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Os 10 links mais comentados em Março

  • Blog
  • 30 de Março de 2015
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Estamos chegando ao fim de março e, com ele, vem também o nosso já tradicional post com os dez links mais comentados do mês no fórum interno da Concrete Solutions. Esse mês o destaque foi para as brigas entre biscoito x bolacha (uma vez que temos representantes cariocas e paulistas) e Android x iOS, de longa data. Mas também teve Microsoft, Ubuntu, Amazon e mais. Vamos ver?

1) Microsoft Reinvented the Keyboard – Yes, the Keyboard

Foi Federico Maier quem indicou a matéria da Time sobre o lançamento da Microsoft, um teclado dobrável, adicionando o comentário de que “não param de inventar coisas novas…” Filipe Mondaini achou muito legal. Ele diz que compraria feliz um teclado desses e adorou o recurso para alterar o aparelho que vai receber o input. Sobre o assunto, Rogerio Martins indicou este texto da TechCrunch falando sobre a “obsessão” da empresa com teclados. Victor Lima explicou que um dos diferenciais da Microsoft está nas suas ferramentas de produtividade, o Office, e que essa produtividade implica um teclado. Segundo ele, é daí que vem as iniciativas. Matheus Corregiari colaborou com essa matéria do Tecmundo sobre o teclado Android especialmente feito para Excel e Filipe Mondaini terminou comentando que a empresa tem se reinventando, com o .NET Open Source, Windows 10 de graça e etc…

2) Convergence in action on Ubuntu

Victor Nascimento achou fantástico esse vídeo mostrando como funciona a convergência no smartphone Ubuntu. Para ele, parece sonho. Gabriel Coutinho gostou, mas disse que podiam ter usado um exemplo mais bacana, pois ele não usaria o celular para abrir o OpenOffice com “essa cara de desktop”, como foi mostrado no vídeo. Thiago Lioy, defensor do iOS, provocou Gabriel dizendo que ele pode falar que faltou o Apple Care na apresentação. Lioy disse que logo a Apple copia e apresenta de um jeito que venda.

Victor Lima se preparou: “Wooohooooo briga!!!”

briga

E Gabriel, o defensor do Android, disse que sabe que vai copiar e que vai vender, mas não para ele =P. Segundo ele, se a Apple copia e melhora (se conseguir – destaque dele!), ele espera que o Ubuntu saia com as melhorias pós-Apple.

Matheus Corregiari achou animal, mas achou mais legal a interface para tablet do que para smartphone. Victor Nascimento destacou que abrir o LibreOffice no celular é só para mostrar que abre no monitor e poderia plugar um mouse e teclado no celular também. Ele acrescenta que acha que Apple, Microsoft e Google devem estar correndo atrás disso também, mas acha o Ubuntu mais bem posicionado, com a Microsoft em segundo lugar. Victor ainda anuncia que vão começar a vender este aqui em Abril. Olavo Castro encerrou dizendo que para quem usa Windows o Ubuntu não trouxe um super diferencial, uma vez que o mouse/teclado pode ser utilizado também no tablet com Windows. Ele observou que o foco da demonstração foi menos o sistema operacional (talvez devido à usabilidade fraca) e mais a ideia de utilizar o LibreOffice nos devices com Ubuntu. Apenas no aspecto Office, ele acredita que primeiro vem Windows, depois os outros. Ele ainda vê o Ubuntu como alternativa ao Android, mas ressalta que precisamos ver como o mercado vai se comportar e quem o Ubuntu vai prejudicar mais.

3) 10 provas de que o certo é bolacha, e não biscoito

Foi o paulista Felipe Garcia quem plantou a treta entre cariocas e paulistas com o post do BuzzFeed. Logo, o carioca Felipe Mondaini mostrou o post do mesmo Buzzfeed só que ao contrário e Diego Chavão ressaltou, para ele, o melhor argumento:

biscoitoTales Pinheiro, do time paulista, discursou que se biscoito é “apenas uma convenção da indústria brasileira” chegamos à conclusão de que quem chama de biscoito é manipulado pela indústria capitalista que mente ao dizer que a Cantareira está cheia e que a Globo apoia as 13 famílias Iluminatti que defendem o retorno de Collor após o impeachment da Dilma. Rodrigo Caetano disse que confirmou com o francês Edouard Roussillon, ambos trabalhando em São Paulo, que na França se fala “Le Bolachê”, mas aí o carioca Gustavo Vianna disse que Edouard provavelmente viveu em uma vila bem distante ao norte da França, porque nas demais regiões se fala “Le Biscoitô” e o Filipe Mondaini disse que confirmou com o Alexis Henaut, que também é francês, e ele diz Biscuit.

