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Os 10 links do mês – Setembro

  • Blog
  • 30 de Setembro de 2016
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Mais um mês se passou (rápido, não?) e aqui estou eu com os links mais comentados no nosso fórum interno. Além dos assuntos normais como fintechs, mobile em geral e novidades da Apple, esse mês também comentamos um pouco de design e senhas longas. Ficou curioso? Vamos lá!

10. Here are a few of the longer passwords in the Last.fm

Começamos com uma curiosidade. O Tales Pinheiro foi quem achou esse link, que tem algumas das maiores senhas do Last.fm. Ele apontou que o curioso é que apesar de serem longas, a maior parte das senhas são repetições de duas ou três palavras. O Victor Lima destacou a perseusandtheseamonsterperseusandtheseamonster, mas a galera mandou um “wtf?” para a alapdanceissomuchbetterwhenthestripperiscrying. O Natan Ximenes escolheu a tuhgsbemakinuottuhgsbemakinuottuhgsbemakinuot, que para o Luiz Cristofori…

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9. The Smartphone Platform War is Over

O nono link da nossa lista é na verdade um gráfico, mostrado por Fernando de la Riva no fórum. Fernando se impressionou com a velocidade das mudanças, e o Marcos Marsari opinou que a facilidade de aquisição do Android tenha sido o diferencial no cenário. Victor Nascimento, apesar de ser o gerente do nosso capítulo de Android, disse que é defensor do “Others” (Ubuntu Phone for the win!) e foi chamado de Hipster por isso, enquanto o Eduardo Rangel observou que a Apple tem em 2016 mais ou menos a mesma porcentagem de 2009. Natan também achou interessante esse dado, e mandou um #VoltaNokia3310.

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Para Davi Silva, um fator importante é que várias fabricantes de celulares diferentes usam o Android como sistema operacional. Sem isso, para ele o Android poderia acabar morrendo assim como o Symbian ou o BlackBerry. E, para terminar, Victor Neves opina que um dos inúmeros fatores do sucesso do Android é ter sido criado pela “gigante e querida Google e seu open source”.

8. JavaScript Conquered the Web. Now it’s taking over the desktop

A matéria da Wired foi enviada para o Alexandre Bairos e logo os entusiastas do JavaScript se manifestaram. Matheus Lima comentou “e em breve o mobile também” e o Alexis Henault previu que IoT também, deixando a seguinte frase: “Any application that can be written in JavaScript, will eventually be written in JavaScript” (Atwood’s Law, 2007).

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Patrick Porto disse que ficou cativado pelo https://nwjs.io/ e o Victor Nascimento, sem querer polemizar, foi polêmico. Ele diz que isso só dura até a WebAssembly, pois a escolha parece ter sido feita pela maior familiaridade das pessoas em pensar em interfaces em HTML, CSS e JS do que em GTK+, QT, Wx e etc. Para Matheus, se a questão fosse o WebAssembly não estaríamos vendo uma expansão do JavaScript justamente para mercados nos quais outras linguagens já dominavam, como o mobile e desktop.

Nascimento responde que a expansão existe sim, pois há Java Script em todos os lugares. Mas na opinião dele tudo isso acontece justamente pelo fato de HTML, CSS e JS serem mais conhecidos que os outros widgets toolkits. Ainda temos muito resquícios de Web First e a grande maioria acaba lidando com isso de tabela no aprendizado de uma linguagem de programação. O argumento do Victor é que com WebAssembly teremos Electrons da vida usando HTML, CSS e <linguagem X>. Hoje existem diversos projetos de transpilers de outras linguagens, mas é sempre isso: transpiler. O suporte fica péssimo no geral.

Ele finaliza que a expansão existe, mas ainda é uma porcentagem baixa. Em Android, ele vê muito mais projetos nativos do que usando JS no mercado em geral. Utilizam o JS em uma abordagem de reaproveitamento, mas normalmente voltam para o nativo quando ganha representatividade. Para terminar, ele diz que é só um argumento e nem o mais ou menos certo. Ele particularmente acha o ambiente de desenvolvimento JS bem bagunçado, mas é provável que seja um juízo de gosto e falta de ter estudado o ambiente mais a fundo.

Para terminar o debate, Agustín Albertengo disse que acha provável que a comunidade opte por entregar binários em WebAssembly, mas desenvolvidos com JS.

7. User Memory Design: How to Design For Experiences That Last

O capítulo de Design está crescendo e já é um dos maiores da empresa. Claro que esse crescimento também influencia no nosso fórum interno. Este artigo da Smashing Magazine foi a Bruna Campano que indicou, e o pessoal aprovou! A Kelly Kiyumi lembrou desse curso da Interaction Design Foundation, que aparentemente todo mundo quer fazer mas ainda ninguém fez. Mesmo assim, #ficadica. =)

6. HTML5 vs. Native: The Debate is Over

Mais um tema “is over” no nosso ranking de setembro. Desta vez, foi o Victor Lima quem indicou o artigo do DZone, que por coincidência tem o mesmo título de uma série de posts que ele escreveu aqui no Blog. Veja o primeiro deles aqui. Marcos Costa gostou, mas o Heitor Colangelo não. Para Heitor, os argumentos do autor foram muito fracos. Ele poderia ter citado outros pontos de muito mais relevância, como o tamanho do APK nativo versus o tamanho de web app, o contexto do produto que está sendo desenvolvido, os progressives web apps e o Reactive Native que o Facebook está usando. Heitor diz que não defende nem um lado nem outro, só acha que o artigo tem um título um tanto quanto sensacionalista para o conteúdo que apresenta. Para terminar, ele deixa duas dicas de web apps: o Flipkart e o 9gag. O Kleber Toyota gosta do DevSpace.

