Concrete Logo
Hamburger button

Os 10 links do mês – Abril

  • Blog
  • 1 de Maio de 2016
Share

Chegamos ao fim de mais um mês e com ele vem não só o frio como também o já tradicional post dos dez links mais comentados no mês. Nesse período, bastante coisa aconteceu. Falamos sobre a conferência F8, do Facebook, sobre design, sobre Swift no Android (pois é!) e mais vários outros assuntos. Quer saber o que rolou? Vamos lá!

10. Google is said to be considering Swift as a “first class” language for Android

O primeiro link da nossa lista é um prato cheio para a briga sempre presente por aqui, de iOS x Android ou Apple x Google. Quem indicou a matéria jogando a lenha na fogueira foi o Halyson Gonçalves desenvolvedor Android que comentou que apostaria mais em Swift do que em Kotlin. Ele foi seguido por comentários como <o>, o.O e:

1

Para Erick Santos, seria muito maneiro construir o core do app em conjunto e usar como API em cada plataforma. Rafael Toledo e Victor Nascimento, nossos líderes do capítulo de Android, acham pouco provável de acontecer em um futuro próximo. Toledo explica que o suporte ao Android no projeto do Swift acontece por meio da compilação de código nativo, usando a NDK, a não ser que surja uma versão do Swift focado na JVM, e ele não vê isso acontecendo. Até porque o acesso a todo o ecossistema de bibliotecas que existe hoje não seria compatível com a linguagem, o que já acontece com o Kotlin por sua interoperabilidade nativa com o Java. O fato de o Google estar participando do evento, na opinião de Toledo, não significa especificamente o que o site deduziu de suas “fontes”. Para ele, tá mais para “bullshit caçador de cliques”.

Erick e Eduardo Rangel acharam um comentário de “Haters” =P e Matheus Lima disse que “nem Java nem Swift, o futuro do mobile está no JavaScript”! Lançou a granada e se retirou da treta.

9. EasyPeasy e SnapKit

O penúltimo lugar no ranking é na verdade uma porção de links. Com a necessidade de adicionar constraints de auto layout via código, o Jonas Tomaz achou duas Libraries muito legais e indicou no fórum. O Renato Matos incluiu Objective C na parada mandando essa library. Edouard Roussillon, por sua vez, indicou a Cartography, e o Jonas disse que já usou e é bom mesmo. O Tales Pinheiro contou que já mexeu com o SnapKit, e para ele é a “reimplementação” do Masonry. Ele prefere o Cartography, mas não lembra o porquê. Para terminar as dicas, Thiago Pinho mostrou o Pure Layout.

8. Swift Port to Android

E o oitavo lugar no nosso ranking volta à discussão sobre Swift no Android. Quem retomou o assunto foi o Tales Pinheiro. Para Victor Nascimento, até que demorou, e Thiago Holanda diz que está achando ótimo, ao contrário da comunidade Android. Nascimento complementa dizendo que o porte de Swift para Android não quer dizer que você vai começar a desenvolver apps em Swift para distribuir pelo Google Play facilmente. Primeiro que foi portado o build, ou seja, arquivos fonte em Swift poderão gerar binários que são entendidos pelo NDK. Mas isso não quer dizer, segundo ele, que as libs e frameworks que existem em iOS funcionarão no Android. As camadas do sistema são diferentes, IPC é diferente, e não é apenas a geração de binários para NDK, mas muitas outras coisas precisarão de portes também. Ele acha que algo como o Flutter do Google até poderia ser escrito em Swift, mas foi feito em Dart. Por fim, ele deixa a pergunta “Quais as vantagens da linguagem sobre, por exemplo, Kotlin e cia? Por que eu usaria Swift?”

Quem respondeu foi o Holanda. Ele disse que não sabe e talvez muitos desenvolvedores Android talvez não usem, mas para ele, que não gosta de Java, já seria um primeiro passo para pensar em desenvolver alguma coisa para Android. Segundo Holanda, desenvolvedores Android (ou até mesmo startups) talvez gostassem de ter as suas aplicações para iOS se pudessem desenvolver usando Java, mas a gente tem a necessidade do conforto. Somos todos estudiosos, mas gostamos de um pouco de sombra e água fresca também. Poder desenvolver com a nossa linguagem de programação preferida para todo o tipo de software é legal, é bacana e mais rápido do que aprender algo novo pra poder implementar alguma coisa. Então, na opinião de Holanda, a principal vantagem seria o conforto do desenvolvedor.