Eu, como boa paulista, lembrei que quem inventou a língua foram os portugueses. Ok?

bolacha

E João Felipe rebateu dizendo que se eles inventaram o idioma deveríamos adotar toda essa lista ao nosso dia-a-dia:

  1. Acostamento (no Brasil) – berma (em Portugal)
  2. Apontador (no Brasil) – afia-lápis (em Portugal)
  3. Aposentadoria (no Brasil) – Reforma/pensão (em Portugal)
  4. Bombeiro (no Brasil) – canalizador (em Portugal)
  5. Bonde (no Brasil) – eléctrico (em Portugal)
  6. Bunda (no Brasil) – rabo (em Portugal)
  7. Camiseta (no Brasil) – camisola (em Portugal)
  8. Cavanhaque (no Brasil) – pêra (em Portugal)
  9. Descarga (no Brasil) – autoclismo (em Portugal)
  10. Esparadrapo (no Brasil) – adesivo (em Portugal)
  11. Estepe (no Brasil) – pneu sobresselente (em Portugal)
  12. Fila (no Brasil) – bicha (em Portugal)
  13. Goleiro (no Brasil) – guarda-redes (em Portugal)
  14. Grampeador (no Brasil) – agrafador (em Portugal)
  15. Ônibus (no Brasil) – autocarro (em Portugal)
  16. Parada (no Brasil) – paragem (em Portugal)
  17. Privada (no Brasil) – retrete (em Portugal)
  18. Sorvete (no Brasil) – gelado (em Portugal)
  19. Terno (no Brasil) – fato (em Portugal)
  20. Trem (no Brasil) – comboio (em Portugal)

Rafael Miceli citou Chaves: “Não tem BISCOITO!!!” e eu, de novo, lembrei que se o raciocínio é usar o que está escrito no pacote deveríamos chamar Maizena de “amido de milho” e Bombril de “palha de aço”, lista à qual Tales Pinheiro acrescentou Gilette de “lâmina de barbear” e Bic de “caneta esferográfica”. Luiz Ribeiro foi procurar referências acadêmicas e mostrou este artigo de uma pesquisadora da PUC, e Rafael Miceli destacou que uma busca de palavras neste link confirma que biscoito é o mais usado. Segundo ele, a palavra bolacha aparece onze vezes, enquanto biscoito aparece 25.

Pedro Silva ressaltou que o Google acha seis vezes mais resultados para biscoito do que para bolacha, e Luiz Ribeiro confirmou os números:

Biscoito: Aproximadamente 6.870.000 resultados

Bolacha: Aproximadamente 1.160.000 resultados

Diego Chavão foi mais incisivo: “Biscoito é o termo correto simplesmente pelo fato de ser usado no Rio de Janeiro. Fim”. E eu me preocupei: “Sendo assim, todos deveríamos chiar na hora de falar, é isso?”. Gabriel Coutinho concordou: “Ixxo mexmo”. E Jonas Tomaz, cansado, perguntou se tem mesmo que intervir na thread. Eu complementei a discussão com um explicativo mapa da Superinteressante:

mapa

Victor Oliveira explicou que bolacha tem relação com o formato achatado e biscoito serve para qualquer biscoito. Assim como um LP pode ser uma bolacha, mas não pode ser um biscoito. Se tem duas palavras, tem diferença de uso.