Para Daniel Braz, o lado técnico da disputa está óbvio, mas desktop nativo também sempre foi superior à web e mesmo assim fomos para ela. Segundo ele, uma análise que pode ser interessante vai mais para o lado da mudança do mercado e da postura dos consumidores.

Matheus Lima acha que o debate não terminou não. Ele ressalta que o Google tem feito um esforço cada vez maior com AMP, Progressive Web Apps e Angular 2 que promete cada vez mais uma experiência tão boa quanto ou algumas vezes até melhor que o nativo. Esse vídeo mostra que temos um tempo de renderização igual para Web e Native. Porém, se usarmos Service Workers e técnicas de Offline First, temos uma renderização para a versão Web 500ms mais rápida que um aplicativo nativo. Além disso, o Google está cada vez mais penalizando quem não usa o AMP, em termos de SEO. O Facebook por outro lado, tem apostado cada vez mais no React Native. A promessa é que, em algum ponto, o share de código entre a versão Web e Native seja tão grande que não faça sentido construir ambas separadas e do zero.

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Fonte: Aerochimp

Matheus ainda ressalta que em diversas situações simplesmente não faz sentido ter um aplicativo. Ele não quer baixar um aplicativo para cada restaurante, shopping ou hotel que visita, como foi mostrado no podcast da Caelum e é aí que, segundo ele, os Progressive Web Apps caem como uma luva. Alan Silva concorda com Matheus e Heitor e acrescenta que o maior gap não está na tecnologia em si, mas em saber fazer. Para ele, o debate “nativo vs web” vai existir por muito tempo, e no artigo ficou claro que o autor desconhece sobre desenvolvimento web para levantar a comparação de forma justa. Segundo Alan, fazer essa comparação sem mencionar PWA, acesso inteligente ao DOM e outras técnicas/tecnologias é muito injusto.

5. The Product Design Role

O quinto lugar é do Silicon Valley Product Group, recorrente no nosso fórum. Quem mandou foi o Victor Lima e o Gabriel Brettas já mandou um <3 logo de cara. Theo França comentou que o product designer é o bom e velho designer t-shaped/híbrido com uns bons anos de experiência neorotulado para esses tempos de produto digital. Na opinião dele, se o cara vai ser contratado por uma startup, esse perfil provavelmente não se encaixa, pois startups acabam indo atrás de designers mais baratos que se viram nos trinta para fazer tudo. Se o cara vai ser contratado por uma empresa grande, provavelmente estará à frente de uma equipe, pois a quantidade de coisas pra fazer é grande, um cara só não dá conta de tudo.

O Victor Lima debate por meio de links, e mandou esse aqui para agregar à discussão. O Eduardo Rangel mandou esse. E o Gabriel Brettas destacou o trecho:

“A big difference is where they spend their time. You’ll hear me call design and engineering “deep dive” roles, while PM is a multi-tasking role”

Ele acha que aí está uma grande diferença, mas no momento da conceituação, decisões estratégicas e discoveries os papéis se encontram (ou deveriam) e têm que trabalhar juntos. Para Gabriel, já passamos da fase do PO tomando decisões e simplesmente comunicando ao time. Ele ainda diz que falta uma frente de engenharia também pensando dessa forma, sente falta de devs brigando por “um lugar na mesa” na hora das grandes decisões. Victor Lima gostou dessa última frase de impacto, e referenciou como times multidisciplinares.

Para Bruna Esteves, não chega a ser uma definição de equipes multidisciplinares, porque isso deveria estar intrínseco a qualquer papel de dentro do time. Ela acredita que isto acontece naturalmente quando há preocupação com o produto. O que ela vê é que os devs dão muitas opiniões sobre como o usuário vai se localizar em um melhor “ambiente” e qual seria o mais saudável para ele, e isso às vezes é diferente do que foi desenhado. Para Bruna, ainda falta um consenso entre o que é melhor para o produto e para o usuário, porque estas decisões podem ser opostas. Para incrementar, Renato Monteiro diz que também sente falta de designers que busquem perceber que não se trata de advogar sempre em favor da causa do usuário final e sim entender que o que determina o sucesso do produto, no contexto em que trabalhamos, é casar a abordagem centrada no usuário com uma que também esteja atenta aos objetivos de negócio.

Talvez, no dia-a-dia, as contraposições entre designers e PO’s se dêem justamente na busca por esse equilíbrio. Victor Lima acrescenta a importância da viabilidade técnica e finaliza o debate.

