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Adoção de FinTech: não é só tecnologia

  • Blog
  • 22 de Março de 2016
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Com o objetivo de entender melhor a dinâmica da “Taxa Global de Adoção FinTech”, a  Ernst and Young (EY) realizou uma pesquisa com 10 mil pessoas em vários países na qual foi constatado que 15,5% dos consumidores digitalmente ativos usaram pelo menos dois produtos FinTech nos últimos seis meses. A tendência é que, com o aumento da disponibilidade de produtos e serviços, as taxas de adoção dobrem em um ano.

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Muitos estudiosos do fenômeno FinTech estão buscando descobrir e entender o que está por trás do boom. Segundo Thomas Touro, diretor de FinTech na EY, não é simplesmente a tecnologia que proporciona o fenômeno, mas quatro principais razões:

  1. Os custos de tecnologia diminuíram;
  2. Investimento pesado fluindo para o setor;
  3. Os governos e os reguladores têm sido favoráveis às fintechs;
  4. Os clientes têm adotado produtos FinTech.

A pesquisa também revelou que a adoção FinTech depende da idade e da renda dos usuários. 52,4% dos usuários entre 18 a 34 anos de idade que ganham mais de US$ 150.000 usam produtos e serviços FinTech, enquanto apenas 9,4% dos usuários com mais de 55 anos de idade que ganham menos de US$ 30.000 utilizam FinTech.

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Isso revela que os jovens e profissionais de alta renda são os clientes mais valiosos para a indústria de serviços financeiros, sendo os adotantes mais rápidos de FinTech. Touro prevê que “os bancos e as seguradoras tradicionais vão lutar duro para proteger esses segmentos, e isso pode envolver uma abordagem de segmentação para os investimentos na estratégia omnichannel”.

Outro aspecto interessante revelado pela pesquisa são os fatores que influenciam e incentivam a adoção FinTech.

O motivo “facilidade para abrir uma conta” foi de longe a principal razão para utilização das FinTechs, seguida por taxas mais atrativas, acesso a diferentes produtos e serviços e uma melhor experiência on-line. Entretanto, é a simplicidade envolvida na utilização de produtos e serviços FinTech que está impulsionando a adoção.

Enquanto muitos fornecedores tradicionais estão debruçados em descobrir como substituir formulários caretas, burocráticos, desatualizados e com processos demorados e pesados, as FinTechs estão permitindo aos clientes utilizarem serviços com poucos cliques.
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E por último, de acordo com a pesquisa, os serviços FinTech mais utilizados ainda são os relacionados a pagamentos, transferência de dinheiro entre contas e envio, seguidos de perto por produtos de poupança e investimento.

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Por aqui, tudo indica que o mercado já tem mostrado sua resposta ao fenômeno FinTech. Bradesco com o InovaBRA, Itaú com o Cubo, Santander Labs em parceria com a Mastercard e vários outras iniciativas demonstram que o Brasil também está no caminho.

Para finalizar, deixo o comentário de Thomas Touro para reflexão:

Banks can adopt their own approach to design. They can deploy tools such as customer experience laboratories and rapid-prototyping, and use these to find better ways of designing their processes. Alternatively, they can work with fintech providers to leverage their ideas and processes, or indeed incubate fintech operations within the institution. There are a number of options or routes, therefore banks need to carefully analyse think carefully about their own strategy in response to fintech.”

Ficou alguma dúvida ou tem alguma contribuição? Deixe nos campos abaixo! Até a próxima.