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Tendências para o mundo digital em 2017 – Parte 1

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  • 2 de Fevereiro de 2017
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O mercado mundial e as principais empresas

Como já é tradição aqui no Blog, começamos mais um ano e está na hora de falarmos sobre o que está por vir no mundo digital. Até o ano passado chamávamos esse post de “Tendências do Mundo Mobile”, mas agora as coisas se misturaram tanto e são tantas inovações em pouco tempo, que estendemos o tema para o “mundo digital”. Já falamos um pouco desse assunto no ProdCast, publicado há algumas semanas em duas partes. Se você quiser, pode ouvir aqui. Assim como no Prodcast, vamos dividir esse post em duas partes. Hoje, na primeira delas, vamos falar um pouco sobre como foi 2016 para as principais gigantes da tecnologia e o que podemos esperar delas para 2017. Vamos lá?

Amazon

Começando pela Amazon, que termina o ano de 2016 mantendo a sua trajetória de aumentar receita e reinvestir ferozmente grande parte dos seus lucros. Assim, ela garante hoje um lugar altamente competitivo no futuro do mundo digital.

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Além disso, em pesquisas realizadas em 2016 nos EUA, pela primeira vez mais da metade dos entrevistados disseram que fariam suas compras da Black Friday online e na Amazon. Ou seja, a gigante mostra claramente que ainda mantêm a dianteira no varejo online nos EUA, com uma distância significativa de concorrentes como Walmart e Target.

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E mais importante: se olharmos o valor de mercado da Amazon em um espaço de 10 anos, comparando com seus competidores em varejo, podemos ver que a empresa está se destacando (e muito!) em relação aos seus competidores.

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Mas e 2017? Com certeza podemos esperar mais releases de Amazon’s Echo, Dot, versões melhoradas da Alexa, mais funcionalidades e serviços na AWS e mais conteúdo produzido pela gigante. É difícil, porém, estimar quantas unidades do Tap já foram vendidas, e por isso mais difícil ainda estimar o crescimento. Podemos ter uma ideia do número verificando a quantidade de downloads do app “acompanhante” do Amazon Alexa: 3,5 milhões.

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O número é relevante se pensarmos que os principais casos de uso do Amazon Echo ainda estão sendo definidos. Entretanto, vale dizer que as interfaces conversacionais por voz com certeza revivem antigos paradigmas para o desenvolvimento de produtos digitais e a interação humano-computador, e a tendência é que o investimento nesses conceitos seja ainda maior em 2017.

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E ainda temos a AWS, de longe o serviço de cloud computing e serviços periféricos mais completo da atualidade. Mais uma vez, a Amazon segue na dianteira acompanhada muito de longe pelos seus seus principais concorrentes, como o Azure, por exemplo. Os números são muito favoráveis.

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Amazon EC2, Amazon Lightsail, AWS Elastic Beanstalk, AWS Lambda, AWS Batch, Amazon VPC, Amazon S3, Amazon EBS, Amazon Elastic File System, Amazon Glacier, AWS Store Gateway, AWS Snowball, AWS Snowmobile, AWS Snowball Edge, Amazon Aurora, Amazon RDS, Amazon DynamoDB, Amazon ElastiCache, Amazon Redshift, AWS Database Migration Engine, Amazon Cloudfront, Amazon Route 53, AWS Direct Connect, Elastic Load Balancing, AWS CodeCommit, AWS CodeBuild, AWS CodeDeploy, AWS CodePipeline, AWS X-Ray, Amazon Cloudwatch, AWS CloudFormation, AWS CloudTrail, AWS Config, AWS OpsWorks, AWS Service Catalog, AWS Trusted Advisor, AWS Personal Health Dashboard, AWS Identify & Access Management, Amazon Inspector, AWS CloudHSM, AWS Organizations, AWS Shield, AWS WAF, AWS Directory Service, Amazon Athena, Amazon EMR, Amazon CloudSearch, Amazon ElasticSearch Service, Amazon Kinesis, Amazon Redshift, Amazon Quicksight, AWS Data Pipeline, AWS Glue, Amazon Lex, Amazon Polly, Amazon Rekognition, Amazon Machine Learning, AWS Mobile Hub, Amazon API Gateway, Amazon Cognito, Amazon Pinpoint, AWS Device Farm, AWS Mobile SDK, AWS Step Function, Amazon Elastic Transcoder, Amazon SQS, Amazon SNS, Amazon SES, Amazon WorkDocs, Amazon WorkMail, Amazon Workspaces, Amazon App Stream 2.0, AWS IoT, AWS Greengrass, AWS IoT Button, Amazon Lumberyard

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A Amazon fecha 3º quartil de 2016 com USD 2,1 bilhões de lucro operacional. Disso, podemos concluir que em 2017 vamos ver avanços cada vez mais expressivos em novas funcionalidades e serviços oferecidos por ela. Esse posicionamento mostra indiretamente os campos de interesse tanto do mercado quanto da empresa:

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Em 2017, a Amazon também deve se posicionar melhor no mundo físico, talvez comprando alguma grande cadeia de varejo de cimento e tijolo ou aumentando a sua presença com iniciativas como sua loja física ou ainda com conceitos mais arrojados e futurísticos, como a Amazon Go.

