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Os 10 links do mês – Janeiro

  • Blog
  • 30 de Janeiro de 2016
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O ano é novo, mas a tradição continua. =) Como é de costume, tivemos muito conhecimento sendo compartilhado no fórum interno da Concrete esse mês e resolvemos compartilhar também com vocês. Em janeiro, falamos sobre as roupas do Steve Jobs, as pulseiras da Disney, o Whatsapp e sobre o artigo polêmico do Drew Hamlett sobre desenvolvimento web. Vamos ver o que a galera aqui pensa disso tudo?

1. Por que a Disney não vai levar pulseiras a parque na China?

Foi a Roberta Altermann quem trouxe a novidade. Ao invés das famosas MagicBands, os visitantes da Disney na China poderão entrar no parque, comprar mercadorias e ter acesso a passeios e atrações somente usando o celular. Leonardo Pabon ficou em dúvida se a MagicBand foi o primeiro wearable de que se tem notícia, e o Tales Pinheiro respondeu que acha que Jawbone e a Nike Sportband, mesmo que não fizessem muita coisa sozinhas, vieram antes. João Felipe comentou que a maioria das coisas na Disney já podem ser feitas pelo app “My Disney Experience” (ou pelo menos as coisas mais importantes), e foi pesquisar sobre o primeiro wearable. Na Wikipedia ele descobriu que foi um relógio calculadora, nos anos 1980. Interessante, não?

magicbands

2. If programming languages were countries, which country each language represent?

A discussão do Quora foi levada para o Fórum pelo Tales Pinheiro, destacando que o Brasil seria a PHP: muita beleza mostrada, mas secretamente é muito conservadora; que ainda teve uma correção para “PHP: um monte de samba e promessas do melhor da miscigenação, mas quando você vai ver tem: doenças, pobreza, favelas e tempestades de códigos de outras pessoas. Várias pessoas riram, com a preocupação de irem para o inferno. E o Victor Nascimento lembrou a nossa “eterna síndrome de colônia”.

3. Como a mudança do ICMS afetou profundamente nosso negócio de e-commerce

Pedro Munhoz sugeriu o Igor Gaelzer, fundador da Nordweg, sobre a relação entre o ICMS e o e-commerce. Victor Oliveira contou que há dois anos não havia ICMS sobre vendas feitas pela internet nos EUA e isso criava situações engraçadas como ao comprar algo dentro de um quiosque em uma loja o preço podia ser menor do que na loja (recarga de celular, por exemplo). Agora eles criaram a “Amazon Law” e as coisas ainda continuam bem confusas. Para Bruno Moneró, o ICMS sobre download de software é ainda mais esdrúxulo. Finalizando o tópico, Josué Freitas mostrou essa matéria da Pequenas Empresas Grandes Negócios dizendo que as pequenas empresas vão pedir alterações nas regras.

4. O Whatsapp, a “classe média” e o mundo underground do conteúdo

Mais um artigo do Medium no nosso ranking. Dessa vez foi a Fernanda Geraissate quem mandou. Daniel Carli nunca imaginou que os fatos descritos no artigo pudessem acontecer, Thiago Catão disse que a capacidade das pessoas de criar produtos é impressionante e o André Silva lembrou daqueles DJs que eram pagos para encher o iPod da galera de músicas. Renata Gabriella gostou por ser fora da caixa e dentro dela, o que André Silva disse que chama “empreendedorismo de Schrödinger”. Alexandre Bairos criou o nome de “Zapflics” para o produto, e muita gente gostou. O Celso Luiz Alves achou incrível e ao mesmo tempo pensou como tem pessoas que têm preguiça de pesquisar qualquer conteúdo que lhe agrade. Vinicius Bahury disse que fez pensar que a oportunidade ainda está aí para quem corre atrás e conta com a sorte do lugar e hora certos (mas se não correr não adianta – destaque dele).

zapflix

5. The Fuck

Patrick Porto mostrou o “magnificent app which corrects your previous console command” já mostrando um gif:

unnamed

Os comentários foram muitas risadas seguidas de comentários como “WTF”, “the missing tool!!!”, “muito bom” e “não acredito”. =)

6. As senhas mais usadas do mundo são exatamente essas que você imaginou

A curiosa lista foi enviada por Victor Oliveira para o fórum e produzida por uma empresa de segurança chamada de SplashData. Depois que a Roberta Altermann comentou que achava as senhas dela fracas, mas agora nem tanto, choveu comentários sobre as senhas. O Caio Rosa, por exemplo, disse que as dele são tão TOP que nem ele sabe; o João Felipe disse “2-factor auth FTW :D”; o Theo França aprendeu com o Wesley Silva a usar passphrases; o Tales disse que já usou a “técnica” de gerar aleatoriamente, nunca gravar e sempre resetar; e o Renato Matos disse que as regras da dele são: “impossível esquecer, difícil descobrir e se alguém descobrir já era, porque é a mesma pra tudo”. =P

