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Como foi a Agile Testers Conference 2016?

  • Blog
  • 9 de Maio de 2016
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No último dia 16 de abril, parte da equipe de QA da Concrete Solutions participou do evento Agile Testers Conference 2016, que rolou na GetNinja. Além de mim, também estavam presentes o Danilo Gonçalves, a Elessandra Estevão e o Matheus Feola. Neste post, vou contar um pouco sobre como foi o evento e o que conseguimos absorver dele =)

Para começar, o Fred Moreira, da Minutrade, falou sobre “os desafios dos testes em uma arquitetura de microsserviços”. A ideia da palestra foi mostrar um pouco das diferenças entre sistemas monolíticos e sistemas criados pensando na arquitetura de microsserviços. Na primeira parte ele mostrou os benefícios de se ter um sistema criado com a arquitetura de microsserviços, como deploy mais rápido, desenvolvimento mais escalável e equipes mais autônomas. Porém, como nem tudo são flores, esse tipo de arquitetura é mais difícil de monitorar, pois tem diversos pequeno pacotes separados.

Em seguida, a Elayne Ferreira (da Thoughtworks) falou sobre “Pirâmides de teste fora de forma”. Ela explicou sobre a pirâmide de testes, as vantagens da automação, os novos contextos e as formas para se pensar na hora da criação dos scripts de teste. Essa palestra foi muito interessante, pois ressaltou alguns pontos para mobile, área na qual é muito importante testar compatibilidade entre aparelhos, navegação e integração entre componentes nativos. Uma frase que foi levantada diversas vezes é “aparelhos de marcas diferentes tendem a ter problemas diferentes”.

Também da Thoughtworks, o Danilo Ramalho mostrou na prática como testar a configuração de um servidor e como isso pode agregar muito valor para o projeto e para o time. Na palestra “Testando a configuração do seu servidor com o Serverspec”, ele também mostrou como realizar um TDD com as configurações do Docker, o que possibilita testar toda a integração entre os diferentes módulos da arquitetura 🙂

Uma das palestras que mais chamou a atenção do pessoal foi a da Kamila Queiróz, da NeoGrid. Ela contou como foi a entrada no mundo ágil, qual o futuro para o analistas de testes, falou sobre a qualidade de código e especificações vivas <3, e comentou também sobre os skills de um QA ágil no cenário ágil, no qual ele precisa saber lógica de programação, testes e pelo menos o minímo sobre DevOps. Nessa palestra conseguimos ver que nem todas as empresas estão implementando documentação viva, mas esse cenário está mudando conforme elas vêem como isso agrega valor ao produto.

Na palestra “GoCD + Docker + Docker Compose: uma história de amor”, de Stefan Teixeira da M4U, nós pensamos “R.I.P Jenkins”. Hahaha, brincadeira! O palestrante nos mostrou como configurar e comparou o GoCD com o Jenkins, mostrando a facilidade de se trabalhar com o GoCD e com o Docker <3. Em comparação, o Jenkins peca em interface e depende muito de plugins externos, enquanto o GoCD tem uma interface amigavél e os jobs podem ser configurados em Groovy, além do foco em Continuous Delivery 🙂

Pablo Menezes e Fernando Ribeiro da GetNinjas, por sua vez, nos mostraram como funciona o Continuous Delivery utilizando Fastlane para automatizar tarefas como rodar testes unitários e testes de UI utilizando o Scan. Além disso, mostraram como o Snapshot é uma ferramenta poderosa para criar relatórios de testes e outros benefícios do Fastlane, como para assinar a aplicação, builds para TestFlight, gerenciar certificados de Push e até mesmo fazer o deploy para a loja. Aqui está o link do repositório.

A Daniela Vieira, do Walmart, nos passou um pouco sobre como eles superaram o desafio de manter um e-commerce 100% disponível em épocas de eventos grandes, como a Black Friday. Ela comentou que os testes de performance podem ser de grande ajuda, e disse que os pilares foram quebrados em quatro itens: comportamento, no qual o teste deve se comportar exatamente como um cliente no dia do evento; conhecimento, que é o domínio para entender os aspectos do teste; engajamento, afinal todos precisam acreditar no objetivo :); e comunicação, pois nada se resolveu com apenas um “report”. Ela chamou esses quatro itens de pilares do #fullstack.

Enrique Marques, também da GetNinjas, mostrou como estruturar nossos testes web com Jasmine, Karma e integração contínua com Travis. Além disso, ele também mostrou como realizar um TDD na hora do desenvolvimento dos mesmos 🙂 Aqui está o link para o repositório.

Já Walmyr Filho passou sua experiência com o Protractor Style Guide, ferramenta com a qual é mais fácil escrever testes End to End e depuração de erros, além da facilidade na manutenção  dos testes por qualquer membro da equipe. A mensagem que ele deixou bem clara durante a palestra foi: “nunca utilize XPath”.

Por fim, João Clineu, da Interactive, nos passou os ingredientes para execução de testes automatizados em diversos dispositivos mobile. Ele se mostrou um grande entusiasta de especificação por exemplo e automação de testes, mas um pouco diferente de como fazemos aqui na CS. Ele construiu um ambiente com Robotium, Cucumber, Gradle e Spoon, sendo esse último muito eficaz, capaz de gerar relatórios extremamente úteis para as partes interessadas. No fim, ele mostrou como ficou o “TesteCloud” e ressaltou: “não teste em emuladores teste em devices físicos”.

Bom, podemos dizer foi um ótimo evento! Conseguimos ter um overview de como a comunidade está andando e quais as tendências, além de perceber que cada vez mais estão usando Integração Contínua e Entrega Continua para agregar valor e ter feedbacks mais rápidos sobre os testes. Fiquem ligados que em breve teremos as primeiras Meetups de testes em São Paulo.

Ficou alguma dúvida ou tem algum comentário? Aproveite os campos abaixo! Até a próxima.

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