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Os 10 links do mês – Janeiro

  • Blog
  • 30 de Janeiro de 2017
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O ano é novo, mas algumas tradições continuam =) Estamos aqui mais uma vez para mostrar pra vocês o que a nossa galera tem discutido no nosso fórum interno. Já começamos janeiro de vento em popa! Muitos debates interessantes, dicas e textos muito relevantes. Quer ver? Vamos lá!

10. Spotify cria vaga para Barack Obama

Começamos nosso ranking com uma curiosidade. O Thiago Vigliar foi quem mandou o link contextualizando que o ex-presidente dos EUA uma vez disse que queria trabalhar no Spotify, já que as playlists são as melhores e todo mundo gosta. Entrando na brincadeira, o Spotify criou a vaga de “President of Playlists”, que pede 8 anos de experiência no comando de uma nação e um Nobel da Paz. Legal, né? O pessoal aqui curtiu!

9. Cocoa Academy

O nosso segundo link mais comentado do mês é um jabazinho =) Na verdade é uma dica muito legal também! O Thiago Lioy, nosso dev iOS, começou esse projeto no Medium em novembro do ano passado. Ele está publicando toda semana, posts dele e de convidados (inclusive outros dos nossos iOSers), e os posts chegaram a sair em edições da iOSDevWeekly e da SwiftWeekly, newsletters de iOS internacionais com mais de 50 mil leitores cadastrados. É ou não é pra ter orgulho? Só conteúdo ótimo =) Alguns dos posts do Lioy a gente republica aqui no Blog, como essa série aqui. Fica a dica!

cocoacademy

8. Correios vão virar operadora de celular a partir de fevereiro

De acordo com o Alex Marmute, que mandou a notícia, poderia ser matéria do Sensacionalista, mas não é. O plano parece ser de longa data. O Flávio Nazário comentou que os correios são tudo: banco, transporte pesado, operadora de telefonia… Só não entregam encomendas e cartas.

O Filipe Mondaini e o Marcos Bérgamo não botam fé que vai dar certo, mas a Andressa Chiara citou que a ideia é que seja uma MVNO, que não se sustenta sem outra operadora de quem contratar a infra/rede. Ela cita que os Correios ainda estão montando uma MVNO em cima de outra, quase uma matrioska de operadoras, e eles têm a vantagem de ter uma loja em todas as cidades do Brasil, o que facilita os serviços de pós-venda, como troca de chip, por exemplo.

correios

A pergunta do João Felipe é: se as operadoras que são donas das redes oferecem um serviço ruim por preços nada atrativos, como a MVNO vai sobreviver nesse cenário? Para Andressa, a sobrevivência dependeria de um acordo muito benevolente de custo de tráfego com a operadora “dona” da rede ou uma organização liderada por pessoas com um senso de porquê muito forte, voltado para criar um produto excelente para a experiência do cliente e inovação. Seria “o Nubank das operadoras”. Ela só não acredita que isso venha dos Correios.

7. Warren

Foi o Theo França quem apresentou a nova startup de investimentos, aproveitando para divulgar um link que fazia ele subir de posições na fila para se cadastrar. Aí o pessoal começou a entrar na fila, falar das posições, divulgar seus próprios links, enfim… Parece que a procura foi grande. Só o Diego Chavão não viu muita vantagem em utilizar. Ele disse que você paga taxa para a startup gerenciar sua carteira, mas a taxa também é cobrada sobre valor de renda fixa, e a maioria das corretoras não cobra por esse serviço. Além disso, não sabemos a performance deles com renda variável a não ser a confiança que os sócios são da XP.

6. Chris Lattner is leaving Apple

Dança das cadeiras na nossa 6ª posição… Quem mandou a notícia foi o Tales Pinheiro, acrescentando que o Chris Lattner é o criador de Swift, Clang, LLVM e LLDB e ele está saindo da Apple e da liderança do Swift, mas ainda faz parte do core team. O Inácio Ferrarini soltou a possibilidade de ele estar indo para o Google e a Jwift (ou o Kotlin) =P, mas a Fernanda Geraissate logo anunciou que ele está na Tesla.

O Tales sugeriu que a primeira tarefa seja fazer o XCode rodar no Tesla: “seria um Mac Pro killer”! E o Thiago Lioy disse que se isso acontecesse diminuiria o preço de entrada para desenvolver para Mac. =)

5. Trello is being acquired by Atlassian

O Trello apareceu algumas vezes no nosso fórum interno esse mês. Começou com essa notícia, mandada pelo André Dias, que foi recebida assim:

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Com comentários de #ripTrello e #ripFreeTrello. Thiago Vigliar acrescentou o montante da negociação: 425 milhões de dólares, enquanto Andressa Chiara disse que já sabíamos que esse dia viria. Edgar Cardoso ressalta que o post promete que o Trello continuará do mesmo jeito, só mudará o nome. Mas só assistindo os próximos capítulos pra saber…

O Rafael Alves quase encerrou o debate com uma piadinha infame: “agora o Jira estará ‘atrelado’”, mas quem terminou mesmo foi o Alexandre Jacques com um gif:

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O Trello ainda apareceu no nosso fórum dos designers, com alguns concepts da nova aquisição. O pessoal gostou, mas ainda estão debatendo a usabilidade do design clean, uma vez que ele pode prejudicar a visualização de boards e cards. Bom, vamos acompanhar. Talvez entre no próximo ranking =)

4. Seniority

Foi o Rafael Toledo quem mandou o artigo como dica no fórum. E todos os comentários (foram vários) variaram desde “muito bom” e “fantástico” até “como faz para dar likes várias vezes?”. Ou seja, parece que a dica é boa mesmo. =) O Frederico Moreira gostou do trecho de “lead by example” e o Josenildo Santos comentou que quando pensa em senioridade ou liderança a primeira coisa que ele busca nessas pessoas são os aspectos que o texto cita em “working with others”, os mesmos que ele busca ter para um dia procurarem ele também. =) Vale a leitura!

3. Angular 2 is terrible

Antes de mandar o link o Matheus Lima avisou que o post é polêmico e um pouco exagerado, mas que tem uns pontos bons sobre problemas sérios do Angular 2. E realmente gerou debate =)

Para William Grasel, o post é apenas um hater post com o objetivo de gerar flamewar e FUD na comunidade, sem acrescentar nada. Ele diz que a maior parte dos pontos são mentirosos (tipo um build ter mais de 1MG) e estão desatualizados (RxJs 5 já foi lançado oficialmente). Ele acha que os pontos reais, que valem discussão, se perdem no meio da “baboseira”.

O Matheus Lima disse que a intenção dele com a dica foi justamente mostrar os pontos que merecem discussão, que são:

– Performance, a maioria dos benchmarks geralmente deixa o Angular bem atrás dos concorrentes;

– Componentização: separar em arquivos não escala tão bem quanto a abordagem mais próxima do React, de arquivos com todo o componente;

– HTML: o Angular errou de novo ao introduzir o JavaScript no HTML e não o HTML no JavaScript, como foi feito com o React, por exemplo;

– Documentação ruim, mas pra ser justo a documentação do React também é;

O William respondeu o primeiro ponto com este link, que mostra o contrário do que o Matheus tinha falado. Ele também diz que o Angular 2+ permite usar múltiplas estratégias de mudança, permitindo otimizações de performance muito mais avançadas e apropriadas para o tipo de dado (mais informações aqui).

Sobre o segundo ponto ele diz que apesar de a separação ser um padrão forte na comunidade de Angular, você pode fazer tudo no mesmo arquivo sem problemas, o framework não bloqueia. O William acha que é uma questão de gosto.

Sobre o terceiro ponto, ele também acha questão de gosto. Ele não vê vantagens em usar JSX dentro de um mesmo arquivo. Para William, a principal vantagem do JSX comparado ao Angular 1.x é que, como transpila para um JS, dá feedback melhor de erros de sintaxe e execução, mas também temos esse feedback nos templates do Angular 2.x. Ele acrescenta que o principal objetivo da template engine do Angular 2+ é a integração com web components nativos.

No último ponto eles concordam, a documentação do Angular 2 de acordo com William ainda está incompleta, principalmente na parte de JS puro.

Na tréplica sobre performance, Matheus dá esse link para comparação, do Auth0, que ele acha o menos tendencioso justamente por não ter ligação com nenhum framework. Sobre componentização, Matheus não acha que é uma questão pessoal, ele considera um avanço a proximidade física de toda a lógica trazida pelo React. Ele acha muito mais fácil de manter, testar, encontrar bugs e refatorar um projeto bem componentizado.

E sobre o HTML Matheus também ressalta que não é gosto pessoal. Ele cita que React é centrado no JavaScript, Angular é centrado no HTML, e manda esse post do Cory House explicando melhor o argumento.

William mostra que, no link que o Matheus mostrou, tirando o nativo puro o Angular 2 está  em segundo lugar em todos, perdendo apenas para o React mas ainda em versão alfa, que já foi melhorada. Ele também repetiu que o Angular 2+ não restringe na questão da componentização e sobre HTML ele ressalta que não é porque você tem o seu template no meio do JS quer dizer que o framework como um todo seja centralizado no template. Para ele, colocar lógica em templates sempre foi desencorajado desde o Angular 1.x, e no 2 existem inclusive novas API’s, como a de formulário, completamente reativas.

Matheus Lima concordou com os três pontos e resume que a escolha deve ser “a melhor ferramenta para o seu problema”. Ele só vê escolhendo o Angular ao invés do React no caso de uma aplicação com formulários extensos. Ufa! E você? O que acha sobre o Angular 2+ e o React? Deixe seu ponto nos comentários =)

2. Machine Learning em aplicativos mobile

O nosso segundo lugar não é só um link, mas uma surra de links! As dicas são do Victor Lima, e ele começa com um post “emblemático” do Pete Warden, mas também indica esse aqui do CodeLabs e esse do J Alammar. Ele também dá algumas dicas do Tensorflow:

– A página para mobile da ferramenta

– Exemplos para Android

– Exemplos para iOS

Victor ainda diz que existe o problema prático de adicionar o Tensorflow em um app mobile, porque aumenta aproximadamente 11MB ao tamanho do app (o que é proibitivo hoje), mas já indica o caminho claro de evolução do que é chamado mais superficialmente de machine learning tanto para o back-end quanto para o front-end (rodando embedado nos apps mobile).