O André Silva disse que aprendeu com o Snowden. O Daniel Braz disse que usa o Dashlane. As senhas lá são aleatórias, sempre com mais de 16 caracteres incluindo símbolos e números. Ele diz que também tem TFA habilitado pra tudo. Segundo ele, a parte boa é que as senhas são todas fortes e nunca repetidas. A parte ruim é que ele nunca sabe qual é a senha e quando não está na máquina ele precisa do celular, e a senha é bem ruim de digitar por lá. Pra terminar o debate, o João Ramos disse que a dele é 123456 pra tudo, “podem tentar aí”. =)

senha

7. The Sad State of Web Development

Levantar a polêmica no fórum foi ideia do Rafael Toledo. O artigo do Drew Hamlett gerou bastante repercussão esse mês. O Daniel Carli disse que tem umas reflexões interessantes no texto e Leonardo Pabon entendeu que para o autor apenas 5% do website precisa de alta interatividade, então você tem que carregar a complexidade do SPA para os 95% que não precisariam dela. Matheus Lima mandou a resposta ao artigo, escrita pela Una Kravets. Aí começou um debate sobre os ataques do autor a NPM, Node, Javascript, React e projetos Open Source e o Victor Nascimento encerrou o tópico dizendo que a única coisa que todos vão concordar é que o Javascript não é unanimidade mesmo dentro da comunidade de desenvolvedores Javascript. Ele contou que esse mês os desenvolvedores do Chrome que pretendem implementar web assembly num futuro próximo, por isso ele acha que as resoluções de tamanho “reescrita completa do frontend” devem continuar acontecendo por um bom tempo.

8. 2016 e o estado do desenvolvimento front-end

O tópico anterior foi tão comentado que criaram mais um tópico sobre o assunto, com outra resposta ao texto, dessa vez do Jean Carlo e recomendada pelo Matheus Lima. Para Victor Nascimento, o argumento do autor é “o jeito é aguentar que vem mais pela frente”. E aí Victor questiona: “A Web é a plataforma que mais evolui? Ao meu ver é o contrário: quanto tempo demorou para atualizarem a versão de JavaScript? É inclusive por causa da web ser uma das plataformas que menos evolui que os desenvolvedores inventaram milhares de coisas para contornar o ambiente. Não?”

Diego Chavão destaca:

– Menu dropdown com JavaScript

– Cantos arredondados com imagem

– AJAX com XMLHttpRequest

Para ele, tudo ficou muito complicado, muitas vezes quando não precisa ser.

Os dois centavos de Caio Rosa:

“Acredito que a inovação para o Web Development foi até que constante nos últimos 6-7 anos, muitos dos frameworks e tools que hoje são trending começaram lá atrás, mas só mais recentemente chegaram a um ponto estável. Assim as pessoas viram que é possível sair da caixa, mas eu acredito que muitos estão saindo demais da caixa, usando ferramentas que muitas vezes não são necessárias para o mundo corporativo tradicional.

Imagina a situação de uma pessoa que abre uma startup e o caboclo que vai desenvolvedor sozinho escolhe algo totalmente obscuro ou que é very early e tem pouquíssima gente usando/documentado/etc. O que acontece se essa pessoa sair? Qual o custo que esse profissional gerou? (O mesmo se aplica em empresas mais antigas …)

Outro problema que vejo em relação ao estado atual é em relação ao open source. Concordo que quem desenvolve Y e é open source, não deve nada a ninguém e não é obrigado a dar continuidade, mas acho uma merda quando você depende desse Y e é preciso fazer um update.

Falaram em uma das respostas algo do tipo: Aprenda o que foi escrito e resolva, ou se envolva de forma XYZ. Honestamente? Não vejo viabilidade nisso, às vezes é algo com um nível de urgência e a dependência desse Y é enorme, e aí? Faz o quê? Fora também que pode estar completamente fora do nível de conhecimento do programador e por aí vai”.

E aí o Matheus Lima disse:

“Até dois ou três anos atrás o desenvolvimento front-end se limitava a:

  • ES5 (lançado em 2009)
  • jQuery (mais antigo ainda).
  • Nada de TDD
  • Nem MVC
  • Nem módulos
  • Nem tooling
  • Basicamente nenhuma boa prática, nenhum bom framework e a própria linguagem era limitada

Nessa época eu trabalhava com Rails + jQuery e para mim a parte front-end era um mal necessário, que eu odiava trabalhar. 100% do prazer de desenvolver vinha do lado back-end: Ruby, Functional Programming, TDD, boas Libs, etc.