Considerando a discussão encerrada, Luiz Ribeiro sugeriu a próxima thread:

Aipim, mandioca ou macaxeira

Ou

Batata baroa x mandioquinha

Mas Douglas Bonafé ainda não estava satisfeito com o fim e inseriu mais um tópico na briga: “Não seriam cookies?” Victor Oliveira explicou os diferentes tipos neste link e Oscar Tanner quis acabar com a produtividade da galera sugerindo esse jogo, para o qual Diego Chavão deu um comando essencial: setInterval(‘document.getElementById(“bigCookie”).click()’, 1)

4) Curso Swift

Há algumas semanas, tivemos um talk interno sobre quando adotar Swift. As opiniões divergiram entre esperar o lançamento maduro do XCode 6.3 ou maior com suporte oficial ao Swift 1.2 e outros que preferiam esperar problemas como o refactor solucionados. Todos concordaram, porém, que devemos já começar a estudar.

Foi neste contexto que Alexandre Garrefa sugeriu o curso de Stanford para Swift. Segundo ele, quando começou a programar em Objective C/CocoaTouch ele estava patinando com os livros e o curso de Stanford foi o melhor curso online que ele já fez, com uma forma bem rápida de aprender.

Victor Lima e Thiago Lioy gostaram da dica. Jonas disse que tem acompanhado as aulas, o Paul Hegarty é bem didático e os exercícios são bem legais. Felipe Garcia disse que fez o curso e achou o máximo. Ele tentou acompanhar o livro primeiro, mas depois do curso tudo fez mais sentido. Felipe ainda destaca que o professor levanta vários pontos legais da língua durante o desenvolvimento.

5) Apple’s new Macbook cable costs as much as a Verizon Moto G

Victor Nascimento foi quem sugeriu o link e iniciou a discussão: “Quando um único cabo da Apple chegou a custar um telefone quad core com câmera de 8 mega pixels, 4G e etc. não é ser xingado de bobo pela empresa? Tales Pinheiro concordou que desta vez a Apple errou feio e pegou pesado. Gabriel Coutinho adorou a tabela comparativa, Paulo Ledo também, e Matheus Lima anunciou “the treta has been planted”.

Thiago Lioy ressaltou que os anúncios foram muito bons e que a Apple segue rumo à domuninação mundial, e Felipe Garcia destacou que a empresa quer ajudar o mundo liberando um framework open source de pesquisas médicas para que os 700 milhões de aparelhos ajudem a transformar o mundo para melhor e faz ótimos aparelhos e computadores que são atualizados para durar alguns muitos anos. Matheus Corregiari encerrou a discussão com essa matéria do TecMundo que tem alguns preços do novo MacBook na Apple Store brasileira.

6) Android 5.1: Unwrapping a new Lollipop update

Rafael Toledo e Victor Nascimento deram a notícia do lançamento do Android 5.1. Rafael ainda destacou que, sem muito alarde, o Android Studio 1.2 Preview 1 saiu também, atualizando a base para o IntelliJ 14. Nascimento comentou que tem minor fixes do plugin de Gradle também, versão 1.1.3. Ele também disse que o IntelliJ 14.1, que é base desse Android Studio, tem algumas coisas interessantes…

Matheus Corregiari lembrou que já está disponível para download apenas para Nexus 5, para aqueles que são ansiosos como ele, neste link. Corintho Assunção deu essa dica para quem tem o Nexus 4 e está se sentindo corajoso. E destaca: “Leia bem o thread, pois já tem alguns bugs relatados”.

7) Alternativas ao Twitter Bootstrap

O sétimo link mais comentado na verdade foram quatro links, indicados por Patrick Porto como alternativas ao Twitter Bootstrap:

  1. https://ink.sapo.pt/
  2. https://www.99lime.com/elements/
  3. https://getkickstart.com/
  4. https://purecss.io

Caio Ribeiro Pereira indicou este link com mais algumas alternativas. Thiago Lioy disse que gosta muito do Foundation, da Zurb; João Felipe indicou o da Locaweb e Gustavo Costa sugeriu o Semantic-ui, aproveitando o assunto para anunciar a criação, por ele, de um Yeoman Generator para AngularJS e Semantic-ui e para pedir colaborações.

Corintho Assunção disse que o Semantic-ui pareceu bem interessante. Patrick disse que experimentou o Foundation em um em um projeto e não gostou muito, principalmente por ser pesado. Ele também gostou do Semantic-ui.

