagens que realmente valham o custo além das já citadas, porque todas essas podem ser facilmente substituídas por ferramentas gratuitas e que ainda atrapalhem menos. Segundo ele, você pode receber no e-mail commits, build e alarms e não encher a janela do chat com mensagens que nem sempre são tão importantes naquele momento.

slack

 

João Felipe prefere não transformar a caixa de entrada dele em um pool de notificações e ter que criar filtros para separar as coisas. No Slack (ou Hipchat), ele estaria lá por um motivo específico. Segundo ele, se bem configurado você não precisa floodar o chat com notificações, só ter channels com hooks específicos para cada coisa. Tales Pinheiro terminou comentando que em e-mail é comum as pessoas irem dando reply e as mensagens de resposta se perderem. Ele diz que a busca no Slack é muito boa, e a ferramenta é bem mais dinâmica que o e-mail.

5. Mobile Web beats apps for detail-oriented shoppers: report

Victor Lima foi quem mandou a polêmica e pediu pitacos. Felipe Garcia foi o primeiro a comentar, dizendo que tudo depende. O que pretendemos demonstrar, se esperamos uma navegação com resposta rápida sem engasgar, estragando a experiência; se queremos tela com navegações personalizadas que podem trazer um ganho maior, como arrastar itens; se precisamos de swipes que tragam melhor UX ou salvar dados para persistência, aumentando a experiência e podendo personalizar o app… Enfim, para Felipe, se você pretende ser um comprador de uma loja específica é desigual querer comparar. Em todos os sentidos a experiência com app é melhor e mais rápida. Entretanto, se pretendesse só fazer uma vitrine para consultas ele iria de site web responsivo.

Felipe ainda acrescenta que tudo vai da estratégia adotada, mas para ele tempo de resposta é essencial e consumir uma API é muito mais rápido do que um corpo inteiro. Além disso, podemos acessar um app facilmente, com não mais que dois cliques, mas procurar em uma lista o site que você quer acessar naquele momento pode demorar muito mais.

mobile web x app

 

Agustin Albertengo diz que a vantagem do site é principalmente o fato de não depender de instalar e/ou atualizar. Hoje existem frameworks JS como Angular e Sencha que permitem agilizar a performance HTTP, consumindo APIs e possibilitando persistência de alguns dados com Local Storage, além da cache do browser. Ele acha que a estratégia certa é um bom site e uma app que ofereça uma experiência mais íntima com o usuário, como o Mercado Livre: você pode comprar no site, mas o aplicativo tem a vantagem de notificações push sobre a transação.

6. McDonald’s uses mobile data as currency in new promotion

Foi Victor Lima quem indicou a matéria do Mobile Commerce Daily, e Samuel Santos lembrou de uma ideia que teve quando recebeu a mensagem da TIM dizendo que ele atingiu 100% da franquia e velocidade foi reduzida. Ele pensou que muitas pessoas devem passar pela mesma situação diariamente e talvez um app poderia te convidar a postar um link de ads de parceiros dele em troca de bônus, ou chance de ganhar créditos. Segundo esse site, é um público alvo de 213 milhões de pessoas.

Tales Pinheiro questionou se isso não iria contra o Marco Civil e a neutralidade na rede, uma vez que foi por isso que caíram em cima da TIM e o plano 300 WhatsApp Ilimitado. Samuel ficou em dúvida se Tales estava falando sobre a implementação da ideia ou o lance de a TIM limitar a velocidade e explicou que, se foi a ideia, como o usuário receberia (chance de ganhar) crédito por tuitar ou postar um link no Facebook, isso não afeta a neutralidade, uma vez que a rede em si provida pela Tim (ou outra operadora) não estaria beneficiando nenhum conteúdo ou serviço.

mcdonalds

 

Tales explicou: “É, não é exatamente a mesma coisa. É que a Tim agora bloqueia o tráfego quando atinge a cota, mas nesse plano o acesso ao WhatsApp continua liberado, o que vai contra a neutralidade. Acho que viajei” =P Samuel disse que também pensou que poderia esbarrar na neutralidade, mas o Twitter e o Facebook (lugares nos quais os links seriam postados) têm parcerias com operadoras para serem acessados “de graça”.