Raphael Bernardo contribuiu com dois itens:

1. TF Classify: Uses the Google Inception model to classify camera frames in real-time, displaying the top results in an overlay on the camera image.

2. TF Detect: Demonstrates a model based on Scalable Object Detection using Deep Neural Networks to localize and track people in the camera preview in real-time.

E acrescenta: “é o Sample de Android, e esse é futuro mesmo, the next big thing é o processamento preciso de imagens”.

O Tales comentou que depois de umas duas horas terminou de compilar a lib para iOS \o/. Ele diz que o Sample é bacaninha, usa a câmera para reconhecer várias coisas, mas corrigiu dizendo que a lib compilada no Mac tem 200 MB, e o app simples final no device ficou com 101 MB. Ele acha que precisamos de libs pequenas, em alguns casos isso é MUITO crítico.

O Rafael Toledo disse que o exemplo de Android utiliza o bazel, que tem o setup meio trabalhoso para Linux. Após a compilação, o APK, assim como no iOS, ficou com o tamanho bastante proibitivo pensando-se em casos de aplicação prática em produção.

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De acordo com Toledo, Um dos arquivos “treinado” sozinho excede 50Mb do APK final. A parte de código nativo também é um pouco complicada, pensando-se em um APK para produção. No exemplo, compilando para apenas uma arquitetura, já tivemos 9.4Mb de código nativo (no Android, temos que compilar para 7 arquiteturas: arm64-v8a, armeabi, armeabi-v7a, mips, mips64, x86 e x86_64). O APK final ficou com 71.1 Mb. Se incluíssemos os códigos nativos para todas as variações de CPU, teríamos um APK maior que 100Mb, o que hoje nem o Google Play suporta. Enfim, ele acha que vale a pena aguardarmos os próximos capítulos, por enquanto 🙂

O Rafael Xavier mandou essa dica sobre render de imagens e o Victor Lima encerrou a thread com esse link para os apressados. =)

1. Tesla autopilot detecta acidente na Holanda

Olha aí os carros dirigíveis aparecendo no nosso radar =) Bem que o Lima falou no ProdCast de tendências sobre esse assunto, hein? O George Rodrigues foi quem mandou a matéria do Gizmodo Brasil. O Filipe Mondaini disse:

“Quando um robô dirige melhor que você…”

E o Radamés Aragon acha que um dia vamos ficar lembrando como era dirigir com as próprias mãos, enquanto o Matheus Lima já está antecipando a felicidade de não ter mais que fazer balizas. Todo mundo feliz… Até que o Abraão Corazza veio e soltou essa bomba:

O sistema autopilot da Tesla não previu nem consegue prever acidente algum

E aí William Grasel veio explicar que o autor do segundo link diz que a galera fez um monte de chamadas sensacionalistas para ganhar cliques, mas a chamada dele está mais sensacionalista quanto qualquer outra. No final ele joga panos quentes e fala que realmente o carro automático poderia reagir em situações nas quais o olho humano não conseguiria ajudar…

O Rodrigo Batini disse que parece que rolou um mismatch considerável aí. A primeira notícia fala de prevenção de acidente, o que possivelmente um humano não conseguiria fazer pelo simples tempo de reação. Já o segundo link fala de predição de acidente. Batini ressalta que são coisas completamente diferentes… e que o sistema conseguiu prevenir, com certeza, se não teria batido. Agora, na média, provavelmente um robô tende a reagir melhor a um reflexo do que o ser humano.

Nem tanto ao céu nem tanto ao mar.

O Josué Freitas disse que com certeza teria batido aqui. E o Raphael mandou uma compilação de vídeos que provam a evolução da Tesla. O Abraão concordou com os pontos citados e disse que como a Flatout é especializada em carros, ele achou legal a análise. Nenhum outro texto tinha notado a questão da luz de freio e velocidade em relação ao carro preto, além do fato de que, se o carro que bateu fosse um caminhão, com um grande baú, não teria como o Tesla ter essa visão tão ampliada como alguns textos citaram.

tesla

O ponto do Flatout, na opinião do Abraão, nem é diminuir as capacidades do Tesla, só ganhar mais cliques e tirar a ideia de PREVER acidentes, o que vai bem além de prevenção. Os textos que ele leu colocam o algoritmo como um super potencial de prever situações de perigo, sendo que, pelo menos pela análise da Flatout, o Tesla reagiu a uma situação comum a ele: diminuir a velocidade com base na velocidade dos carros ao redor.

E assim chegamos ao fim do nosso primeiro ranking do ano! O que achou? Tem alguma opinião a dar sobre algum dos links? Faltou comentarmos algo aí? Deixe abaixo nos comentários! Em fevereiro eu volto =) Até lá!

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