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Como foi a UX WEEK 2016?

  • Blog
  • 18 de Setembro de 2016

Entre os dias 9 e 12 de agosto, estive em São Francisco (EUA) para o UX Week, quatro dias de palestras e workshops organizados pela consultoria Adaptive Path. O evento teve como anfitrião Jesse James Garrett, sócio da Adaptive Path e autor de Os Elementos da Experiência do Usuário, livro que compõe a biblioteca básica de todo designer de interação.

O evento contou com nomes renomados da área e participantes de todo o mundo: Canadá, Austrália, Brasil, Argentina, Inglaterra, China, Índia… Isso para falar de alguns países, dando uma ideia da abrangência e influência que o evento vem ganhando nos últimos anos.

Os dois dias de palestras tiveram um tom/uma pegada bastante inspiracional, deixando um pouco de lado histórias que abordem, por exemplo, o impacto das tecnologias em ascensão no design da experiência do usuário. Ou histórias que falem das novas maneiras de trabalhar em equipes multidisciplinares, indo para um lado mais técnico/prático da profissão. Além do inspiracional, temas recorrentes foram a empatia e a abertura ao estranho, ao esquisito.

Alan Cooper, que fechou o primeiro dia, falou sobre a responsabilidade dos designers perante a sociedade e o meio ambiente, fazendo um paralelo com seu rancho (daí o titulo da palestra: Ranch Stories), onde ele incentiva jovens envolvidos com agricultura orgânica e familiar.

Cindy Gallop, com sua plataforma online Make Love Not Porn, exaltou a importância da visão feminina na criação de produtos digitais ao falar sobre como pretende acabar com o tabu do sexo na sociedade. Dave Gray falou sobre “liminal thinking” , algo como “pensamento no limiar”. Durante sua palestra, foi rabiscando no iPad Pro e explicando o modelo mental que propõe, cujo objetivo é se distanciar de suas crenças para poder vislumbrar novas possibilidades.

Christina Wodtke, autora de livros como Information Architecture: Blueprints for the Web, falou sobre a importância de se contar histórias e da estrutura de jogos para o design de interação. Amber Case destacou a importância da “tecnologia calma”, aquela que está lá para nos ajudar de forma simples, sem interrupções, em oposição a soluções que, quando deveriam nos ajudar em alguma tarefa, nos tiram a atenção e criam novos problemas.

Cindy Gallop falando sobre o modelo de negócios do futuro e a importância do olhar feminino sobre produtos.

Cindy Gallop falando sobre o modelo de negócios do futuro e a importância do olhar feminino sobre produtos.

Dave Gray ia rabiscando enquanto palestrava sobre "liminal thinking".

Dave Gray ia rabiscando enquanto palestrava sobre “liminal thinking”.

Alan Cooper advogando contra o comando-e-controle: times gerenciados raramente criam ótimos softwares.

Alan Cooper advogando contra o comando-e-controle: times gerenciados raramente criam ótimos softwares.

Christina Wodtke falando sobre o poder de contar uma boa história, ao explicar a importância de mantermos um olhar "infantil" ao criar produtos.

Christina Wodtke falando sobre o poder de contar uma boa história, ao explicar a importância de mantermos um olhar “infantil” ao criar produtos.

Amber Case sobre calm technology.

Amber Case sobre calm technology.16

A impressão que fiquei ao voltar do evento foi que o design de experiência do usuário, englobando design de interação e de serviços, conseguiu enfim se definir, apesar das confusões de nomenclatura. Resta-nos aprimorar as técnicas, absorver mais conceitos que orbitam à nossa volta e seguir adiante com o esforço contínuo de provar sua importância onde ele ainda não é visto como investimento. Os novos grandes desafios virão com a adoção de novas tecnologias e com os novos jeitos de lidar com elas.

Neste link é possível assistir às palestras do UX Week 2016. Ficou alguma dúvida ou tem alguma coisa a dizer? Aproveite os campos abaixo. Até a próxima!