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Os 10 links do mês – Novembro

  • Blog
  • 29 de Novembro de 2016
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Estamos chegando ao fim do ano… Passou rápido, né? E assim como a Concrete, nosso fórum interno cresceu consideravelmente. Foram muitos debates e dicas de links ótimos pra vocês. Falamos sobre a Samsung, notícias do governo brasileiro, desenvolvedores mobile, Swift e JSON… Enfim! Muita coisa legal. Quer ver?

10. Swift + JSON Libraries

Quem indicou nosso último lugar no ranking de links mais comentados foi o Jonas Tomaz. Ele disse que esse link do Github é uma ótima ajuda na hora de definir uma library para Parse de JSON. Nos comentários surgiu a dúvida de quais libraries nós usamos e a primeira sugestão foi ObjectMapper. O Vinicius Carvalho falou que vale a pena dar uma olhada também na abstração que o Moya faz, porque ele tem várias ramificações para usar o ObjectMapper e fica bem fáceis a leitura do projeto e o Parse do JSON.

O Tales Pinheiro acha que todo mundo usa o ObjectMapper mais por costume, mas ele não é muito fã porque ela não trabalha “lá muito bem” com value types. Ele testou SwifttyJSON, Argo e Freddy e tá gostando mais da última, que segundo ele tem value types, tipos opcionais ou não, é simples e elegante. Daniel Astine gosta do ModelMapper, que aceita value types, opcionais ou não e tem outros recursos de Parse que o ObjectMapper não tem. Já o Thiago Holanda prefere o Unbox, enquanto o Inácio Ferrarini gosta do EasyMapping, que já salva direto no CoreData os objetos transformados, mas não dá suporte a value types e enums. Fica a dica!

9. Developers read 1 star reviews

Nosso nono lugar é uma pausa pra dar risada =) O Victor Lima achou esse vídeo de desenvolvedores lendo comentários de apenas uma estrela nas app stores. A galera achou ótimo! O Thiago Valle compartilhou uma experiência que teve em um app de adicionar nono dígito: “Se eu pudesse morrer de desgosto, esse app teria me matado. Piores dois minutos da minha vida” – uma estrela. A Kelly Kiyumi lembrou que também é muito comum encontrar os casos: “Nossa, que ótimo! Amei” – uma estrela; e o: “Acabei de baixar, vamos testar e qualquer coisa dou uma nota maior depois” – uma estrela.

O João Felipe lembrou da “série” Mean Tweets do Jimmy Kimmel.

8. Introducing Webpack Dashboard

O Agustín Albertengo mandou a dica e bastante gente achou interessante… Aí o designer Gabriel Brettas deu uma alfinetada:

Ahhh então quer dizer que vocês querem uma GUI pra command line é?

Pra melhorar a visualização das informações é?

rsrsrs”

Agustín disse que “a parada é designer friendly”, e o Erick Santos terminou com essa imagem aqui:

image

7. How to count past infinity

Nosso sétimo lugar é offtopic! O Élcio Ribeiro viu um sinal de ∞ por acaso no fórum e aí lembrou desse canal de divulgação científica que ele gosta muito. O Tales Pinheiro comentou desse episódio aqui em especial, e o Filipe Mondaini deu uma surra de dicas de canais interessantes sobre o tema:

Brasileiros:

Nerdologia

Space Today

Manual do Mundo

Canal do Pirula

Xadrez Verbal

Estrangeiros:

Kurzgesagt

Veritasium

Veritasium 2

Minute Physics

Smarter Every Day

O Matheus Lima disse que o Xadrez Verbal não tem muito a ver com ciência, é mais política internacional, mas ele recomenda fortemente, e a Fernanda Geraissate disse que o Space Today é o melhor blog de astronomia brasileiro. É bastante coisa pra ver, né?

6. Portas Macbook

Particularmente, acho que o nosso sexto lugar era pra ser só mais uma zuera. Mas quem é que consegue ficar quieto quando se fala de Apple, né? O debate gerou várias frases de efeito! O Gustavo Segantini foi quem mostrou o vídeo “contando como o pessoal da Apple teve essa brilhante ideia”. O Bruno Rendeiro levou pro pessoal e lembrou que falaram a mesma coisa quando a Apple removeu o drive de CD dos MacBooks e ele não está vendo nenhum notebook usando ainda… Ele acha que o protesto seria válido se ela tivesse usado portas próprias, como o Thunderbolt 2, mas como são USB-C, que em breve vai ser padrão em vários dispositivos por aí, ele acha que foi correto remover tudo. E sente só:

“A dor do usuário existe sim, mas é um preço pequeno a se pagar pela evolução que isso vai causar no mercado”, Rendeiro, Bruno.

quecomecemosjogos
O Victor Nascimento, nosso capitão do Android, disse que evolução todo mundo está fazendo, só que todo mundo deixa uma porta USB normal, que aceite os padrões antigos, e outra USB-C.