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Por fim, em 2017 vamos ver a Amazon consolidar a sua capacidade de fechar um ciclo virtuoso entre a não-fricção dos seus canais de compra, o histórico de compras (e sugestões ou listas inteligentes – Machine Learning), o valor gerado para o usuário e a conveniência de entrega (fresh ou não) o mais rápido possível.

Google e Facebook: duopólio em anúncios online

No mercado de anúncios online, não tem conversa. Mais da metade dos investimentos nessa área está de alguma forma direcionada para o Google ou para o Facebook.

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E olha que interessante: enquanto o custo por clique retraiu muito nos últimos seis anos (para o Google), a receita por anúncio aumentou sistematicamente no mesmo período. Ou seja, o Google tornou seu negócio mais lucrativo, aumentando sua receita.

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O aumento ano a ano entre 2015 e 2016 do gasto com anúncios online nos EUA foi de 103%. Desses, 60% foram em plataformas do Google e 43% em produtos do Facebook. Enquanto isso, empresas que competem nesse mercado caíram 3% no mesmo período.

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Esse crescimento é impulsionado basicamente por anúncios em buscas mobile e em vídeos (Youtube). A Alphabet fecha o terceiro quarter de 2016 com faturamento de USD 22 bilhões, que tem base em um modelo sustentável de geração de receita (anúncios), em um bom posicionamento nos principais canais e mídias e em um investimento voraz em novas oportunidades.

E a tendência é que isso se mantenha. A estabilidade do Youtube como player dominante em vídeo e música e consequentemente a receita consistente de anúncios em vídeos (com 1 bilhão de usuários); do Google Chrome como o principal navegador web e mobile e também com 1 bilhão de usuários ativos mês; e do Android como o principal sistema operacional mobile usado no mundo dá sustentação para o próximo pulo que a Google está se preparando pra dar.

Falando sobre coisas mais “Googleyish” e inovadoras, a expectativa é que em 2017 o Google (e a Alphabet) consigam se alavancar em cima da sua vantagem em áreas como deep learning, inteligência artificial e diversificação. E os principais candidatos para isso são:

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1) O Google Home, que segue na linha do mercado bem executado pela Amazon (com o Echo e a Alexa) e pretende alavancar o centro da casa usando interface conversacional conectada a uma vasta base de informações indexadas e à Google Assistant (além de outros penduricalhos de inteligência artificial e deep learning).

Essa execução coordenada entre software e hardware dá indícios sobre o posicionamento da empresa em direção a uma verticalização mais estruturada, mas é a penetração desses aparelhos que vai determinar se a empresa consegue ou não se posicionar da forma correta no mercado em 2017.

2) O Waze + WayMo + AI + execução em hardware e software. Apesar dos diversos rumores sobre idas e vindas e o anúncio tão premeditado de uma frente relacionada a carros autodirigíveis em 2014, 2015 e 2016, a Google aparentemente tirou escala da sua iniciativa. Em 2017 vamos ver um direcionamento muito mais prático em relação à execução desse tipo de produto, uma vez que a complexidade técnica parece ter se tornado um problema computacionalmente resolvido.

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O simples fato de a iniciativa ter sido entrincheirada sob a guisa da WayMo já indica que deve seguir um caminho mais independente (mérito do modo de pensar do Alphabet). No entanto, ativos muito estratégicos como o Waze e os avanços em inteligência artificial da empresa fazem com que seja possível resolver esse problema até o ponto da disponibilidade para clientes em larga escala. A principal dúvida agora é se a Google vai produzir os seus próprios carros – modelo Google Pixel – ou se vai oferecer software e uma camada de abstração da sua AI para outras empresas, como Ford, VW, BMW e etc. Em 2017 a estratégia em direção ao mercado deve ficar mais clara.

