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Jornadas do usuário: desenvolvendo o produto certo

  • Blog
  • 11 de Novembro de 2015
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Esse post foi originalmente publicado no LinkedIn do autor. Confira aqui.

Não basta apenas ter grandes ideias para grandes produtos. Muitas vezes acabamos imaginando funcionalidades incríveis que na nossa mente já funcionam por si só e que basta desenvolver, certo? Errado.

Para criar o produto certo e não se perder em um projeto interminável, não é necessário frear a imaginação e deixar as ideias de lado. Em vez disso, opte pelo caminho mais simples: ditar quais as prioridades para que seu produto chegue ao seu público no menor tempo. Assim, as suas grandes ideias vão impulsionar o crescimento e a inovação (se elas realmente forem boas!) para consolidar uma posição privilegiada diante da concorrência.

Mas como saber o que é mais importante? Como priorizar?

As jornadas do usuário estão aí para te ajudar a entender o que é prioritário, o que é secundário e o que é desejável – e, consequentemente, o que não é necessário ou não condiz com os cenários que se apresentam.

A primeira coisa a fazer é definir sua proposta de valor, seu modelo de negócio e quem é o seu público-alvo. Uma boa ferramenta para isso é Canvas BMG (Business Model Generation), que você pode conhecer melhor aqui. Ele rapidamente coloca sua proposta de valor e o seu modelo de negócio em evidência:

BMG

Uma vez que seu modelo de negócio e sua proposta de valor já estão bem definidas, chega a hora de entender melhor seu público. A ideia básica aqui é criar um cenário em que o seu cliente interaja com seu produto. Comece pelo “fluxo feliz” – aquele em que tudo dá certo, e deixe para mapear os pontos fracos ou cenários alternativos depois. Se seu modelo de negócio é bilateral, como um site de anúncios online, por exemplo, você precisa descrever a jornada dos dois usuários principais em questão: o cliente que deseja utilizar o serviço/comprar um produto e o anunciante que disponibiliza o serviço/produto.

Nesse contexto, o cliente precisa:

  1. ter mecanismos de busca e filtro;
  2. ter  uma lista de resultados com as opções diversas que ele possa escolher;
  3. ter uma tela de detalhes das opções que ele escolheu clicar;
  4. ter como contatar o anunciante (via e-mail, telefone, site, etc).

Já o anunciante precisa:

  1. ter um sistema para inserir seu anúncio, detalhá-lo, categorizá-lo e publicá-lo;
  2. receber o contato dos clientes potenciais;
  3. retirar o anúncio do ar, caso o negócio tenha sido fechado.

São passos simples que te ajudam a entender o mínimo necessário para ter uma funcionalidade publicada e, assim, já conseguir gerar valor com seu produto. Novas funcionalidades como listas de desejos ou sistema de resposta aos interessados se tornam secundárias, mas a princípio podem ser seu diferencial. O problema é quando elas começam a onerar tanto o projeto que ele se torna inviável, muitas vezes nem chegando a ser concluído.

Use a jornada do usuário para entender os passos básicos de uso de cada funcionalidade. Assim, você consegue desenvolver o mínimo possível e testar seu produto com quem realmente importa: seu usuário final.

Se você quiser se aprofundar um pouco mais sobre a jornada do usuário, esse bom artigo da Smashing Magazine pode te ajudar. Mas o princípio é entender e refazer o caminho do seu cliente e, com isso, tirar da frente tudo que possa atrapalhá-lo na conquista do seu objetivo – e, de quebra, do objetivo do seu negócio também.

O que acha? Tem alguma coisa a dizer? Deixe abaixo o seu comentário!