“A evolução não precisa ser tão dolorida assim… “ Nascimento, Capitão

“Podiam pelo menos ter colocado um adaptador USB normal junto com o MacBook” Mondaini, Filipe.

E aí, é claro, voltamos para a zuera, de onde não deveríamos nem ter saído.

“Evolução sem KY”. Coelho, André.

giphy
Para Inácio, do ponto de vista pragmático enquanto houver Windows instalado no computador ele será utilizado. Se você tirar logo a porta USB vintage, você evita que as pessoas ainda comprem os cabos USB de 20 anos atrás.

“É ríspido, mas evolução suave não existe.” Ferrarini, Inácio.

E quem terminou toda a discussão foi o Eduardo Rangel, com:

“Não é mais fácil não comprar os novos MacBooks?” Rangel, Eduardo.

Fica aí a questão.

5. China’s consumers are livid after Samsung made Chinese executives publicly kneel after the Galaxy Note 7

Depois de uma bela de uma discussão sobre a Apple, nada como falar também da Samsung que, coitada, não está passando por uma boa fase. O título do e-mail do Thiago Catão para esse tópico foi “Samsung se ferrando (de novo) e como as diferenças culturais precisam ser estudadas por executivos”. João Ramos ressaltou que ainda invocaram a política local: “South Korea is a country whose president is controlled by a cult and ‘eight fairies’”.

O André Coelho ressaltou que “eles estavam em ‘begging mercy’, tá dentro do padrão”. Mas Thiago Catão disse que os chineses não acharam isso, e chamar de “eight fairies” foi demais. A Andressa Chiara explicou que isso de se curvar faz sentido para japoneses e coreanos, mas para chineses é uma afronta. Ela disse que os chineses olham para o mundo e dizem “tadinho de você que não é chinês”. É um povo que tem muito orgulho da história, cultura e identidade, então realmente “piram baldes” nesse tipo de situação.

O Victor Lima deixou claro que essas coisas de fairies e a presidenta é tudo verdade. Que a presidente da Coréia do Sul é acusada de usar cartomantes (ou algo assim) para definir o futuro do País e se consultar com um amante que era meio dúbio. Matheus Lima lembrou da Fundação Cacique Cobra Coral, a entidade esotérica que o governo já contratou pra prevenir chuvas e tempestades, ou seja, nem precisa ir até o outro lado do mundo. Eduardo Rangel lembrou que o Collor também tinha esse lance com cartomantes e o Filipe Mondaini já mandou um link contando a história toda.

O debate terminou com a Adriana Ramos dizendo que no Rio há vários anos os prefeitos pagam um (suposto) cacique prever se vai chover ou não no Reveillon de Copacabana e ele sempre erra.

“Governantes + crendices = nem me surpreende” Ramos, Adriana.

4. Temer trocará software livre por programas da Microsoft em todo o governo

A intenção do André Coelho ao mandar o link foi discutir a notícia apenas no nível técnico. Victor Nascimento criticou: “mais uma mudança política sem cunho técnico =/ Enquanto isso a Casa Branca usa Drupal”. Inácio Ferrarini lembrou que lá pelos idos de 2004 houve muita reclamação de que se estaria gastando mais no processo de trocar para SL do que se gastava antes – por se estar desenvolvendo muita coisa nova ao invés de utilizar soluções SL já disponíveis. Segundo ele, talvez por serem soluções específicas para o governo precisem de mais testes, mas trocar parece uma mera questão política.

O Radamés Aragon sugeriu este link para quem quiser se manifestar, e o Victor Neves mostrou que na Rússia estão fazendo o contrário. Eduardo Rangel também contribuiu, com esse link, e o Matheus Lima disse que não achou uma explicação oficial do governo para mudança, então podem ter informações essenciais que ainda não sabemos. Para ele, três categorias fazem sentido nesse contexto:

– Preço

– Segurança

– Produtividade

Para Matheus, as duas primeiras já podemos descartar, porque pode ficar R$150mi mais caro e não é uma solução mais segura do que open source. Então resta só a terceira, que seria um possível aumento da produtividade dos funcionários públicos.

Rodrigo Bio disse que já trabalhou para o Governo Federal e quase tudo lá usava Plone, o que gerava muito trabalhando porque todos precisavam esperar a comunidade desenvolver o módulo ou funcionalidade. Tudo muito básico e engessado, segundo ele, então ele acredita que talvez a mudança faria gastar de um lado e economizar do outro. Para Nascimento, os governos federal, estaduais e municipais devem participar do movimento Open Source, porque isso é claramente estratégico. Deveria ter concursos para pessoas que seriam responsáveis por manter e evoluir as plataformas.