3) Android Things e o posicionamento em Internet das Coisas

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Após algumas experimentações, o Android Things vem pra formalizar um conjunto de iniciativas da Google em IoT: desde o Weave e Brillo até se alavancar em cima da base de desenvolvedores que se juntou ao redor do sistema operacional mobile mais usado no mundo. Junto com todo o hype de IoT em 2017, vamos ver também a fragilidade que esse tipo de dispositivo representa em relação à privacidade e segurança.

E o Facebook?

Com USD 18 bilhões de faturamento até o terceiro quarter de 2016, o Facebook fez um tremendo ano. As suas principais linhas de produto, Facebook (e Facebook Ads), Instagram, Messenger, WhatsApp e outros experimentos garantem o posicionamento como uma das empresas que vão formar o mercado digital em 2017.

 

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Um dado importante que deve continuar em 2017 é a participação de canais mobile no faturamento de anúncios do Facebook, que chegou a 84% em 2016, o que significa cerca de USD 5,7 bilhões. Impressionante!

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Tudo isso somado aos 1,788 bilhões de usuários ativos por mês nos seus produtos garante uma penetração absurda, quase todos que possuem acesso à internet no mundo hoje.

Vale falar também sobre o ARPU (Average Revenue Per User) do Facebook em 2016, que chegou no seu pico com USD 4.01 por usuário no mundo todo (e USD 15,65 por usuário nos EUA e Canadá). Esse número nos faz pensar sobre quem está usando quem quando usamos as plataformas grátis do Facebook.

 

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De qualquer forma, as ações da empresa ainda estão flutuando em 2016, e é possível vermos o mesmo comportamento em 2017. É reflexo da competição de incumbentes (Snapchat, por exemplo) ou dos rumores sobre a empresa ter atingido o seu pico de penetração de anúncios nos seus produtos.

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O Facebook também fecha o ano de 2016 com os seus principais aplicativos populando as categorias top 10 dos principais países em que existem app stores disponíveis (Apple ou Google Play). Isso garante a hegemonia da empresa nesse canal e o posicionamento dela para o futuro.

Em 2017 vamos ver o Instagram aprofundar as suas fontes de receitas com anúncio, superando as expectativas de interações do que em outros aplicativos do Facebook.

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E um ponto importante a ser observado em 2017 é a atenção do mercado de mídia à forma como o Facebook e todas as outras empresas que possuem o mesmo modelo de negócios calculam ou deixam de calcular corretamente os resultados de campanhas de anúncios online. Isso vai ter um impacto direto no faturamento da empresa.

Apple

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A Apple teve um 2016 curioso. Ao mesmo tempo em que conseguiu atingir a marca de 1 bilhão de dispositivos ativos, é a primeira vez em que a comparação de faturamento entre o último quartil ano de 2015 comparado ao ano de 2016 decresce. É claro que a receita da Apple ainda está muito à frente de muitas empresas no mundo, mas é a primeira vez em que percebemos essa diminuição, o que pode ser um indicativo da escassez do efeito do design disruptivo x incremental (como foi com o iPhone 7) ou de algumas linhas de produto exauridas, como desktop, Macs e Macbooks, além dos smartwatches, que teve relativo sucesso mas ficou um pouco aquém perto do mercado que poderia ter sido conquistado.

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Na App Store, a Apple teve um dos seus melhores anos para o desenvolvedores, pagando um total de USD 20 bilhões e com um pico bem expressivo no dia 1º de janeiro de 2017 (aproximadamente USD 240 milhões de faturamento na App Store nesse dia, um recorde). No entanto, ainda não está claro o quanto disso está concentrado em grandes players e o quanto o mercado indie de fato está morto.

Quanto à linha de produtos da Apple atualmente, está bem diversificada entre Mac, iPhone, iPad, Watch, TV, e música, cada um desses segmentos com diversos produtos agregados ou disponíveis apenas para aquela vertical. Produtos cross, como a Siri, por exemplo, começam a potencializar outros aspectos da empresa (machine learning, por exemplo) e podem dar nova vida às formas como a empresa pensa a experiência do usuário.

Do ponto de vista de novas investidas da Apple, em 2017 veremos a capacidade de colocar a Siri em um papel mais central com relação à experiência dos seus produtos (seja pela aplicação em carros, smartphones ou airpods), e o quanto ela está habilitada para jogar o jogo nesse tipo de tecnologia. Alguns produtos terão anos menos excitantes, como o Apple Watch, que provavelmente não terá uma repaginação e a expectativa deve focar na melhoria dos números do Apple Watch series 2.

