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Uma reflexão sobre o primeiro emprego

  • Blog
  • 21 de Agosto de 2016
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Desde que entrei aqui na Concrete, estive pensando em escrever algo. Comecei procurando temas que eu aprendi, algo que estivesse “dominando”, mas sempre chegava a um ponto no qual as palavras começavam a desaparecer e eu só conseguia pensar em uma coisa: a experiência de trabalhar.

O que é mais abstrato que o primeiro emprego?

Para a maioria das pessoas, o sonho é começar com a faculdade, aprender algo que goste, criar seu espaço, aproveitar as festas, etc. Porém, uma das coisas que eu me questionava era: será que o curso técnico que eu faço é realmente o que quero fazer pra sempre?

Durante três anos cursei Programação de Jogos Digitais do Colégio Estadual José Leite Lopes – NAVE, e uma coisa que eu ouvi no primeiro ano e foi extremamente importante para minha decisão futura foi: “eu trabalhei dois anos antes de decidir o que eu queria fazer da vida”. Faz sentido, não? Como alguém sabe exatamente o que quer assim que completa o ensino médio? Para mim não fazia sentido e eu não tinha certeza.

Foi aí que no meio do ano passado eu tive a oportunidade de conhecer a Concrete Solutions e fui convidada para trabalhar aqui. No final do ano a jornada começou.

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De fato, trabalhar é extremamente diferente do que parece, principalmente quando você ainda está buscando um caminho. Estar aberta a todas as possibilidades, aprender com todas as pessoas e com os diferentes métodos de trabalho acabou me levando a descobrir que participar de um projeto pode ser e vai ser complicado.

Não, o primeiro emprego não é fácil. Nem tudo é bonito, nem sempre você vai se sentir parte de algo, algumas vezes vai precisar buscar um motivo para sair de casa, vai se aborrecer com as pessoas e ver que as soluções lógicas não são óbvias para todo mundo. Você trabalha com tecnologia, mas acima de tudo trabalha com pessoas, e pessoas é a palavra-chave.

Agora, depois de 8 meses trabalhando, de todas as coisas que aprendi a melhor parte foi Scrum. Aprender o by the book, entender, melhorar, adaptar e ganhar o voto de confiança do time para ser Scrum Master foi o ponto alto dessa minha jornada.

Agora, tenho certeza: sim, eu gosto do que faço. O resultado de escolher trabalhar e conhecer o trabalho antes de tomar o rumo da faculdade foi muito positivo e fora do esperado. Acabei aprendendo que dá para aplicar o ágil também na vida: estabelecer hipóteses, validá-las, iterar e seguir em frente vale também para a parte profissional.

No fim, no início do primeiro emprego você é igual ao Jon Snow, mas aos poucos pode virar o Buzz Lightyear. =)

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Tem alguma experiência ou opinião que queira compartilhar? Deixe aqui nos comentários! Até a próxima.