3. Vamos falar de OWASP?

Mais um jabazinho aqui no terceiro lugar! O post do Kleber Toyota (que vai sair aqui no Blog em breve) foi o terceiro mais comentado no mês e gerou um debate sobre a comunidade OWASP. O Rodrigo Batini sugeriu essa referência aqui e o João Felipe aproveitou o tópico para contar que começou a especialização em Cybersecurity no Coursera, pela Universidade de Maryland.

2. Mulheres em Tecnologia

Essa dica já passou =/ Mas resolvi colocar aqui porque, além de ser o nosso segundo link mais comentado, apareceram outras dicas legais nos comentários. A matéria é sobre um bate-papo sobre mulheres em tecnologia que rolou na USP no último dia 21. As cariocas ficaram cheias de vontade de participar e o Tales compartilhou que foi difícil achar mulher para palestrar na Cocoaheads Conference. Aí acabaram surgindo algumas ideias para incentivar a mulherada a programar.

A Samanta Cicilia disse que normalmente as comunidades voltadas as mulheres no Rio falam muito de desenvolvimento (como o Rails Girls, o Django Girls, JS4 Girls) ou empreendedorismo (Girls in Tech e Startup Weekend Women). Ela comentou que esse tipo de iniciativa é legal porque inspira mulheres a não desistirem. =)

1. Async Await, JS assincronamente síncrono

Senta que o debate é longo! Nosso primeiro lugar no ranking gerou nada menos que 34 comentários no nosso fórum interno. Quem mandou foi o William Grasel e o Matheus Lima já falou logo que acha que não devemos tratar código async e sync da mesma forma, principalmente em projetos grandes. O argumento dele é que já temos as promises, que fazem uma diferenciação clara no código entre o que é síncrono e assíncrono, e na visão dele o async/await não faz essa diferenciação de forma tão clara.

O Radamés Aragon é favorável. Ele acha que para Node o uso de async/await deixa o código muito mais claro em casos nos quais só se esperavam valores de funções assíncronas para construir outros elementos. Ele acha que aproxima o Node dos scripts em Python. Ciro Santos também acha positivo. Ele diz que em .NET já é um padrão adotado faz um tempo e isso impulsionou muito o desenvolvimento assíncrono da linguagem. Ele só acha que o desenvolvedor pode ficar muito condicionado e deixar de paralelizar, o que pode em alguns casos reduzir performance.

O William acha que async/await usa promises por debaixo dos panos e é apenas um sugar sintaxe, acaba evitando o promise hell. Matheus acha que promise hell não é um problema se você estruturar bem seu código, e usar “debaixo dos panos” não é a questão. TypeScript, por exemplo, usa JavaScript por debaixo dos panos e nem sempre devemos usar TypeScript ou Elm. Ele acha que código assíncrono e síncrono são diferentes por definição e deveriam ser tratados diferente, pois quando o seu codebase cresce a manutenção fica cada vez mais difícil e cada detalhe importa. Já o William acha que a async/await deixa explícito o suficiente que o código é assíncrono. Afinal, não é transparente, você é obrigado a usar as keywords e declarar, ao mesmo tempo em que melhora muito a escrita e leitura do código.

A opinião do Victor Nascimento sobre o assunto é:

“Nem promise, nem callback, nem thread nem functional reactive programming…

Actors people… Actors… O único modelo de paralelismo adotado em Telecom”.

emoction

Agustín Albertego disse que é importante entender que ao usar async/await não se perde nenhum dos benefícios de usar promises, e vc pode “chain” os métodos then e catch depois do await sem problemas. Para ele, a melhor solução é declarar single responsability functions, que retornam promises, chamando-as com async/await.

O Matheus ainda disse que com o async/await você tem uma preocupação a mais quando escreve sua função, verificar se a outra função (que geralmente está encapsulada em um service) te retorna uma promise ou um async, por exemplo. E segundo ele o seu editor não vai te ajudar nisso, estamos em um ambiente JavaScript, esse bug vai ser de runtime. E a legibilidade que as promises possuem, principalmente a noção de encadeamento das chamadas é completamente perdido. Ele ainda ressalta que com promises você pode paralelizar as chamadas que não têm dependência entre si, ou então deixar explícito no código (de forma encadeada) as que têm. Como é mostrado nesse post.

Depois de mais algumas discussões e argumentos, o William lembrou dessa talk do Erik Meijer, que defende o uso de async/await em todas as linguagens.  E aí o Matheus sugeriu o contraponto com a última participação do Douglas Crockford no .NET Rocks, na qual ele diz que é contra. E você? É contra ou a favor? Deixe abaixo seus argumentos e vamos continuar a discussão aqui =)

E com esse bom papo terminamos os 10 links mais comentados esse mês. Ficou alguma dúvida, acha que faltou alguma coisa ou tem algo a comentar? Os campos abaixo estão aí pra isso =) Em dezembro eu volto com mais um ranking. Até lá!

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