Se a gente pegar esse cenário que foi até 2012~2013 e mudar pra hoje, a situação rapidamente mudou:

  • ES6 corrigindo os problemas mais comuns do JavaScript;
  • TypeScript para projetos grandes que pedem uma segurança maior com o sistema de tipos;
  • WebPack, System.JS, Bower, JSPM, Browserify, NPM dentre diversas outras iniciativas para melhorar o tooling (lembrando que o comum nos tempos remotos era achar o site de uma lib, baixar a versão minificada e adicionar no seu projeto);
  • Excelentes frameworks, com boas ideias e uma grande comunidade por trás: AngularJS, React, Electron e Ionic, só pra citar alguns.

Em resumo, há pouquíssimo tempo o JavaScript e seu ecossistema eram bem limitados. Hoje, por outro lado, você tem uma infinidade de opções usando JavaScript pra resolver problemas tanto na Web quanto Mobile e Desktop. Se isso não é a maior evolução dos últimos anos comparado com qualquer outra linguagem, então eu não sei mais o que é evolução.”

9. Why Steve Jobs wore the same outfit everyday

Mais um artigo do Medium, agora na segunda posição, indicado por Matheus Lima. O Rafael Alves lembrou que não é só o Steve Jobs que usa a mesma roupa todos os dias, o Mark Zuckerberg também. O Diego Chavão disse que prefere ter muitas opções e somente escolher quando quiser ou precisar. Todo dia de manhã ele pega uma muda de roupas limpas no armário e coloca na mochila, e às vezes sai a bizarrice de combinar camisa verde, calça azul e tênis vermelho, mas é uma forma de economizar tempo com isso.

João Ramos disse que essa é “a origem do Normcore”. O Heitor Colângelo disse que Steve Jobs era hippie, usava ácido e no começo da carreira não tomava banho regularmente pois achava que a dieta que ele fazia eleminava essa necessidade. Heitor acha que essa questão da roupa é muito mais pelo estilo de vida que ele levava do que para poupar decisões durante o dia. =D E aí João Gouveia lembrou que #TheTretaHasBeenPlanted.

O Wesley Silva concorda que é exagero da matéria. Ele lembra que Bill Gates também foi um homem bem-sucedido, sem tantas excentricidades. Jobs tinha um estilo próprio – e ele não nega a importância, mas daí a achar que seguir seus passos até nos aspectos mais pessoais, como forma de se vestir,  possa tornar a pessoa um melhor líder, ele não acredita. Para Wesley, muitos meios de comunicação (talvez por falta do que escrever) ficam tentando empurrar opiniões e coisas do tipo “10 atitudes para ser um empresário de sucesso” ou “atitudes vencedoras de Dalai Lama e Steve Jobs”, e talvez não seja esse o caminho.

João Ramos vê da seguinte forma: “Se o cara vai apresentar qualquer produto da Apple, o jeito que ele está vestido não pode sobrepor a sua criação. É um código visual dele, ele estava presente ali como instrumento de voz da equipe criadora. Os olhos de quem assiste devem estar no produto, e apenas os ouvidos no que Jobs falava nas conferências. Imagine o Swoosh ali? Quebraria o momento”.

Mário Chaves mandou essa foto:

steve-jobs-clothing

E Pabon reparou que 2001 foi um ano ousado, ele até usou tênis marrom. Filipe Mondaini disse que a escola foi criação do Maurício de Sousa:

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Mas o Eduardo Rangel acha que o Jobs era fã do Seu Madruga =)

Seu-madruga

10. Important Parse Announcement

Chegamos ao primeiro lugar do nosso ranking com a triste notícia do fim do Parse. Quem trouxe para o fórum foi o Victor Lima com o “WTF?”, e ele foi seguido por muitos sustos e um “E agora, José?”

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O Halyson Gonçalves disse que tudo bem, porque ele nunca gostou mesmo. O Rafael Toledo disse que o Google vai acabar abocanhando boa parte dos clientes com o Firebase e o GCM (que agora é iOS também), e aproveitou pra mandar um “Firebase FTW!”.

O Victor Lima sugeriu que a gente ligue os pontos: “Parse fechando e Whatsapp abrindo plataforma? Com certeza tem alinhamento estratégico por trás disso aí. De certa forma, com o Whatsapp com 1 bilhão de MAU’s, Facebook bombando e Oculus Rift sendo lançado em 2016, o evento mais maneiro para se comparecer esse ano deve ser o Facebook F8 =)”

Mas logo os ânimos acalmaram. O Victor Lima mandou esse link aqui, e o Davi Rodrigues disse que é tudo MongoDB e NodeJS, então a vida continua =)

E assim chegamos ao fim desse post (antes do fim efetivo do Parse). Faltou algum link na nossa lista? Tem alguma opinião pra deixar sobre os assuntos? Deixe seu comentário aqui embaixo e até fevereiro! =)