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A cultura do aprendizado e compartilhamento em tecnologia

  • Blog
  • 21 de Dezembro de 2016
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Cada vez mais nos vemos obrigados a aprender novas linguagens. Não estou falando de alemão, árabe, inglês e etc. Trata-se de um novo entender. Quando apresentamos algo como um relógio inteligente para alguém e precisamos explicar o que ele faz, estamos essencialmente ensinando uma nova linguagem para o ouvinte.

Em tempos de completa disrupção da nossa sociedade, seja com as fintechs, Uber, Whatsapp(s) e etc, todos sofremos uma gigantesca carga de novas linguagens. Cada mês que se passou destes últimos anos eu tive palavras novas acrescentadas ao meu vocabulário. Muitas chegaram até aos jornais mais respeitados do nosso Brasil. É inegável que a velocidade de transformação das interações humanas está muito mais rápida do que jamais foi. Neste momento é importante pensarmos no impacto que isso terá para a nossa sociedade.

Um bom exemplo disso é como nossas crianças estão crescendo. Qualquer um que acompanhou o crescimento de uma criança nos últimos anos sabe que desde muito cedo elas têm acesso à informação. Programas infantis explodiram recentemente por meio da internet e meios digitais. As crianças têm acesso imediato às mídias digitais e será difícil explicar que o mundo um dia não era assim tão conectado. Será inclusive difícil diagnosticar qual é a fronteira entre o normal e o vício.

No mundo da tecnologia essa renovação é cada vez mais forte. Um desenvolvedor de plataformas mobile recebe uma carga de 5 mil novas APIs por ano (chute com uma nova versão de Android por ano, mas renovações das APIs de suporte e bibliotecas e etc). Pense que um falante de mandarin iniciante conhece por volta de 1 mil ideogramas. Um cidadão chinês conhece aproximadamente 3 mil ideogramas e um estudioso da língua chega pra lá dos 7 mil (fonte). Claro que esta não é uma comparação de um para um, mas ilustra o tsunami de coisas novas que um desenvolvedor precisa estudar para se manter atualizado. Aquilo que era excelente o ano passado torna-se um tanto quanto esquisito no próximo e pode sumir das descrições de vagas com mais 6 meses.

Quase podemos dizer que para um desenvolvedor se manter atualizado e relevante nas discussões técnicas e de arquitetura de sua empresa ele precisa ser viciado em tecnologia. E essa tendência só tende a aumentar.

No entanto, uma boa solução para este problema de atualização é não estar sozinho. Isso é fundamental: ter um ambiente de discussão e compartilhamento de diversas visões sobre o mundo da tecnologia de forma aberta e saudável faz com que todos os envolvidos aprendam juntos. É comum se ouvir que muito se aprende enquanto ensina e em um mundo onde sempre há mais o que apreender faz-se quase necessário estar envolvido com algum “ensinar” também.

A Concrete Solutions sempre propôs criar este meio de compartilhamento pró-disrupção. Seja para seus desenvolvedores, UXersDevOpses, engenheiros de qualidade, Scrum Masters, Product Owners com palestras, eventos, fóruns e chats internos, quanto para seus clientes com discussões de tendências, pesquisa e avaliações de risco. Isso é questão de pura sobrevivência saudável de toda a sua equipe.

Quanto mais discutimos estas novas e disruptivas linguagens, mais estamos ajudando a criá-las até o ponto que o disruptivo torne-se cotidiano. Participar da comunidade de tecnologia é importante para não nos sentirmos eternamente surpreendidos com o que chega.

Isso nos traz uma outra consequência importante: a crítica. Nem tudo que é novo faz sentido. Mais do que isso: não é porque alguém respeitado disse algo que devemos simplesmente aceitar. Ao ler, ouvir e participar sempre, criamos um senso de crítica próprio. Sabemos quando algo está sendo propagandeado apenas ou se realmente está resolvendo um problema. Nem sempre vamos acertar, mas o fato de não ser uma opinião de uma pessoa é importante.

Faço questão de estressar este último ponto: não podemos depender de UMA pessoa! Por isso a cultura de compartilhamento é importante. Todos são sempre encorajados a darem suas opiniões e a ouvir outras opiniões. Numa versão resumida de Hegel: “tese e antítese se encontram para gerar a síntese”. Errar é importante quando estamos abertos a aprender 🙂

O que você acha sobre a cultura de compartilhamento? Deixe sua opinião aqui no Blog 🙂