8) The Problem with AngularJS

Bruno Moneró foi quem indicou alguns alertas para o uso de AngularJS, juntando a eles esses dez itens contra o uso. Vinícius Barbosa contrapôs os argumentos com este artigo do Medium.

Victor Nascimento, apesar de não ser um web front-end developer, se intrigou com a justificativa que o Angular faz o papel do JSP ou algo do tipo. Ele conhece muito mais o JSP do que o Angular e diz que o JSP sempre foi visto (desde o começo) com péssimos olhos. Para ele, gerar a interface no servidor é como criar um serviço web que gere Activities para o Android e assim por diante. A ele, parece uma arquitetura completamente invertida, o que é ruim.

Victor acredita que a web está evoluída o suficiente para renderizar e cuidar de sua própria camada de view. A lógica do negócio no servidor faz sentido, mas servidores em qualquer plataforma gerando html, para ele, não é bom. Fabiano Cavalcante gostou e acrescentou que o AngularJS torna a separação do MVC mais clara e facilita a implementação de sistemas multiplataforma, utilizando as mesmas interfaces.

9) Google Leverages Near Real-Time Backend Development With Firebase

Com a pergunta “fim do backend?”, Victor Nascimento indicou a matéria do Infoq contando sobre a criação, pelo Google, de um serviço que “is for anybody that wants to write apps without having to run backend servers or write server code”. Ou seja, a automatização de qualquer backend, com serviços como o Parse, por exemplo. Victor questiona se isso é bom. Ele gostaria de saber como o backend é feito com esses serviços.

Alexis Henaut acredita que depende do preço que atende suas necessidades. Ele usa o plano gratuito e funciona muito bem, você pode desenvolver apps em tempo real muito rápido. Gabriel Brettas questiona se não é algo como os UXers estão vendo no front com “a era dos templates”. Ele destaca que gosta de escrever na mão as próprias grids, etc. Ele define como “a Revolução Industrial tirando o ofício das mãos da galerinha”.

Corintho Assunção acredita que chamar de “fim do código backend” é um pouco sensacionalista. Para ele, o que eles oferecem é muito interessante e tem login (várias formas de fazer via OAuth) e persistência de dados. O que eles chamam de “API” pronta é basicamente persistir os dados em uma base NoSQL de forma automática para você, bastando fazer um request REST apropriado. O mais “diferente”, segundo Corintho, é que eles estão colocando de forma “transparente”a persistência offline dos dados e a sincronização posterior para o servidor. Isos para o browser parece ser maravilhoso, mas se der uma olhada na referência do Mozilla tem muito mais em um estado offline do que simplesmente sincronizar os dados. Corintho ainda ressalta que se for dizer que eles estão “matando” alguma coisa do backend, ele diria que é no máximo a última milha, somente o acesso à persistência. Pode ser que o que eles vão realmente facilitar é para o pessoal de startup ter um tempo muito mais rápido de subida de testes e protótipos.

Para Victor Nascimento, o ponto disso tudo é que repassar o seu backend para o Google e cia. pode ser uma forma rápida de criar um produto. Porém, quem refatora depois para não depender do serviço? Victor ainda acha que o preço é agressivo, muito mais barato do que ter um time, e talvez o problema seja encontrar pessoas suficientemente boas para fazer a pena não depender do Google.

10) Amazon Cloud Drive

Foi Guilherme Siepmann quem indicou o Drive da Amazon. Gabriel Ferreira mandou um “Tchau Dropbox…”, mas João Felipe ressaltou que não acha que é o fim do Dropbox pq ele sai 9USD por mês por um tera, fora o plano free que dá 2GB. Corintho Assunção não gostou do client, acha uma alternativa muito inferior ao Dropbox e similares, argumento com o qual João Felipe concorda. Tales Pinheiro questionou se clients como FUSE, Jungle Disk, Transmit ou Forklift já funcionam bem com o S3, e João Felipe disse que sim. Gabriel pensou que a Amazon faria algo para concorrer diretamente com o Dropbox, mas pelo visto só o preço é que está atrativo. E você, o que acha?

E esses foram os assuntos mais comentados do mês aqui na Concrete. Sentiu falta de algum link? Tem alguma coisa a dizer sobre nossos comentários? Fique à vontade para usar os campos abaixo! No fim de abril tem mais =)