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O nexus de forças nas empresas de produtos do século XXI

  • Blog
  • 13 de Maio de 2016
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No post sobre transformação digital, Fernando De La Riva comenta um pouco sobre o nexus de forças que atuou, está atuando ou atuará na maioria dos segmentos de mercado no início do século XXI. No entanto, muitas vezes não fica tão claro o que é esse nexus de forças e quais são os vetores que o compõem. A ideia desse post é discutir brevemente o que acreditamos que são esses vetores e tentar exemplificar como algumas empresas estão se posicionando em relação a eles.

1. Alcance

Atualmente, os produtos e serviços que as empresas executam e disponibilizam no mercado conseguem causar impacto em muitas pessoas e empresas justamente porque possuem alcance. Esse alcance pode ser atingido de várias formas. O smartphone, por exemplo, acabou se tornando um produto com alcance maior do que o computador pessoal e com certeza teve mais alcance do que os antigos mainframes. O Facebook acabou com mais alcance em usuários cadastrados do que cristãos no mundo. A rede de televisão Globo possui um alcance de quase 95% da população brasileira.

Entretanto, alcance também pode ser medido por usuários ativos em um mês, ou pela quantidade de compras feitas no seu site, ou ainda pela quantidade de cidades em que seu produto ou serviço está disponível e é ativamente utilizado por seus clientes.

Quando pensamos no século XXI e em produtos digitais, é muito importante pensar o alcance da sua solução. Por exemplo, internet de qualidade para todos tem um alcance muito maior do que serviços para chamar táxi pela internet, pois existem lugares nos quais táxi não é necessário, ou sequer existem. Apesar de apelar para muitas pessoas, o iPhone tem a sua capacidade de alcance limitada por seu preço em muitos casos. O Google tem o seu alcance ilimitado a praticamente todas as informações sobre o mundo, mas não muitas informações sobre você como pessoa socialmente, pois isso fica com o Facebook.

E o seu produto e empresa, qual é o alcance que ele possui em relação aos seus possíveis usuários ou clientes? E o que está te impedindo de levar o seu produto ou serviço até eles?

2. Data

Neste tópico, são dois os grandes grupos sob os quais é importante pensar o seu produto ou serviço: ter e/ou manipular grandes quantidades de dados e habilidade de conseguir gerar insights, sugestões, soluções e ações a partir dessas informações.

Um exemplo do primeiro caso é o DETRAN. O órgão possui uma grande quantidade de dados e é capaz de manipulá-los em algum sentido, por exemplo, para coordenar quem está ou não apto a dirigir. Os bancos possuem longos anos de dados sobre os nossos hábitos de compras, assim como os médicos e instituições de saúde possuem diversas informações sobre nós.

Os bancos também entram como exemplo no segundo caso. Às vezes eles possuem algumas restrições regulatórias para construir produtos em torno da habilidade de conseguir gerar insights, sugestões, soluções e ações a partir dos dados dos usuários. A mesma coisa vale para o segmento de saúde, que tem uma capacidade limitada de transformar dados em novas oportunidades, produtos ou serviços. Aplicativos de táxi, por sua vez, possuem grande quantidade de dados, como de onde você saiu e para onde você foi, e não estão restritos a utilizar essas informações para segmentar anúncios para você.

Big Data

A habilidade de processar informações também possui implicitamente uma capacidade de execução digital para estruturar iniciativas de big data, machine learning, AI e data science, e ainda conseguir fornecer internamente essas informações de forma estruturada para o resto da corporação ou sociedade. Para transformar esses dados em insights inteligentes é necessário um conhecimento tácito de técnicas avançadas de inteligência artificial e machine learning, e esse não é necessariamente um problema fácil de resolver. Algumas empresas estão disponibilizando algoritmos e ferramentais para isso de graça (Wit.ai do Facebook, Tensorflow do Google, por exemplo), mas acreditem: não existe almoço grátis aqui.

3. Poder computacional

Quanto maior o seu alcance e maior a sua capacidade de gerar grandes quantidades de dados interessantes sobre o seu cliente, serviço ou produto, maior é a sua necessidade de conseguir armazenar esses dados de alguma forma. Neste contexto, estamos falando de muito disco para guardar as informações de forma sustentável.

No entanto, não é apenas guardando os dados que você será competitivo no século XXI. Você terá que processá-los, em grande quantidade e em pouco tempo, e para isso muito processador e muita memória também são necessários. Além disso, esses dados vão precisar estar disponíveis e acessíveis, então também precisamos de muita rede.

Para conseguir manter isso tudo rodando, é preciso uma infraestrutura robusta de energia e instalações. Grandes corporações do século XXI possuem seus próprios data centers, como por exemplo Amazon, Apple, Facebook, Google, Microsoft, IBM e tantas outras. Outras não possuem, e têm os seus dados armazenados em data centers de outras, como Netflix, Dropbox, e outras tantas. E isso é vantagem competitiva.

Cloud Computing1

Quem não tiver poder computacional em qualquer uma das formas acima vai ter que construir os seus produtos e serviços em cima de empresas que ofereçam esse poder. Se você é pequeno talvez essa questão não importe tanto, devido ao seu alcance e a sua capacidade de gerar dados, mas se você é grande o suficiente isso deveria estar na sua lista de prioridades.

4. Capacidade de execução em hardware e software

Por último, a principal vantagem competitiva no século XXI é a capacidade de execução em dois domínios: hardware e software. Capacidade de execução passa obrigatoriamente pela questão de cultura da empresa, gestão de produtos e alinhamento interno das diversas partes da corporação, e isso é algo extremamente difícil de se copiar ou artificializar dentro de um grupo de trabalho.

Dito isso, a execução em software tem que levar em consideração aspectos modernos de desenvolvimento de novos produtos, além de considerar a experiência do usuário como ponto de partida, equipes multidisciplinares auto-organizáveis, o distanciamento de uma cultura calcada em comando e controle centralizado e uma camada de gestão bem fina, apenas para garantir alinhamento e outros serviços internos à corporação.

Produtos e serviços que dependam de software e que sejam voltados para o consumidor final como Facebook, Messenger, Whatsapp, Gmail, Youtube, Uber e Amazon são muitos. O que todos eles têm em comum é a voraz capacidade de entregar e gerar resultados.

No entanto, hoje em dia não é apenas isso que está em jogo. Em muitos casos, os produtos ou serviços não dependem apenas de um componente de software, mas também de um componente de hardware, como por exemplo o Apple Watch e o WatchOS, o iPhone e o iOS, o Amazon Echo e a Alexa, o Tesla e o sistema operacional que controla o carro e muitos outros exemplos.

A sua corporação vai cada vez mais precisar mostrar capacidade de execução e coordenação de esforços em serviços e produtos que tenham características relacionadas a hardware e software. A sua agilidade corporativa vai ser testada ao conseguir sistematicamente gerar valor por meio da execução concreta de produtos e serviços de sucesso. Concorda? Discorda? Tem algo a acrescentar? Aproveite os campos abaixo.

Quer saber mais sobre como a Concrete está lidando com esse cenário e quais são as propostas do nosso time? Entre em contato!