7. Mi Brasil

Fernando de la Riva postou a página oficial da Xiaomi no Brasil para avisar que “the Chinese are coming”. Guilherme Siepmann indicou este report do PhoneArena.com dizendo que a Xiaomi pretende expandir este ano para o Brasil e Rússia, mas ainda não tem planos para os EUA. Gabriel Brettas contribuiu com o artigo da Fast Company Design dizendo por que a China está investindo em Design, e Tales Pinheiro indicou um curso do Coursera de Chinês para iniciantes (hehe). Tales lembrou que há uns dois anos a Apple apresentou na WWDC algumas técnicas e ferramentas para convencer os devs a internacionalizarem o app em Chinês. Segundo ele, a gigante deu um foco grande e hoje já vende mais iPhone na China que nos EUA. Victor Lima terminou lembrando que ele já avisou sobre essa tendência em um post no comecinho do ano.

Xiaomi8. A Year Later, $19 Billion for Whatsapp Doesn’t Sound so Crazy

Foi Fernando de la Riva quem indicou a matéria do TechCrunch. Victor Lima comentou que é engraçado como esse assunto caracteriza a batalha entre bundling e unbundling: “O que existe de diferente entre o unbundling do Facebook Messenger do app monolítico do Facebook (indo na direção de single purpose apps, Rooms ou o Paper), e o bundling de colocar pagamentos dentro do Snapchat (Snapcash), chamada de taxi dentro do WeChat, e app store discoverability dentro do Line?” Para Lima, talvez o padrão seja: quem já tem a user base (Facebook, por exemplo) quer se dividir em pequenos fronts para ganhar mais consumer mind-share. Quem não tem user base consolidada, ou a está formando, quer colocar a “next missing feature” para atrair mais usuários e tempo de uso do app. Victor ainda destacou que no ponto de quem compra essas empresas e o bem que isso gera (ou não), faltou o artigo mencionar a compra do Waze pelo Google, que até então manteve o ecossistema saudável.

Leonardo Pabon questionou se o argumento não foi na linha que o Whatsapp tem muita penetração no mercado internacional, enquanto o Facebook Messenger tem no mercado americano. Para ele, parece ser uma relação complementar, a monetização de colocar pagamentos iria dentro de ambos.

facebook e whatsapp

 

Victor Lima acredita que o argumento foi mais na linha do Facebook usar o seu valor no presente, com US$ 19 bilhões de dinheiro na mão para gastar, para garantir o seu lugar no futuro (Whatsapp). Entretanto, a macro tendência por trás disso é o app unbundling. Quanto à funcionalidade de pagamento permear um ou mais produtos, Victor Lima diz que realmente faz sentido, mas não é regra definitiva. Por exemplo, anúncios (a principal fonte de receita do Facebook) como uma funcionalidade não entraram em todos os produtos que o Facebook comprou até hoje.

9. 9 Gifs That Explain Responsive Design Brilliantly

Alicia Zavali indicou os Gifs publicados pela Fast Company que explicam o design responsivo de uma maneira bem fácil. Filipe Mondaini disse que vai usar esse link sempre que precisar explicar para alguém. Leonardo Pabon e Corintho Assunção também gostaram.

gifs10. Lookback

Foi Rogério Martins quem enviou para o grupo a ferramenta para testes de usabilidade e pesquisa com usuários, de um jeito simples e automatizado (embarcado no app de teste!), mas a dica é da Daniela Sayuri. Felipe Garcia disse que já tinha visto há algum tempo e não via a hora de ver alguém usando de verdade. Samuel Santos comentou que o feedback desse tipo de teste é valiosíssimo, e Luiz Soares indicou o Testa Isso, versão brasileira do Lookback.

Ufa! O pessoal falou bastante por aqui esse mês, não? Gostou das dicas? Tem alguma que faltou aí na lista? Deixe aqui embaixo nos comentários! Até o mês que vem.