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O Parse vai acabar, e agora?

  • Blog
  • 3 de Fevereiro de 2016
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Na semana passada fomos surpreendidos por um e-mail do Parse, uma das principais e mais usadas ferramentas de BaaS (Backend as a Service) para mobile. Nesse e-mail, eles simplesmente dizem que estão encerrando as atividades, e que a partir de Janeiro de 2017 não poderemos mais usá-lo. A primeira reação quando vimos a notícia na Concrete Solutions foi susto. Diversos projetos internos e externos usam o Parse e aí ficamos assim:

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Entretanto, depois desse imenso susto inicial, começamos a pensar um pouco sobre o que significa esse fim e como nos adaptar a ele. Primeiro, é importante lembrar que o Parse foi comprado pelo Facebook em abril de 2013. Hoje, 90% dos acessos à rede de Mark Zuckerberg são via mobile, e eles faturam US$ 13,3 bilhões só com anúncios mobile. O Whatsapp (que também pertence ao Facebook) está abrindo a sua plataforma, o Facebook Messenger esta migrando para incluir um “assistente virtual”, então todos os movimentos do Facebook parecem de alguma forma interligados.

Também percebemos que o Parse já vinha dando alguns sinais. Em setembro do ano passado tornaram os SDKs de JavaScript e .NET open source.  Em outubro, foi a vez dos frameworks de integração com o Twitter e o Facebook abrirem o código. Agora, no anúncio de despedida eles avisam que estão lançando uma ferramenta de migração que funciona para qualquer banco de dados MongoDB, além de abrir o servidor do Parse como open source também. Tudo para fazer uma transição tranquila.

Essa iniciativa acalma os mais preocupados, mas nos faz pensar em algumas lições que esse fim pode nos trazer. A primeira delas é sempre ter um plano B de recuperação do seu trabalho. O Parse pode ter liberado seus códigos e facilitado bastante, inclusive dando um ano de tempo de transição até o fim, mas pode ser que outros serviços não tenham a mesma preocupação. Por isso, todo desenvolvedor que é dependente de um serviço proporcionado por alguém ou por uma empresa (principalmente uma startup) tem que ter um plano caso aconteça uma surpresa.

Outro ponto é sempre se esforçar para procurar outras opções, não só para você como também para seus usuários. Dá para você levantar todos “os serviços de um serviço só” em outras comunidades, em outras ferramentas, em outras empresas. É só ficar atento. Aqui, por exemplo, estão algumas alternativas.

Por fim, vale destacar que os negócios “as a service”, como BaaS, IaaS ou PaaS, tendem a ser dominados por empresas que têm por princípio lidar com cloud computing, como AWS ou Microsoft com Azure, etc. Inicialmente, foi um bom negócio para o Facebook ter seu próprio serviço, mas estratégias mudam e seguem o caminho que as gigantes precisam seguir. Pode ser inviável para o Facebook competir com gigantes a longo prazo.

Resumindo, a vida continua! Ficou alguma dúvida, tem alguma observação a fazer ou quer chorar o fim do Parse? Aproveite os campos abaixo. =)