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Os 10 links do mês – Setembro

  • Blog
  • 30 de Setembro de 2015
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E o nono mês do ano chegou ao fim! Estamos entrando na reta final de 2015, e o fórum interno de discussão aqui da Concrete não para. Aliás, os debates só aumentam e ficam mais ricos a cada mês, como vocês podem acompanhar por aqui todo dia 30. Mas chega de papo e vamos aos 10 links mais comentados esse mês. Os grandes campeões desse ranking, claro, estão relacionados à briga iOS x Android, que sempre gera muito o que falar, e ao novo logo do Google. Mas também tem Linux, Whatsapp e até debate sobre educação. Vamos lá?

1. Terminal Linux personalizado para o git

Temos uma produção interna para estrear o post de setembro. =) O Davi Rodrigues estava em casa de bobeira e fez “uma parada” para personalizar o terminal dele e sempre mostrar o branch em que ele está. Ele diz que é uma coisa bem simples, mas é razoavelmente útil para quem tem memória meio fraca. =) Victor Nascimento achou ótimo, pois pouca gente sabe do quão customizável é o bash/zsh e cia. Ele disse que gosta de usar o oh-my-zsh que já vem com um sistema de plugins (inclusive com o de git já configurado).

Rodrigo Deodoro disse que o tema dele para o zsh também faz isso, além de mostrar o virtualenv ativo pra quem usa Python. Diego Chavão também usa zsh, e o prezto com o tema sorin.

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2. Bravus Race

O 9º link mais comentado do mês de setembro é off-topic, nada a ver com tecnologia. Mas como o nosso pessoal é atleta, entendemos que muitos de nossos leitores também são e gostariam de ver essa dica. =) Foi o Gabriel Ferreira quem indicou a competição de percurso de obstáculos, que deve acontecer em maio do ano que vem no Rio de Janeiro. Uma galera se animou para participar, mas o André Silva disse que a Zombie Run é muito melhor que todas as outras. =P O Alexis Henault lembrou do Takeshi’s Castle, e o Diego Chavão mandou esse vídeo para animar ainda mais o pessoal.

3. Whatsapp tem 900 milhões de usuários e somente 50 funcionários; entenda como

Rafael Alves foi quem indicou o link do Olhar Digital, e Victor Nascimento explicou que é “Erlang na veia… Cada engenheiro é responsável por quase 20 milhões de usuários. Toma essa orientação a objetos!” Alicia Zavalis lembrou do post da Wired e Eduardo Silva disse que já tinha lido há algum tempo sobre a Stack de tecnologias utilizada pelo Whatsapp. Aqui está o link. Rodrigo Deodoro destacou o trecho “Our strategy around recruiting is to find the best and brightest engineers. We don’t bring them in specifically because the engineer knows Erlang,” Mahdavi said on Monday. “We expect the engineer to come in and spend their first week getting familiar with the language and learning to use the environment. If you hire smart people, they’ll be able to do that.” e questionou: “Isso não poderia ser aplicado a qualquer equipe de desenvolvimento?” Rafael Alves diz que sim, desde você encontre os “best and brightest”. Hehe

4. Trouble Maker – Breaks Your Linux Machine and Ask You to Fix Broken Linux

A indicação foi do Victor Nascimento, que achou a ideia interessante: você instala o programa (de preferência em uma máquina virtual para não bagunçar sua máquina host) e ele te apresenta alguns módulos de problemas. Daí, você escolhe um e ele quebra seu sistema e você tem que arrumar. Ele explica que o artigo tem spoilers de soluções, mas sobram alguns problemas para arrumar, e faz o desafio para quem conhece bem de arrumar o Linux. Wesley Silva se manifestou, mas pediu umas cervejas importadas como fator motivacional, e o prêmio foi prometido! Victor Nascimento e Cícero Jacobi toparam pagar uma Franziskaner se ele resolver os 16 e escrever um post. Vamos esperar =)

5. Saiba quanto devem custar os relógios da Apple no Brasil

Tudo o que está relacionado à Apple e ao Google geram muitos comentários e debates no nosso fórum interno, além de, é claro, muita zuera (que nunca acaba). Foi Rafael Alves quem indicou todo animado os possíveis preços do Apple Watch por aqui, e Davi Silva achou “barato, pow”. Bruna Esteves (carioca) já pensou em um possível assalto, e João Gouveia disse que em caso de roubo você tem que correr atrás do ladrão até o inferno. =O Gabriel Ferreira disse que está tão barato que ele até perdeu a vontade de comprar, e veio à mente de Erick Santos a seguinte imagem:

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Eduardo Rangel preferiu representar com essa aqui:

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Diego Chavão achou o de R$ 4.299,00 bem bonito, o mesmo que o Rafael Alves estava pensando em comprar (só pensando =P) Maila Manzur já pensou em um programa “Meu Relógio Minha Vida”, e Thiago Holanda disse que é melhor pegar essa grana toda que o relógio vai custar no Brasil, converter em dólares, comprar uma passagem e ir lá nos EUA buscar um. De quebra ainda faz uma viagem maneira!

