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Sinais, símbolos, ícones e emoticons

  • Blog
  • 26 de Outubro de 2015
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*Post publicado originalmente no blog pessoal da autora. Confira aqui.

Se você, assim como eu, é fascinado pelos “rabiscos” que acompanham a humanidade desde… vejamos… a pré-história, vai gostar deste post.

“Não existem elementos casuais em nosso redor ou dentro de nós, mas toda matéria obedece a uma composição ordenada. Até o traço ou o rabisco mais inocente não pode existir acidentalmente, por puro acaso, mesmo que o observador não reconheça claramente as causas, a origem e o motivo desse desenho.

… a produção de uma ordem seria mais fácil do que a de uma desordem, de uma amorfia.

A razão pode estar no fato de que crescemos com figuras, imagens e esquemas elementares, marcados e gravados em nosso subconsciente, que constantemente influenciam nosso horizonte e nossa imaginação” – Adrian Frutiger em Sinais & Símbolos, editora Martins Fontes.

Quanta informação podemos tirar do texto acima! E ele é só um trechinho na introdução do livro.

Nós estamos tão acostumados com essas imagens, ícones, pictogramas, sistemas de escrita e etc. que nem nos damos conta de que estes desenhos estão por todos os lugares e são parte do nosso cotidiano.

Já imaginou sua vida sem os ícones nas telas do computador, do tablet ou do celular? Nada de clicar no “desenho do disquete” pra salvar, ou na “imagem da impressora” para imprimir. E as conversas sem os emojis? (colega, aqui eu sento e choro). Placa de trânsito sem o picto do veado? Como você saberia que um lindo veado pode cruzar a pista a qualquer momento e que você deve ficar atento? E para achar rapidamente a saída do prédio em chamas? Cadê a indicação da saída de incêndio? Estamos o tempo todo tentando nos comunicar e nos fazer entender.

Veja por exemplo como as fontes “falam”. Se eu escrevo com bold fica subentendido que a palavra é mais importante que o resto das outras palavras da frase. Se eu ESCREVER UM TRECHO EM CAIXA ALTA, você provavelmente “ouvirá” um sino de atenção no momento que estiver lendo o que eu escrevi. Se eu tivesse usado uma fonte manuscrita ou serifada ao invés desta fonte que vos “fala”, provavelmente você teria uma impressão diferente sobre o texto que lê agora.

Segue uma lista bem simplista de algumas diferenças entre os tipos de sinais que estamos expostos no nosso dia a dia:

– Se tiver a intenção de representar, nem que seja em parte, algo para alguém: signo;
– Se tiver semelhança com a ação ou o objeto a que se referem, como uma metáfora: ícone;
– Se representar um objeto ou conceito/ideia por meio de desenhos figurativos: pictograma;
– Se representar algo por convenção ou por uma lei, sem nem precisar de semelhança ao que se refere: símbolo (Pierce);

Eu acho demais esse nosso jeito de transmissão da linguagem. Nós criamos hierarquia com esses sistemas, conversamos com as pessoas com eles (o que é o comercial do Itaú com todos aqueles emoticons? Para mim, os emojis são um tipo de idioma, rs). Fazemos regras, prevemos o futuro (a borra do café, o i-ching e o baralho têm sistemas de linguagem próprios), guiamos pedestres, motoristas e consumidores, prevenimos acidentes, entre tantas outras coisas!

Lara 3

Se o designer estuda e entende bem essas relações, sistemas e seus caminhos, consegue executar um trabalho muito mais rico e que encanta o usuário durante a experiência com o produto criado. Abaixo, a página da Unicode com os significados dos emojis e o comercial do Itaú.

unicode.org/review/

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