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Os 10 links do mês – Fevereiro

  • Blog
  • 29 de Fevereiro de 2016
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Já chegamos ao fim do segundo mês de 2016, que excepcionalmente teve 29 dias. Esse número não foi barreira para a quantidade de links compartilhados no nosso fórum interno. Falamos muito sobre tecnologia e mundo financeiro, do Netflix, de iOT e de mais um monte de outras coisas legais. Quer ver? Vamos lá!

1. Kotlin 1.0

Quem anunciou o lançamento da nova linguagem foi o nosso líder de capítulo de Android, Rafael Toledo. Ele também enviou um texto que classifica Kotlin como “linguagem pragmática para JVM e Android”. Matheus Feola comemorou: “It’s happening!”, e alguns já começaram a incentivar que os projetos comecem a ser escritos em Kotlin. Victor Nascimento foi mais conservador e pediu “muita hora nessa calma”. Para ele, temos que experimentar em alguns desafios e baselines e ver as vantagens com calma. Para Halyson Gonçalves é só mais uma modinha, e encerrando o tópico o Heitor Colângelo indicou uma palestra do Jake Wharton falando sobre a linguagem antes de sair a versão 1.0.

2. Brasileiro poderá fazer pagamento com celular em alguns meses, afirma Samsung

A notícia chegou ao fórum por meio da Roberta Altermann, nossa entendida do mercado financeiro =) O João Gouveia comentou que o Samsung Pay parece ser uma aula, mas “pena que é Samsung”. Para Halyson, o melhor seria uma “carteira digital”, com todos os documentos (como CPF, RG e etc). Segundo ele, não adianta ter que pagar com o celular mas continuar com uma carteira com os documentos. Victor Nascimento contou que o governo está implantando um registro de identidade civil em cadastro único, que teoricamente abrangeria todos os documentos e que se fosse no celular seria ótimo. Para João, seria muito bom ter meios de pagamento e documentos tudo junto, mas são coisas diferentes. Juntar apenas os meios de pagamento em um só lugar, para ele, já é um game changing.

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Leonardo Pabon acredita que a partir do momento que pagamento via NFC for realidade com adquirentes não vai faltar produto para fazer pagamento via celular, e João Gouveia lembrou que o sistema da Samsung não exige mudança de máquina, já funciona com 90% da base instalada de máquinas atual, e é essa a grande sacada. Ele contou que a Samsung comprou a tecnologia há alguns anos e mandou muito bem (nem parece a Samsung =P). Para terminar, ele ainda mandou essa matéria que explica muito bem como funciona o Samsung Pay.

3. Aplicativo de caronas do Waze entra em operação

Renato Matos deu a notícia do Google Discovery. A Roberta achou interessante o fato de testarem em Israel e mostrou a Tripda, da Rocket, que já existe por aqui. Mas aí o Thiago Catão disse que a Tripda fechou ou está fechando, segundo “rumores que vieram da Rocket”. Ele também lembrou que o Facebook tem uma patente para ridesharing e que a Blablabla Car está entrando no Brasil.

João Felipe disse que as pontas das cordas têm que ser muito bem amarradas aqui para dar certo. Ele deu como exemplo essa notícia antiga de um grupo de amigos que foi multado por transporte pirata, vale para pensar no contexto.

4. Netflix queimado pelo Express.js

Roberta Altermann mandou o link com o comentário “vamos mergulhar no código!”. O Mário Chaves disse que “essa criança sempre apronta alguma para os pais. Ele e o Mongo”. Daniel Carli explicou que foi um problema de mal uso da API do Express, e o próprio autor fala que o time levou como lição entender bem as dependências que traz para o projeto. João Felipe comentou que é coisa que normalmente não se consegue com libs/frameworks/etc proprietários. “Long Live Open Source =)”.

O Heucles Junior acha o tom do post preocupante, porque critica o Express por armazenar suas rotas em um array ao invés de fazê-lo em um hash ou uma árvore. No fim das contas a troca da complexidade entre a iteração sobre um array (que tende a ser curta dada a maioria dos requisitos de roteamento de aplicação) e o percorrimento de uma árvore faz de arrays uma escolha melhor. Outro ponto, para ele, é que podemos utilizar vários elementos para definir uma rota: strings, regex, wildcards e parâmetros de rota. Isso não poderia ser armazenado em um hash, pois não poderíamos verificar se uma rota já existe, por exemplo. Teria que haver a iteração em algo. Heucles acredita que é uma questão muito mais de “flavor” e de conhecer o que se decide usar. Para ele o Express é um framework sólido e muito utilizado, e esse suposto “codesmell” pode até já ter sido endereçado com um sistema de roteamento mais complexo. Ele também achou o título da InfoQ agressivo, o original do Netflix é bem mais tranquilo.

Matheus Lima lembrou o caso do Twitter abandonando o Rails porque “não escalava”, e Mário Chaves lembrou que disseram uma vez que o Spotify trocou o Python pelo node por causa de perfomance, sendo que:

image015. IoT: Para aprender mais

Embalado pela realização do nosso primeiro Hackathon, o João Felipe indicou para o fórum dois cursos online para aprender mais. Um com o título “Introduction to the Internet of Things and Embedded Systems” e outro sobre “The Raspberry Pi Platform and Python Programming for the Raspberry Pi”, ambos do Coursera. A reação da galera foi boa:

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Aproveitando o embalo, a Kelly Franco indicou a Campus Party (e o João Felipe reclamou que muitas coisas acontecem em horário comercial =/) e a Futurecom, que acontece em outubro. Para finalizar as dicas e aquecer os motores do pessoal para o Hackathon, o Tales Pinheiro mandou, sem testar, o Micro Python Live.