6. What to Expect At Apple’s “Hey Siri” Event

Sim, o evento já aconteceu e algumas das expectativas do Victor Lima (que foi quem indicou o link) se confirmaram, outras não. Ele esperava a AppleTV e uma app store para ela com foco em jogos (o que realmente rolou); o anúncio do iPhone 6S (também, com tela sensível à intensidade do toque); o iPad Pro (que o Lima não estava muito se importando, mas foi uma das estrelas da noite – veja esse post do Victor Landeira); alguns números de vendas do Apple Watch e as datas de lançamento do iOS9, El Captain e WatchOS 2 (também rolou) e por fim alguma dica em relação ao movimento com carros (não, isso não rolou). Se você quiser saber tudo o que aconteceu, eu fiz um resumo nesse post aqui .

Depois do evento, o tópico de discussão continuou vivo. João Gouveia não aguentou o lançamento do Apple Pencil e relembrou essa declaração de Jobs em 2010. Natan Ximenes achou que essa foto representa o lançamento do iPad Pro:

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A Maila disse que dá para levar para o half e andar de skate em cima desse iPad, e Alexandre Garrefa quer ver qual dos iOSers da Concrete vai ser o primeiro a comprar. Rodrigo Deodoro resgatou uma tirinha de 2012:

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E para terminar, Guilherme Siepmann comparou duas imagens, de 2007 e deste ano:

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Ressaltando que não é Stylus, é Pencil. Certo?

7. Smartphones com Windows superam iPhones no Brasil, diz pesquisa

Novidade aqui no Blog! Apareceram os smartphones com Windows para esquentar a briga iOS x Android =) Quem indicou a matéria foi o Victor Neves, junto com essa pesquisa aqui da Kantar WorldPanel. Rafael Ferreira gostou! E disse que Windows Mobile is the future =) Thiago Holanda justificou os números das reportagens com três screenshots:

iPhone:

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Windows Phone:

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Android:

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Para Tales Pinheiro, a Apple podia ser mais amiga dos brasileiros… Thiago Holanda concorda, mas lembra que os governantes também tem envolvimento nessa questão. Segundo ele, uma vez na Apple Store no Rio disseram que “a Apple cobra dos brasileiros o preço americano, convertido em real, aplicando impostos e ganhando alguma coisa em cima” (o que não é nenhuma novidade). Para Thiago, isso por si só já ajuda a explicar alguma coisa em relação aos preços. No caso do iPhone ser muito caro, ganha quem vender bons telefones com preços mais em conta, por isso essa ascensão do Windows Phone e a isolada liderança do Android.

João Gouveia também concorda com Tales que a Apple podia ser mais amiga. Para ele, pegar o produto mais caro de um fabricante e o mais barato do outro não significa nada, tudo tem que ser avaliado caso a caso. Tem app que tem como público alvo uma classe com maior poder aquisitivo, enquanto outros buscam maior abrangência e posicionamento de marca. Mas João discorda de Thiago. Para ele, isso é conversa da mesma forma que os R$ 4.000 da Sony são historinha de conversão com impostos dos 400 dólares. Se isso fosse verdade todo mundo venderia caro. De acordo com ele, no último ano a Apple aumentou o preço dos seus produtos 3 vezes, sem nenhum reajuste de imposto; e história de dólar não cola porque boa parte é fabricada na China. O produto é caro porque é uma marca pela qual se paga por qualidade e status.

Thiago Holanda se defende dizendo que os aparelhos são fabricados na China, mas não são entregues pela China. A importação é feita pela Apple Brasil direto da Apple americana. Para ele, o fato de a Apple ter aumentado absurdamente seus preços pode ser conversa sim, mas ele não acredita que o dólar não influenciou em nada esses preços, uma vez que nesse último ano o dólar saiu da casa dos R$ 2,60 para a casa dos R$ 3,60.