Victor Nascimento gostou da resposta. Ele concorda que é legal criar as possibilidades e dar as alternativas para todo mundo, e ressalta que não vê o Swift no Android em produção em apps grandes, mas sabe que irão surgir mesmo assim. O legal é que isso pode mostrar como melhorar outras coisas da plataforma Android. A única coisa que ele tem receio são os click baits. De repente o mundo parou porque alguém disse que Swift será suportado no Android, mas existe porte de Java para iOS já faz algum tempo e não é lá muito utilizado.

Fonte: applecoding.com

Fonte: applecoding.com

Sérgio Igarashi contribuiu dizendo que o ponto positivo da integração entre as diferentes plataformas (iOS e Android) é que pode ser bem relevante em termos de produtividade, principalmente quando são diferentes times trabalhando em módulos de um projeto. Em termos de manutenção e integridade dos fluxos, views e etc., é bem legal.

Para Tales, no momento é só compatibilidade com o NDK, e por um tempo. Ele acha que app 100% Swift no Android só se o Google quiser, e ele acha que não quer, aquela história da semana passada pareceu mais mensagem distorcida em uma brincadeira de telefone-sem-fio, na qual algum funcionário do Google disse uma coisa e algum jornalista entendeu outra. Ele explica que a demora na implementação foi porque suporte não foi feito pela Apple, mas por um dev terceiro, já o suporte ao Linux veio desde sempre quando o Swift foi liberado como Open Source. Agora, sendo suporte ao NDK, ele não vê como alternativa ao Java ou ao Kotlin, mas como ao C++, e usa como exemplo o caso do Dropbox: a parte “comum” aos dois apps – rede – é escrita em C++, e a interface é feita nativamente. Por que não fazer agora essa parte em Swift?

Para Rafael Toledo, o problema de mexer com NDK pra qualquer coisa que não seja um fragmento de código é o tamanho do binário final, pois como o código é compilado, precisamos embarcar o .so para cada uma das arquiteturas de processador, que são pelo menos quatro (arm, arm-64, x86 e x86-64). Ele explica que, no que diz respeito ao Android, ainda temos a falta das support libraries, que resolvem praticamente todos os problemas de fragmentação do Android. No final, a aplicação maior da NDK (e do “Swift para Android”), é para fragmentos nos quais eficiência e velocidade de execução são fundamentais ou desenvolvimento de frameworks para jogos ou coisas do tipo. Mas pra todos esses casos, C/C++ te dá muito mais controle sobre a execução, então ele não acha que valha a pena.

Para terminar, Daniel Astine mandou o “Hello World” para quem quiser testar.

7. 30 dias de ritalina e desenvolvimento de software. O que mudou?

Foi Uilque Cruz quem mandou o off-topic sobre experiência com “smart-drugs”. A Alessandra Souza disse que já tomou por ter sido diagnosticada com TDAH, e contou que o efeito é curto e mesmo sem querer a pessoa acaba ficando dependente para tarefas com necessidade de mais atenção, parando de se “esforçar” para fazer por conta própria. Ela conta que decidiu parar de tomar e encontrar outras formas de se concentrar, como música.

Outras dicas do pessoal foram esportes, meditação e “App Headspace rocks!”, meditação guiada para pegar pró-eficiência. Para Sara Martins, o lance é separar o que deve ser realmente tratado com medicamentos e o que é apenas sobrecarga, porque são tantos estímulos que às vezes o cérebro precisa de um tempo para o ócio criativo. No passado (pessoal que trabalhava em feudos ou na época do fordismo etc), o indivíduo se concentrava basicamente em uma tarefa, mas agora, dividimos a atenção entre várias coisas ao mesmo tempo, e certamente isso faz bem pra indústria farmacêutica. Ela indica esse link também, sobre TDAH.

Para finalizar, dica da Andressa sobre uma arte marcial que ajuda na concentração (aulas aqui) e essa matéria da Revista Trip, dica do André Coelho.

6. Imagining MessageKit: Apple’s path to turning iMessage into a platform

Quem deu a dica do link foi o Leonardo Pabon, mas foi o Victor Lima quem complementou a discussão. Pabon destacou o seguinte trecho: “What if instead of installing an app, we might instead allow a service to chat with us via iMessage?”

O primeiro link que o Lima mandou foi esse, “Chat Bots, conversation and AI as an interface”, do Benedict Evans, comentando que o post sintetiza a corrida. Victor ressalta que a questão mais importante é o problema que você está tentando resolver: se ele for pequeno o suficiente, um bot com machine learning e algumas outras técnicas de AI consegue resolver, se não fica difícil hoje em dia, ainda mais se você não for a Google ou a IBM.