6. Apps de táxi aumentarão a tarifa cobrada dos taxistas

Foi Victor Lima quem mandou a notícia, e disse que era inevitável que um modelo como esse, após atingir uma estabilidade, comece a operar para aumentar margem.  O principal ponto, para ele, é o alcance e o quanto de dinheiro para queimar outros players cada uma das empresas possui. Victor ainda acredita que o Uber consegue se manter nessa corrida por muito tempo, e o seu objetivo é algo de mais longo prazo (carros autônomos), enquanto todas as outras ingressaram ou em ofertas de carros e serviços premium ou modelos voltados para o mercado corporativo (substituindo os antigos vouchers).

Victor acha engraçada a mudança de discurso, que anteriormente vinha sob o lema de libertar os taxistas da tirania das cooperativas e depois que atinge uma base de usuários e taxistas inquestionáveis, começa a se posicionar de outra maneira. Victor ainda lembra que a grande maioria das corridas no 99taxi e Easy Taxi não são pagas pelo app, ao contrário do Uber, no qual todas são pagas pelo app.

Leonardo Pabon disse que já ouviu de um taxista que ele não aceitaria mais pagar por voucher por causa da taxa, que ia subir de 12% para 15%. Ele só aceitaria dinheiro ou cartão sem ser pelo app. Já Alexandre Bairos disse que ouviu de um taxista que nos EUA o Uber está apertando muito os motoristas e terminou com uma frase de impacto: “não tem santo, amiguinhos”.

7. Aplicativo do Banco do Brasil ganha atalhos do 3D Touch

Tecnologia e mercado financeiro? Assunto indicado pela Roberta Altermann! =) Vitor Linhalis chamou a atenção para os comentários da notícia, que são de grande valia para os outros bancos que estão pensando em mobile. Vale a pena olhar! Para Roberta, “partiu instalar o SISCOOB.

image028. Contro.ly: startup de cartão de crédito pré-pago com aplicativo

Deu para perceber que as fintechs estão sendo assunto constante no nosso fórum, não? Elas estão em alta e provavelmente vamos falar muito delas ainda no Blog =) Dessa vez quem deu a dica foi o Filipe Mondaini, mas Roberta apareceu para questionar qual seria o público dessa startup. Ela se perguntou se a Mastercard é investidora. Nos cenários que Filipe pensou, o público é quem tem restrição a crédito e/ou não tem conta em banco. Erick Santos pensou em mesada para os filhos, e o Daniel Braz explicou que a Mastercard não é investidora. A grana vem de um grupo de anjos (Startup House).

9. Carro, táxi, Uber ou Zazcar: calculadora mostra o que vale a pena

Mais uma dica da Roberta que o pessoal gostou. Guilherme Siepmann contou que ainda deu vantagem utilizar o carro, cerca de 10% mais barato que o UberX, segundo mais em conta. Mário Chaves disse metrô, trem e ônibus ainda ganham de lavada =P e Wladimir Junior sentiu falta da bicicleta =), que Guilherme classificou como “de 180 a 300 kcal por hora”.

image0410. An Open Letter to Brazil

E o nosso link mais comentado do mês foi off-topic, nada a ver com tecnologia. Mas aqui não só programamos, mas também abrimos debates sobre a sociedade =) Quem enviou o texto sobre o pensamento de um gringo que viveu aqui por alguns anos foi o Caio Rosa, com o comentário “nada menos do que já sabíamos e na maioria das vezes ignoramos”. Rodrigo Deodoro não gostou, mas enviou para reflexão a carta resposta ao autor Mark Manson. Para Victor Nascimento, há uma eterna síndrome de colônia passada para o gringo que agora mora aqui. Ele diz que tem muito mais orgulho do lado brasileiro do que do americano, se o autor fosse francês ou alemão ele entenderia melhor.

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Cassio Galvão destacou um comentário da carta resposta: “Seja gringo, paulista, baiano, carioca, pernambucano, índio, não importa, não vi nenhuma mentira no que ele [Mark Manson] escreveu. Já no seu, vi bastante vaidade e algumas coisas que até dá pra chamar de ‘mimimi’.” Thiago Catão gostou da resposta do Mentor Neto, que achou interessante por analisar outros fatores. Victor Nascimento e Heitor Colângelo concordam que há um erro quando se generaliza. Victor diz que estamos cheios de pontos para melhorar, mas explicar que tudo o que acontece no Brasil é culpa do “jeitinho brasileiro” é bastante burro. Para Heitor, generalizar é mais fácil, mas é errado. Já Filipe Mondaini, apesar de concordar que a afirmação “o problema do Brasil é o brasileiro” é generalista, não acha que ela deveria ser menosprezada. Para ele, enquanto continuarmos discutindo de quem é a culpa, não saíremos do lugar. Renato Monteiro, por sua vez, comentou que é mais fácil dizer que a culpa é do contexto e reconhecer que, por isso, não somos donos do nosso próprio nariz. “É expurgar a própria responsabilidade e se autoflagelar como vítima de um cenário determinista sobre o qual não temos qualquer ingerência”.

Ufa! E com essa reflexão complexa, terminamos o nosso ranking de links mais comentados de fevereiro. =) Ficou alguma dúvida, tem alguma contribuição ou acha que faltou debate? Deixe seu comentário abaixo! No final de março estamos de volta =)