Victor Nascimento disse que “the future is coming” com o Ubuntu Phone, que deve chegar no ano que vem. João Victor Mesquista comentou que usava iOS até 2013 e resolveu trocar por um Windows Phone (Lumia 720). Ele diz que o aparelho é excelente e bem fluido, e depois que usou o Windows Phone, não pretende voltar tão cedo para iOS.

Victor Neves é mais prático: “sem fanatismos, enquanto me pagarem para trabalhar com  tecnologias Microsoft (e faz quase 15 anos que me pagam) vou continuar focado e usando. e o mercado mudar, eu mudo também”. Para terminar o debate, Douglas Barreto indicou esse vídeo do Xiaomi Mi 4 rodando Windows 10 e Marcos Castro falou sobre o Jade Primo, da Acer, que também usa o Windows 10.

8. Primeiro app da Apple para Android serve para tirar usuários do Android

Voltamos ao nosso debate preferido e mais acalorado! Quem jogou o assunto foi o Thiago Holanda, e Rafael Toledo mandou o gif abaixo para dizer que só está esperando as avaliações e nota desse app na Google Play, mas eu acho que todos nós nos identificamos com ele quando esse assunto vem à tona =)

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João Felipe tem certeza que se a Google fizesse um app com o intuito oposto, ele seria barrado e não aprovado. Ou melhor, talvez nem conseguisse ser desenvolvido por não ter acesso pleno ao OS. Os Androideiros se manifestaram em emojis image19 emojie palavras como “lixo”. Kleber Toyota destacou o trecho: “E a Apple não para por aí: ao final do processo de transferência de dados, o app recomenda que o usuário leve o seu Android velho a uma Apple Retail Store para que o aparelho seja enviado para reciclagem”, lembrando que é ecologicamente certo, mas agressivo de certo modo.

Enquanto isso, Lucas Cardinali disse que a Motorola tem um app há mais tempo que faz a mesma coisa, mas no sentido inverso.

Rodrigo Deodoro disse que normalmente não perde a oportunidade de entrar em um flame wars Android vs iOS, mas nesse caso não viu problema. Para ele, é claro que a coisa sobre reciclagem está aberta para a interpretação de “você aí, pegue seu Android novinho e mande pra reciclagem!”, mas parece muito mais uma coisa para conveniência do usuário, já que “The Move to iOS app securely transfers all kinds of content for you:
Contacts
Message history
Camera photos and videos
Web bookmarks
Mail accounts
Calendars”

Ele acrescenta que se o Android estiver configurado corretamente, tudo o que a app transfere (tirando “mensagens” – SMS) é cloud-based de qualquer forma. A única coisa que a app faz é configurar as contas e ligar a sincronização. Mas ele também concorda com o João Felipe: o caminho oposto provavelmente é impossível, tanto pelo acesso ao SO quanto pelo punho de ferro da Apple, e é isso que, na opinião dele, demonstra a superioridade do Android.

O Lucas lembrou que ele já tinha indicado um app que faz o oposto, mas Rodrigo disse que além de (aparentemente) ser uma coisa exclusiva de migrações para aparelhos Motorola, a migração é feita por meio do iCloud, e não do dispositivo. Lucas se defendeu dizendo que de qualquer forma, eles fazem quase a mesma coisa. Aí apareceram algumas representações em imagens do nosso humor, claro:

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E João Felipe disse que o resultado pode ser o mesmo, mas conceitualmente é diferente. Afinal, um está agindo no próprio território de atuação, enquanto o outro está se embranhando no território alheio e captando. Mais imagens representativas:

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Android x iOS:

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Windows phone atuando em território inimigo:

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Uilque Cruz viu que as avaliações estavam bombando, tanto na Play Store quanto na mídia. E João Gouveia destacou um comentário bem zuero: “I’m rating 2 stars because this app probably works well, but it was done so poorly. I get that this is an Android to iPhone app, but you could have at least used a material design theme”, de Connor Kirkby.

Polêmicas à parte, André Silva duvida que a Apple deixaria no ar um app com screenshots de aparelhos concorrentes, e Rodrigo Deodoro ouviu dizer que só citar palavras como “Google” e “Android” já são motivos para advertência. Uilque concluiu que o time que criou o app para Android deve ter sido desligado da Apple por ter tido contato com o Java, e Rodrigo terminou o debate dizendo que eles compraram a app já pronta de outra empresa.