4. Apple Removed Headphone Jack From New iPhones Because It Owns Largest Bluetooth Headphone Company

A matéria com o título mais que explicativo foi dica do João Felipe, que achou uma explicação plausível, afinal os caras são donos da Beats. Rhawbert diz que existem outras possíveis razões, como alavancar o Apple Pay.

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O Rodrigo Maia deixou isso aqui como contribuição, e o Victor Lima reconheceu que não tinha percebido essa intenção. Ele acha que não foi o motivo principal, até porque substituir o jack por algo USB não deveria ser algo impossível do ponto de vista de engenharia, mas com certeza é um golpe para essas empresas. Rodrigo Maia mandou um comentário ácido:

“Tire as conexões dos seus produtos e diga que é pelo design. Crie novos e caros adaptadores que deixam os produtos maiores e mais pesados e com cabos saindo por todos os lados

???

profit”

E aí começou um pequeno debate sobre fones. Alguns acham o Beats ruim, outros são fãs do Audio Technica e a discussão foi parar na zuera com essa matéria com a Mulher Maçã dizendo que as novidades do iPhone 7 foram sugestões dela e de “Jobs”. Eduardo Rangel considerou saudades…?

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Para terminar, dois links para complementar o nosso quarto lugar. Este aqui, do Victor Lima, e este aqui, do Gabriel Brettas, que veio acompanhado dessa imagem:

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3. NuBank quase dobra juro máximo do cartão para alguns clientes e se explica

O NuBank e as fintechs em geral são assunto recorrente aqui nos nossos posts de 10 links mais comentados. Entretanto, dessa vez o destaque é negativo. A maior parte dos comentários são de quem escapou do aumento nos juros ou de quem caiu no grupo dos azarados. Mas também tem quem tenha a taxa de 2,75% e 5,49% e relatos de quem recebeu o cartão novo já com os juros altos.

2. Live Asynchronously

Heitor Colangelo indicou o artigo sobre a importância do foco no ambiente de trabalho. Ele diz que dá uma discussão boa o assunto, afinal de contas trabalhamos em um escritório aberto e sem divisórias. Vale a discussão até que ponto isso é bom ou ruim e se deveríamos adotar algumas práticas por time para evitar os problemas citados no post.

Thiago Holanda diz que, por mais antissocial que isso possa parecer, mesmo estando um ao lado do outro boa parte das vezes ele prefere que mandem mensagens no Hangout justamente porque está concentrado tentando resolver um problema e não gostaria de ser interrompido. Um escritório muito aberto tende a causar o problema mostrado no web comic do artigo:

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Ele complementa que nem sempre as pessoas podem falar naquele momento, então enviar uma mensagem permite que a pessoa veja quando puder sem que atrapalhe o desenvolvimento das tarefas. Além disso, se o cara estiver de boa, sem fone, falando com a galera ao redor é uma coisa, mas fone de ouvido, olho focado no computador e chega alguém pra “perguntar se ele viu o e-mail” aí é meio foda.

Bruna Esteves acha válida a discussão e concorda com o ponto de algumas interrupções serem totalmente desnecessárias. Porém, o que ela vê na maioria das vezes é a interrupção para falar algo sobre o projeto que se mandar via Slack ou outro meio dificulta demais o processo. Ela também lembra o fato de que um ambiente “aberto” pode ser facilitador para a interação do time em geral, contribuindo para um sentimento de fazer parte do todo.

Para Bruna, chegar todos os dias, colocar o fone de ouvido e simplesmente fazer o trabalho com maior produtividade não faz com que possamos pensar em alguns casos que somente são vistos em meio às discussões diárias.

A Andressa Chiara concorda que o ambiente aberto pode atrapalhar e sugere algumas soluções físicas, como revestimentos para dificultar a propagação do som. João Felipe diz que reclamava dos ambientes abertos, mas depois percebeu o quanto ambientes fechados são contraprodutivos para o aspecto social. Ele também é a favor do uso de fones e do bom senso alheio. =)

Para João Ramos serve dar play nisso aqui. Ele fica de boa.  O Filipe Silva tem os sintomas de um TDAH, e as dicas dele para se concentrar são: lista de música e um bom fone de ouvido, listas e pomodoro, sinalização de concentração e mesa arrumada. Para finalizar, tem esse link como dica do Agustín Albertengo.

1. Product Hero #7: Victor Lima

O primeiro lugar pode parecer um jabá, mas juro que foi de verdade o link mais comentado do mês =) O nosso sócio responsável pela área mobile da Concrete, Victor Lima, foi nomeado Product Hero na série de posts do Arthur Klose. Na entrevista, Victor conta sobre seu trabalho, sua rotina e aprendizados como Product Manager. Vale a pena dar uma olhada =)

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E assim chegamos ao fim de mais uma coletânea dos links mais comentados no nosso fórum interno. Tem opinião sobre algum deles e quer compartilhar? Acha que faltou de falarmos algum assunto? Deixe abaixo o seu comentário. Até outubro!

Se você também gosta de compartilhar conhecimento e quer fazer parte do nosso time, acesse aqui. Mas se você precisa de ajuda para sua estratégia e quer saber mais sobre nossos times e produtos, entre em contato.