Também existem ainda paradigmas diferentes entre a forma como Google Now (proativo) resolve o problema e como a Siri (reativo) resolve o problema, além de como o Amazon Echo e a Alexa resolvem o problema. Sobre instalar um aplicativo vs. interagir via mensagem (texto ou voz), Lima destaca que tem toda uma dinâmica de subir a inovação pilha acima, no limite de ser irrelevante se o sistema operacional é Android ou iOS ou se o aparelho é Apple ou Samsung, desde que tenha o Google Now/ Siri/ Cortana/ Alexa disponível, tudo bem.

Outro ponto levantado por Lima é como vamos interagir e desenvolver para esses serviços. Para ele, a Alexa e o Slack estão puxando a frente. Por exemplo, você faz um app para o Amazon Echo, cadastra a sua aplicação e quando diz na sua sala de estar: “Alexa, qual o próximo jogo do Flamengo?” ela sabe dizer que tem que startar o código do app do Times da Globosat, bater na API da GSAT, pegar o resultado e parsear o resultado em linguagem natural para ser falada por ela. Neste contexto, onde está a UI? Haveria UI? Então o contexto conversacional dentro do Whatsapp faria menos sentido. E com quanto menos UI, qual seria o motivo de tanta tela nos nossos aparelhos celulares? Tudo seria lido para nós? No melhor estilo “Her”?

unnamed

Para Lima, muita coisa ainda vai acontecer nesse mercado. Sobre o problema de descoberta de aplicativos, ele diz que por enquanto quem está ganhando rios de dinheiro é o Facebook. Como a app store é o Yahoo dos anos 2000 (lista de entradas por categoria) vs o Google (digite o que você quer encontrar), o Facebook se torna a melhor forma de aquisição de usuários (downloads) no mundo mobile hoje.

Thiago Catão deixou esta contribuição. Para Leonardo Pabon, a UI seria o português seguindo o protocolo definido de conversa. Gabriel Brettas levantou a dúvida: se a UI é somente voz+áudio, como você interagem em ambientes onde não podemos falar (reuniões, etc.) ou com muito barulho (metrô)? Pabon responde dizendo que a UI pode ser voz ou texto para habilitar uma conversa, pode ser até código morse, como sugerido por João Felipe. =P

Para terminar, o Victor Lima mandou mais algumas sugestões de leitura sobre o assunto:

2016 will be the year of conversational commerce

Futures of Text

Outbrain’s Chat Bots Are Coming To Facebook Messenger, Kik And Telegram

The future of Conversational UI belongs th Hybrid Interfaces

5. A felicidade de trabalhar das oito da manhã às três da tarde

O nosso quinto lugar não está necessariamente relacionado a tecnologia, mas ao mundo corporativo. O texto foi dica da Patrícia Souza e dividiu opiniões. A Roberta Altermann não acha que pode funcionar no Brasil, porque falta disciplina e . O João Ramos acha que sim, inclusive já trabalhou entre as 7h e às 16h e sente saudades. João Felipe, por sua vez, não consegue pensar em nada (além de dormir) antes das 10h, então o horário ideal para ele seria das 20h às 3h.

O Radamés Aragon diz que quando temos menos horas para fazer algumas tarefas é quando aumentamos a intensidade da concentração e aproveitamos melhor o tempo. Para Heitor Colângelo, para algumas pessoas ia ser uma mudança cultural muito forte, principalmente para aquelas que trabalham muito e não fazem nenhuma outra atividade no dia-a-dia, elas iam ficar meio perdidas com o tempo extra.

4. Anatel diz que era da internet fixa ilimitada chegou ao fim

Claro que um dos assuntos mais comentados na internet no mês não ficaria de fora do nosso fórum. Quem mandou a notícia foi o Renan Barbioni, acompanhada por:

 

 

 

Carinha

A reação geral foi de indignação e tristeza, mas o Filipe Mondaini fez uma boa ação: contou que o Movimento Internet Sem Limites preparou maneiras de atacar esse problema juridicamente falando, sem fazer textão de Facebook (e sem boicote, que não adianta nada nesse caso). Em paralelo, ele também citou movimentos para pedir a extinção da Anatel, que protege o cartel das operadoras e impede a livre concorrência.