9. Austrália começa a substituir disciplinas de História e Geografia por aulas de Programação

A reportagem indicada por Diego Chavão dividiu a Concrete. Enquanto ele gosta da ideia, pois sempre foi péssimo nas aulas de História e seria mais feliz com aulas de programação, diversas outras pessoas consideraram a iniciativa negativa. Rodrigo Deodoro, por exemplo, disse que não acredita que ninguém seja realmente ruim em nenhuma matéria, o grau de interesse é que varia. O problema é que a média dos professores e dos métodos de ensino são muito ruins. Ele defende iniciativas como o Common Core e acha muito importante usar técnicas modernas e mais inteligentes ao invés de se fazer o mesmo que se fazia 100 ou 200 anos atrás. Ele acha que se pelo menos as aulas de programação fossem adicionais, ao invés de substituírem o currículo de humanas, ele não veria problemas. Mas dessa forma “é um monumental tiro no pé”.

João Felipe disse que tem medo disso porque:

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e que cortar 100% não rola, afinal só aumentaria a incidência de gringos dizendo que a capital do Brasil é Buenos Aires. Por outro lado, ele acha que por aqui talvez fosse uma boa porque “a maioria dos professores (note o exagero) vêem Fidel Castro e Che Guevara como pessoas de boa índole”. Flávio Martins concorda com ele, diz que “seria horrível não aprendermos história (que condena a ditadura militar do Brasil e aplaude a ditadura militar cubana?)”, mas sem dúvida diminuiria o número de pessoas no Brasil com o perfil abaixo:

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João Ramos pediu para a galera não incluir o clubismo partidário, já que o voto é na urna; mas Rodrigo Deodoro acrescentou que história faz muita falta no Brasil mesmo, vide esse Tumblr.

Wesley Silva não vê problema nenhum com história e geografia. Para ele, o problema que temos no Brasil é que nem sempre elas são ensinadas corretamente, por um professor capacitado, motivado e bem remunerado, colocando o aluno em contato com fatos e lugares e encaixando estes conhecimentos na vida do futuro cidadão. Segundo ele, o que temos, na verdade, é um punhado de aulas sobre decorar datas e desenhar mapas. Ele acha que incluir computação é nobre, mas não tirando a base, e sim acrescentando.

Fernanda Oliveira acha insensato. Ela é totalmente a favor de métodos de ensino progressistas e de atribuição de matérias especializadas (seria win em tantos níveis). Ou se não é possível algo perfeito assim, ao menos um ensino regular de um currículo fundamental com janelas para trocas de atividades ou inclusão de extras (já soa praticável). Mas simplesmente chegar lá e trocar conhecimento que não é simplesmente “passado” e sim algo tátil (senciência, consciência coletiva) por uma matéria de produção é tecnicismo apenas por ser. Ela sente falta, por exemplo, da filosofia no currículo.

Vinicius Bahury acha que seria interessante se disciplinas como computação e programação fossem dadas como grade complementar opcional e não obrigatórias. Para ele, como só desenvolvedores estão opinando neste tópico, estamos esquecendo que para muita gente programação e computação não seriam nem um pouco interessante, além de serem um tormento pior do que é matemática para muita gente. Opcional tudo bem. Obrigatório apenas em escolas técnicas. João Felipe concorda, mas ressalta que lógica e algoritmos básicos seriam super bem-vindos e ajudariam bastante a todos.

Como ex-frequentadora das “insuportáveis matérias da pedagogia da USP”, Roberta Altermann acha que o nosso problema está no MEC. Os amigos dela trabalham em escolas e editoras e possuem muitas técnicas legais com tecnologia, por exemplo, para o ensino, contudo o MEC não muda. Para ela, a programação pode ajudar as pessoas a estruturarem melhor seus pensamentos sem dar tantas voltas.

Philipe Loyola também não gosta dessa desvalorização das humanas, e indica o vídeo do Ken Robinson como adicional. Luiz Ribeiro ressalta a justificativa da Austrália, de acordo com a matéria, que é a preocupação crescente com a migração de profissionais qualificados a outros países e a tentativa de manter os profissionais locais para que o país se torne mais competitivo futuramente. Ele acredita que existem outras formas de manter os profissionais locais sem abolir o ensino de história. E ainda cita Bob Marley: “Um povo sem conhecimento, saliência de seu passado histórico, origem e cultura é como uma árvore sem raízes”.