Quem provavelmente vai roubar a cena é o iPhone: no décimo aniversário desde o seu lançamento, em 2007, existem fortes rumores de que a Apple está trabalhando em uma repaginação completa do dispositivo, algo que com certeza animaria as expectativas do mercado em relação à empresa. Nada disso é oficial, mas já existe um certo ceticismo do mercado sobre esse tema e sobre de onde a Apple vai tirar a sua próxima fonte de inovação.

Um segundo ponto importante, e que provavelmente vai se tornar mais explícito em 2017, é o aumento na linha de produtos digitais da Apple, alinhados com o lançamento do Apple Music. É bastante provável que em 2017 vejamos lançamentos similares em outros segmentos, justamente para garantir um posicionamento da Apple em uma camada mais acima da pilha e em outras plataformas.

2017, então, deve ser um ano em que a Apple deve passar por questionamentos claros de como vai se reinventar, em especial no papel de seu CEO, Tim Cook, que é conhecido por ser operacional e pode ter que se ver em outra posição em uma eventual sucessão dentro da empresa. Também vale falar que a iniciativa de carros autodirigíveis é um fato, e a Apple teve de aprender bastante sobre Machine Learning tentando desenvolver esse conceito, apesar de ter diminuído suas iniciativas principalmente pela dificuldade de execução.

Microsoft

A empresa termina o ano de 2016 com alguns números relevantes: 400 milhões de usuários ativos usando Windows 10 em 192 países, mais de 1.2 bilhões de usuários do Microsoft Office, 400 milhões de usuários ativos no Outlook.com e pretende chegar a USD 20 bilhões de faturamento com o seu negócio de cloud computing (Azure) até 2018.

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Sob a direção de Satya Nadella, a empresa conseguiu quebrar seu recorde de valor da sua ação no mercado, que tinha sido atingido em 1999. Esse resultado foi impulsionado pelo potencial do seu negócio de cloud e outras movimentações no ano de 2016.

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Em 2016 também apareceu o Microsoft Surface, uma nova aposta da empresa para criativos e um posicionamento mais forte na área de computador pessoal e ambiente de trabalho.

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Ainda não está clara qual será a receptividade desses novos computadores no mercado, mas será em 2017 que essa aposta será avaliada mais friamente.

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E como qualquer grande empresa de tecnologia, a Microsoft está surfando a próxima onda de serviços investindo pesado na Cortana, a sua personificação de inteligência artificial. Usando o Cortana Skill Kit os desenvolvedores podem se alavancar nos bilhões investidos pela gigante para melhorar as experiências oferecidas pelos seus produtos.

Em junho de 2016 a Microsoft também comprou o LinkedIn por USD 26.2 bilhões. Parte do negócio envolvia complementar a sua oferta para o mundo corporativo, provavelmente para se posicionar melhor contra Slack e outros incumbentes e tentar entrar no mercado de produtividade e comunicação nesse setor (pense: LinkedIn + Office + Skype); ou para se posicionar melhor em relação à missão do Google de organizar toda informação do mundo.

No entanto, nada está claro. Em 2017 veremos os desdobramentos e desafios desse M&A. Será que a minha conta no LinkedIn vai falar com a minha conta do Skype ou Outlook?

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A essa altura, vale dizer que em 2017 a empresa vai tentar se reinventar no mercado mobile apenas para manter um posicionamento claro em sua linha de produto, pois a Microsoft tem que estar em mobile. Entretanto, obviamente que a empresa vai mirar na próxima onda, assumindo que já temos os vencedores na camada de sistema operacional (iOS e Android) e a competição está cada vez mais acirrada em execução de hardware.

HDM (Nokia) provavelmente vai investir em um retorno em 2017, usando sistema operacional Android para se impulsionar. Mas é muito tarde para conseguir gerar o impacto necessário, e a falta de diferenciação vai ser o Calcanhar de Aquiles da empresa.

Snapchat

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E não podemos deixar de falar do Snapchat, que é um cara diferente quando falamos de Social. O CEO do Snap Inc., Evan Spiegel, vai tomar o centro das atenções em 2017 por conta do (possível) IPO da empresa e os rumores desconcertantes sobre ele, com um valuation de USD 25 a USD 35 bilhões.

Em junho de 2016 a empresa chegou à marca de 200 milhões de usuários ativos por dia, superando rivais como o Twitter, mas engajamento é uma métrica muito mais interessante para ser avaliada. O Snapchat em si quebra toda as nossas antigas suposições em relação ao mercado de celular e personifica a abundância de recursos disponíveis aos usuários:

– Acesso contínuo à internet de qualidade “on-the-go”;

– Câmera de boa qualidade;

– Bateria com vida útil boa o suficiente para sustentar o uso continuado.

