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3D Touch – uma nova forma de interagir com o iPhone

  • Blog
  • 25 de Abril de 2016
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*Esse post foi originalmente publicado no Medium pessoal da autora. Acesse aqui.

Com o lançamento dos iPhones 6S e 6S Plus, o já conhecido multi-touch ganhou mais uma funcionalidade: o 3D Touch. Além dos gestos já conhecidos como toque, pinçar e etc. o aparelho também responde a diferentes níveis de pressão exercidos sobre sua tela.

Usuários do Apple Watch e Mackbook já estão familiarizados com sensores de pressão, chamados de Force Touch. Basicamente eles atuam da mesma forma, mas o 3D Touch é mais sensível e responde de maneira mais rápida do que a tecnologia que o precede. Isto permite respostas diferentes do celular dependendo de quanta força é aplicada.

Respostas do iPhone ao utilizar o 3D Touch

Respostas do iPhone ao utilizar o 3D Touch

Aplicativos nativos do iOS 9 já dão uma boa amostra do que é possível fazer com o 3D Touch. Um dos modos mais comentados é o chamado Peek e Pop: com um leve toque se tem uma prévia de um certo conteúdo, enquanto que com um pouco mais de pressão o conteúdo é aberto em uma nova tela. Sendo assim, é possível ter uma prévia de um e-mail, de um mapa com a localização descrita em uma mensagem, de um website e até de fotos tiradas ao mesmo tempo em que a câmera está ligada. Durante o Peek, caso o usuário deslize o dedo, também é possível adicionar um menu com as ações mais utilizadas.

As chamadas Ações Rápidas, por sua vez, são menus que funcionam como atalhos ao pressionar o ícone de algum aplicativo. A câmera do celular possui atalhos para selfie ou vídeo, já no Mapas é possível marcar a localização atual, e assim por diante.

Outros exemplos implementados pela Apple são o de transformar o teclado em um trackpad, tornando-o mais uma forma de posicionar com precisão o cursor ao longo do texto, e as Live Photos, nas quais basta pressionar para vê-las ganhar vida.

Ao fazer uma busca rápida na Apple Store é possível ver que a maior parte dos aplicativos terceiros que implementaram o 3D Touch o utilizaram na forma de Ações Rápidas e Peek and Pop, como Facebook, Instagram e Citymapper. Alguns jogos começaram a se aventurar com o novo gesto, como é caso de AG-Drive, ao acelerar a nave, e Badland 2, garantindo mais estabilidade ao vôo dos personagens. Em relação aos aplicativos voltados a arte e música, existe o Magic Piano, que controla o som emitido pela teclas, e o Astropad Mini, no qual é possível desenhar linhas com diferentes espessuras e tonalidades de acordo com a pressão exercida.

Entre vários exemplos, dois aplicativos chamam a atenção pela criatividade. Um deles é o Gravity, que simula uma balança virtual (mas que foi rejeitado pela Apple por motivos não muito claros) e o jogo Bandit’s Shark Showdown, um estudo liderado pelo neurocientista e neurologista John Krakauer que pretende fazer com que o 3D Touch ajude na reabilitação de pacientes que sofreram derrame cerebral e perderem a destreza e força em suas mãos.

Imagem 2

Aplicativo Gravity, que simula uma balança digital

Ao pesquisar sobre o assunto, várias novas ideias vão surgindo. Controlar o volume das músicas, o zoom da câmera, adiantar um vídeo, integração com IoT para controlar o brilho de uma lâmpada são só alguns atalhos que o 3D Touch pode proporcionar.

Esse post foi só uma apresentação do que é o 3D Touch. Amanhã eu volto com a segunda parte, na qual vou mostrar como implementar o 3D Touch em suas diferentes formas. Se ficou alguma dúvida ou tem alguma sugestão, aproveite o campo abaixo. Até lá!


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