Para Bruno Rendeiro, uma estrutura plausível de ser estudada seria a divisão do componente curricular em duas frentes: uma com as matérias essenciais (português, matemática, história, geografia, inglês, física, química), que seriam obrigatórias e teriam uma carga horária mínima definida; e outra com matérias secundárias (biologia, educação física, literatura, filosofia, sociologia, programação), na qual o aluno poderia escolher quais completariam seu currículo. Ele destaque que as matérias que citou são só exemplos (biologia talvez tenha sido um hate pessoal :P), e ele sabe que cada uma tem a sua devida importância, mas uma estrutura de ensino assim abriria inúmeras possibilidades de opções para estas matérias “opcionais”. Ele acha que é uma ideia meio utópica, mas para ele seria algo que, se bem feito, poderia trazer ótimos resultados.

Para Victor Neves, “remover história (ou ciências humanas) da educação ‘básica’ é uma forma de escravizar (ou emburrecer) o povo (mão de obra massiva especializada em tecnologia, porém burra (vai nem saber votar direito…)”. E termina a discussão citando o orador romano Cícero:

“Para o orador romano Cícero, a história era a “mestra da vida” Com esta expressão, Cícero queria dizer que por meio dos exemplos do passado, dos sofrimentos e sucessos, das tragédias e dos grandes feitos das gerações anteriores, podemos extrair lições para nos orientarmos no presente, diante dos problemas que se apresentam”.

E um artigo da “Mundo Vestibular”: “o estudo da História é importante porque nos dá condições de entender as estruturas econômicas, sociais, políticas, religiosas, ideológicas e jurídicas da sociedade em que vivemos. A partir do estudo do passado podemos entender o processo de transformação da natureza, realizado pelo acúmulo de conhecimento dos homens, e que possibilitou mudanças substanciais no modo de vida da humanidade e no próprio homem, além de abrir horizontes de transformações em nossa sociedade”.

10. Novo logo do Google

E o post mais comentado do mês de setembro está ligado a design! Afinal, todo mundo tem uma opinião para dar quando o assunto é design, não? Foram 55 comentários sobre o novo logo do Google. Os primeiros foram bem negativos. Maila Manzur disse que achou “mó porcaria”, João Ramos implicou com a frase “the new logo is meant to reflect the new ways people visit Google”, Pedro Silva disse que ficaria melhor em Comic-Sans e a Lara Habib disse só “enfim… rs”.

João Ramos explicou que para ele é uma pós-conceitualização para usar uma fonte no final das contas. Ele não vê relação visual do novo logo com o que eles defendem como fortaleza da marca, e isso é mal defendido. Ele adora o fato de ela ser escalonável, mas toda fonte ou projeto digital tem essa obrigação: isso não é feature, é necessidade. Segundo ele, “meteram um raio sanserifador aí com qualquer fonte geométrica oriunda da futura e pimba”.

Theo França discordou. Para ele, tirando o blablabla de toda defesa de marca, a primeira impressão foi ótima, porque:

  • a fonte anterior não tinha nada a ver com tecnologia, ele conseguia ver o calígrafo desenhando cada letra com uma caneta nanquim em uma sala escura. Ele sempre achou descolado do mundo Google.
  • eles mantiveram as cores primárias: diversão + ingenuidade (lembra o don’t be evil)
  • ele entendeu que essa tipografia nova (mais limpa, geométrica, meio divertida) é um resultado natural da evolução do design da empresa, pensando em produtos fáceis de usar, muita inovação e as qualidades que citou no item anterior.

João Ramos discorda. Para ele, a fonte não é divertida, não existe tal situação para uma fonte. Ele acha que as cores deixam ela divertida, e a inclinação da haste do “e” para manter o E anterior, que era tombado por causa da herança calígrafa do logo. Mas ele concorda com o The que, mesmo usando um desenho antigo de fonte, já parece mais moderno que o logo antigo.

Rodrigo Deodoro se revoltou:

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João explicou que existe fonte para uma proposta de uso. O Vincent Connare desenhou a comic sans com o propósito de usar em balões de texto do Windows, e só. É a proposta de uso dela, simular diálogo. Ele pergunta o que Rodrigo diria da Bell Centenial, que foi uma fonte pra lista telefônica? Que é uma fonte “””ANTENADA”””? Gabriel Brettas lembrou da Papyrus, que foi feita para simular a escrita em… papiro. rs

Theo concordou com o João que tecnicamente não existe fonte divertida, mas acrescentou que a partir do momento em que um estilo de fonte (ou uma fonte específica) carrega um histórico de uso, ou ainda é modificada para atingir um propósito, é possível que as pessoas enxerguem certas características nesses desenhos (ou no conjunto de glifos). Ele acha que pode ser que nem todos vejam essas características que ele citou, mas ele enxerga diversão não apenas no “e” tombado, mas na palavra toda, devido ao histórico de uso desse tipo de fonte (como é simples e geométrica, ele relaciona com livros infantis devido ao uso e com brinquedos de montar devido às formas – com ajuda óbvia das animações apresentadas).