O modelo de receita do Snapchat ainda está se definindo, mas passa por três grandes pilares: câmera, conteúdo e comunicação. Assim, filtros e lentes patrocinados, anúncios e outras histórias de sucesso vão ditar os novos paradigmas de obtenção de receita para a empresa.

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Aparentemente, o próximo movimento do Snapchat vai ser aumentar a sua base de usuários, entrando em novos países e mercados. O principal desafio vai ser lidar com problemas básicos de infraestrutura (cobertura de rede limitada, de baixa qualidade ou cara), aparelhos com qualidade inferior (menos poder computacional ou qualidade de câmera) e nuances culturais.

Tencent

E por falar em social, o WeChat chega ao final de 2016 com aproximadamente 850 milhões de usuários ativos mês. Desses, cerca de 768 milhões são usuários ativos diariamente, e quase metade dos usuários do WeChat usam a plataforma 90 minutos por dia, ou seja, um sucesso astronômico.

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Um movimento importante feito em 2016 pelo WeChat foram os ‘mini programs’, que seguem na linha de bundling do produto dentro da experiência na plataforma. A Tencent atingiu USD 1,5 bilhão de faturamento em Q3 de 2016, e as perspectivas para 2017 continuam boas. Ainda vamos ver muito sobre essa empresa e o mercado asiático em 2017/2018.

Twitter

O crescimento das receitas do Twitter e do Yahoo vêm diminuindo, mais um dos indicadores da consolidação do duopólio entre Google e Facebook em anúncios online:

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O Twitter começou o ano vendendo o Fabric para a Google, sendo incorporado pelo Firebase, e deve intensificar a sua linha de produtos relacionados com atendimento automático de clientes pelo Twitter, conforme o case da Gol.

Um fator curioso para o Twitter em 2017 é o impacto que o Donald Trump tem na rede social, uma vez que a usa praticamente como a plataforma oficial de comunicação da presidência do país mais poderoso do mundo. Esse uso tem impacto direto nas ações da empresa, e pode dar uma voz diferente e única para a rede dentro dos tipos de redes sociais que existem hoje.

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No geral, as ações do Twitter devem permanecer no patamar em que estão, mas com esses novos ares é provável que elas consigam manter a empresa nos próximos anos.

Uber

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A UBER teve um ano de muitas vitórias e grandes derrotas. Teve o redesign, investiu pesado em machine learning no aplicativo e abriu novas frentes de negócio: o UBERrush, com entrega on-demand para negócios, o UBEREats, entrando em entrega de comida e o Otto – o primeiro caminhão de entrega sem motorista, que fez a sua primeira entrega de 50.000 latas de cerveja nos Estados Unidos. Resumindo, está se consolidando cada vez mais como uma empresa global de transporte.

No entanto, sofreu uma derrota muito expressiva na China para a sua principal rival naquele território, a Didi Chuxing, e supostamente perdeu quantidades bem grandes de dinheiro tentando se manter competitiva subsidiando corridas até se render e vender a sua operação.

A empresa começa o ano de 2017 com dois grandes desafios. O primeiro é ajustar a equação para se tornar uma empresa sustentável, e isso passa por aumentar o preço das corridas (sendo menos competitiva) ou cobrar mais dos motoristas (sendo menos atrativa). O segundo desafio, e esse parece ser o objetivo de médio/longo prazo da empresa, é emplacar e tornar cada vez mais viável a sua solução com carros autodirigíveis.

Samsung

Pra terminar, a Samsung teve números expressivos e relevantes, apesar de ter um acidente no caminho em 2016. O fato de sempre estar correndo atrás de grandes players, nominalmente a Apple, talvez tenha feito com que a gigante tenha se apressado em alguma parte, o que resultou no Galaxy Note 7, que acabou em recall e definitivamente cancelado. O fato foi bem danoso para a marca, mas podemos considerar o ano todo como bom, e a Samsung se consolida como a maior fabricante de dispositivos Android do mundo.

Em 2017, a empresa vai ficar de olho no mercado asiático, que pode tirar um pouco da sua participação mundial. Mas como já havíamos falado desde 2014 a Samsung é um player de muito boa execução em hardware, produz desde ar condicionado até celular, então para ela essa área é muito natural e está muito bem posicionada. A diferenciação na camada acima é que é um desafio para que ela consiga mais margem e escala.

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E com isso terminamos essa primeira parte da série sobre as tendências do mundo digital para 2017. Na segunda-feira vamos falar sobre o restante da “pilha” que forma o mundo digital, ou seja, quem está na frente em hardware e software. Até lá!

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