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Dogfooding: o que é e quando usar

  • Blog
  • 25 de Agosto de 2015

Para ser um bom Product Owner não basta só executar e entregar, é necessário estar centrado no cliente que vai usar o que você desenvolveu. É preciso entender a jornada de suas personas, como elas interagem e o que sentem quando usam o seu produto. Sem isso, como iremos montar algo que as pessoas vão realmente utilizar e, mais do que isso, gostar? Por isso, ouvir o cliente final é muito importante. Mas não é algo que conseguimos fazer o tempo inteiro (embora deveríamos).

Nesses casos, outra abordagem para manter o desenvolvimento de produto “user-centered” é colocar o chapéu de cliente final. Ter a habilidade de colocar diferentes chapéis é uma qualidade, na minha opinião, que faz os bons líderes serem bons líderes. E para nos colocarmos no lugar de alguém que vai utilizar o nosso produto, precisamos de fato usá-lo, ou seja, “comer da própria comida de cachorro”.

O termo para isso em inglês é “dogfooding”, e significa usar o produto que você está criando como cliente final. Não é testá-lo, mas sim usá-lo. Se é um produto que é necessário pagar, por exemplo, então devemos pagar para entender a real experiência de usuário. É um processo tão simples que raramente vejo as pessoas fazerem.

Quando fazer?

  1. Para melhorar a experiência: como você vai criar uma boa experiência com algo que você não tem familiaridade? É necessário que você seja usuário real da plataforma. Isso vale para desenvolvedores, gerentes, designers, QAs, etc. O objetivo aqui é aprender mais sobre o produto, para que dessa forma você possa dar sugestões de melhorias.
  2. Para corrigir problemas: não são só bugs, mas problemas de UI, de suporte, etc. Aqui, a intenção é encontrar problemas antes que o seu cliente encontre.
  3. Para criar responsabilidade do time sobre o produto: utilizar o “dogfooding” pode dar ao time o senso de posse necessário para dar feedbacks realistas sobre o produto. O ideia aqui é alcançar feedbacks sinceros que você não encontraria em grupos de focos ou entrevistas.

Lembrando que ‘Dogfooding’ não é uma alternativa ao mapeamento de jornada e persona, é mais uma ferramenta para ajudar POs, designers e desenvolvedores na validação do serviço ou produto como um todo. São eles quem mais têm o poder de realizar mudanças no produto, logo, são eles quem mais deveriam utilizar esse produto. Com isso, o PO pode falar com clientes de forma mais fluida e, por entender toda a sua jornada, podem ter novas ideias de experimentos a serem feitos e testes A/B baseados não somente em intuição, mas em motivações reais.

Juntando sua vivência como cliente e sua expertise de PO, UX ou desenvolvedor, você pode refinar sua intuição para melhorar a proposta de valor do seu produto. Se você não consegue comer da comida que você está fazendo, como você espera servir o mesmo prato para outras pessoas?

Concorda, discorda ou tem algo a acrescentar? Deixe seu comentário abaixo. Até a próxima!