Depois de ler e discutir um pouco sobre o logo, João Ramos disse que esse burburinho que eles criam serve para ele como oportunidade de pensar sobre o trabalho, estudar e rever conceitos sobre tipos. Ele explicou que a fonte deriva de uma sans geométrica, e o guide usado pra alturas de X, baseline e etc. são os cadernos escolares. Esse tipo de escrita é chamada de caligrafia pedagógica, é engessada para que as pessoas escrevam de uma mesma maneira e facilite a alfabetização. É uma forma de deixar tudo mais uniforme, igual, e sem personalidade.

João defende o ponto dele assim: está lindo, mas tão sem personalidade que vira algo qualquer, e Product Sans deveria ser algo mais humano pelo fato de o produto do Google serem as pessoas e elas terem vários jeitos de usar o produto. Ele também indicou este artigo sobre a origem das fontes geométricas e este aqui sobre como elas funcionam.

Theo respondeu dizendo que a discussão é boa para quem se interessa por design (e branding especificamente). Ele particularmente não vê falta de personalidade, pois pensa que o que interessa mesmo é o conjunto da obra, não apenas a tipografia. Se fosse apenas a Product Sans, tudo bem, mas é uma composição: Product Sans, a palavra Google (que já nos remete a tantas coisas!), o “e” tombado, as cores, os desdobramentos, cada um com sua importância. Sem contar o salto dado em relação ao logotipo anterior (e ao sistema de identidade visual anterior, praticamente inexistente).

Renato Monteiro, por sua vez, acredita que o trabalho foi bem feito se considerarmos todo o contexto. Para ele, gostar ou não gostar é algo extremamente particular e sequer deveria ser ponto de avaliação acerca da qualidade de uma expressão visual de marca. Do João, ele destaca “a fonte deriva de uma sans geométrica, e o guide usado pra alturas de X, baseline e etc. são os cadernos escolares. Esse tipo de escrita é chamada de caligrafia pedagógica, é engessada para que as pessoas escrevam de uma mesma maneira e facilite a alfabetização” e deixa o questionamento: não seria exatamente essa a intenção ao se escolher essa fonte?

No mais, ele fecha com o Theo: um projeto de branding não se restringe apenas ao logotipo ou símbolo desenvolvido. É algo muito mais abrangente, no qual se expressa valores, conceitos e, principalmente, se comunica algo. Considerando o contexto, o ‘entorno’ e todo o processo pelo qual o Google já passa há algum tempo, na opinião dele, foram bastante assertivos.

Luciana Nasr acrescentou à discussão a frase de um amigo dela: “Dizem que seu logo e identidade visual ajudam na consolidação da sua marca e negócio. Bom, o Google acabou de provar que você não necessariamente precisa deles. Você pode dominar o mundo e depois desenhar seu logo, sem pressa”. E Kelly Shigeno jogou a seguinte imagem para reflexão:

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João Ramos indicou o artigo do Gerry Leonidas, Victor Lima indicou o da Sarah Archer, João Gouveia achou o logo “irado” e indicou esse vídeo, Rodrigo Deodoro indicou este artigo… e aí começou a zuera, bem lembrada por João Gouveia:

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Tales Pinheiro lembrou da história de um amigo dele que em uma das viagens aos EUA em uma loja da Microsoft pediram para ele fazer um teste às cegas de dois buscadores (aparentemente ficava só um campo de busca e um botão search, e o usuário deveria falar, com base nos resultados, qual ele achava que tinha os melhores resultados). No final o atendente falava qual era cada ferramenta. Foram dez buscas, Google 8 X 2 Bing. Rodrigo Deodoro lembrou do Bing it on.

Natan Ximenes citou o Sensacionalista, Tales Pinheiro já jogou a resposta bem-humorada do Google, e João Ramos mandou esse Tweet:

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Enquanto Diego Chavão lembrou do BuzzFeed.

Para finalizar, Gabriel Brettas mandou esse vídeo, do qual João Ramos destaca essa parte.

Ufa! Muita informação em setembro, não? Tem algum comentário para acrescentar a alguns dos debates? Fique à vontade nos espaços abaixo. Até outubro!