Pabon viu que nos EUA tem empresas que limitam os dados e que liberam, fica a cargo da estratégia de negócios de cada um. Mondaini diz que é verdade, mas os limites são de 500GB no mínimo, as velocidades são superiores, o preço é acessível e a quantidade de operadoras existentes é muito maior. Segundo ele, as operadoras daqui estão seguindo a “tendência mundial” somente quado lhes convém enquanto deveriam ter investido em infraestrutura. Por aqui, o maior limite de consumo é para o Vivo Fibra, com 300GB.

O João Felipe discordou. Ele diz que nos EUA a quantidade de fornecedores de serviço é maior, mas rolam alguns “monopólios em algumas regiões. Ele mandou esse estudo do FCC de 2014 mapeando as velocidades médias por lá e parece que o cenário não é tão diferente assim. Ele também mandou um artigo da PBS como referência.

Teve também pedido pra galera que joga parar e liberar a banda para quem assiste série, sneakpeek do Street Fighter VI, e possível discussão no Senado sobre o assunto até que chegou a notícia de que a Anatel suspendeu o bloqueio da banda larga fixa ilimitada por tempo indeterminado e todos respiraram aliviados. =)

3. Designing an alternative to the hamburguer menu

UX também é um assunto corriqueiro aqui nos nossos rankings de 10 links. Dessa vez, quem começou a discussão foi o Tales Pinheiro enviando o artigo sobre o menu em hambúrguer. Uilque Cruz mandou um “Windows 10, é você?” =P e João Gouveia diz que curte muito as alternativas ao “hambúrger”, mas não sabe se curtiu ou descurtiu essa alternativa… ele se incomoda um pouco com o fato de ter que dar dois toques para TODAS as navegações, além de ter que ler entre as sub-opções sempre. Thiago Catão opina que o hambúrguer usado com parcimônia ele acha bem útil, porque nesse caso, se ele quiser ver todas as opções que o app tem, ele precisa dar quatro toques, enquanto que no hambúrguer seria apenas um.

hamburguer

Victor Lima mostrou o “Guillotine Menu”, que o João Gouveia achou tenebroso, e o João Ramos achou firula, mas citou que a profundidade e a hierarquia é interessante. Para João Ramos, a hierarquia do hamburger menu pra app dá uma sensação “anos 90”. Ele sente que a interação com o mobile foi além do toque ABRIR/FECHAR que o hambúrger menu apresenta. Ele cita o caso do Snapchat, no qual a interação principal do app está no 3D Touch para as máscaras e o swipe para efeitos. O resultado disso é falar que é um app para jovens, quando na verdade ele tem uma vertente de uso e interação não usual com maior curva de aprendizado, o que resulta em uma UI menos poluída.

E aí a discussão parou no Snapchat e na usabilidade do app, com esse post como dica do Victor Lima.

2. Nascem os primeiros chatbots

E voltamos ao assunto de Bots no nosso segundo lugar do ranking! Victor Lima mandou a matéria, lembrando que desenvolvemos três bots no Hackathon que fizemos na CS logo após a F8. Um deles foi o “boyfriend bot”, desenvolvido por Paula Rosa e André Vieira:

IMG_20160419_221000

Gerou algumas risadas =) O Wellington Santos mandou uma alternativa para quem sofreu com o localtunnel no Hackaton e o Lima mandou esse outro post sobre o assunto. Natan Ximenes gostou tanto que até fez um bot para o Lord Varys, de Game of Thrones.

1. F8 Streaming

E o link mais comentado do mês, com 48 comentários (afinal, foi praticamente um chat) foi a transmissão online da F8, conferência do Facebook para desenvolvedores. O Victor Lima estava lá em São Francisco e fez um post sobre o evento, se você quiser saber mais. Mas em geral a galera gostou do novo sistema de Sign In sem usuário e senha, dos bots (claro) e concluiu que o Facebook estava querendo quebrar em um único evento o Digits e o Periscope (do Twitter) e o Pocket.

Thiago Catão achou interessante que eles não comentaram nenhuma plataforma ou feature para interação mais rápida como o Twitter. E o formato do Twitter para eventos é disparado o melhor (tanto que ele acompanhou a F8 comentando lá). Para terminar, Victor Lima disse que a próxima geração vai ser muito doida, e de repente vai se chamar “Geração V”, de “virtual”. Ele ficou até “meio tonto”. =)

E assim chegamos ao fim de mais um ranking dos dez links mais comentados no nosso fórum interno em abril. Faltou comentarmos alguma coisa? Deixa aí nos comentários que comentamos =)

Agora se você quiser fazer parte dos debates em tempo real, vem fazer parte do nosso time!