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O Scrum Master morreu?

  • Blog
  • 15 de Fevereiro de 2017
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“O SM morreu? Que parada é essa, véi?” – perguntaria um amigo desenvolvedor.

Bom, parece que morreu sim. Essa é a conclusão que eu chego a partir das conversas no cafezinho, com meus colegas de trabalho. Olha só. Um gerente me disse:

“Tem SM que só faz ritos, isso qualquer um pode fazer”

Um PO disse outro dia em uma reunião:

“Eu vejo o SM e o DevOps fazendo praticamente o mesmo papel…”

Outro gerente falou:

“O SM não blinda o time”

E ainda existem outros que acham que o título “Scrum Master” não é aplicável, porque “ninguém é mestre de ninguém”, e esse título reduz a atuação do agente de mudanças (o tal Scrum Master) apenas ao Scrum.

Minha conclusão: se está é a opinião geral, então sim, o SM morreu.

Mas espere um instante…

Precisamos lembrar que o Scrum é um framework, e não uma metodologia. E sendo um framework ele precisa ser “turbinado” com aplicação de técnicas e ferramentas coerentes para atingir um objetivo estabelecido. Então, essa história de limitação pelo nome Scrum é relativa, concordam?

E o título de “Master”, como é que fica?

O Scrum Master não é o chefe da equipe, até porque os valores Scrum desestimulam uma estrutura hierarquizada. De fato, preconiza que as equipes devem ser auto-organizadas. Ou seja, o framework Scrum parece bastante recomendado para flat organizations como nós.

Além disso, não é de hoje que o Scrum Master é vendido e apresentado como um líder servidor. Neste caso, suas principais atribuições seriam:

– Defender os valores ágeis;
– Ajudar o time a “performar” em alto nível;
– Ser o protetor do time;
– Atuar para remover impedimentos para o time e/ou processos;
– Atuar como facilitador durante as reuniões;
– Atuar como catalizador entre o time e o PO;
– Certificar-se de que o time não está sobrecarregado;
– Estabelecer canais de comunicação entre time, PO e stakeholders;
Cooperar para atingir os objetivos estabelecidos.

A partir das expectativas depositadas na atuação do SM percebe-se que tal papel permeia três importantes dimensões quando falamos de desenvolvimento de produtos digitais: pessoas, processos e tecnologia.

Portanto, o SM não pode se limitar aos processos, tem que estar atento aos fatores endógenos e exógenos que podem impactar o produto que está sendo construído, e desta forma, tendo o conhecimento das competências e skills de cada membro do time, o SM pode propor um processo coerente e aplicável.

Porém, se 80% dos problemas ocorrem no âmbito das relações humanas – como me disse um Head – o SM também precisa atuar. Talvez seja necessário a aplicação de técnicas e dinâmicas para mediar ou mitigar tais conflitos.

E também não se pode esquecer que a tecnologia deve ser usada para viabilizar/potencializar os skills das pessoas, na busca pelos objetivos definidos (nunca se deve aplicar a tecnologia pela tecnologia).

Deveria um papel relevante como esse ser reduzido ou extinto?

Parece-me que cabe a nós SMs uma reflexão: temos consciência das expectativas que são depositadas sobre nossa atuação? Temos feito pleno uso dos feedbacks produzidos por todos à nossa volta? O resultado de nosso trabalho tem agregado real valor ao produto?

Pensando bem, o SM não morreu.

Mas uma coisa é certa: ninguém é dono da verdade, e esta é situacional e transitória. Se eu esqueci alguma coisa, ou você tem algum contraponto, por favor escreva aí embaixo. O que vale é contribuir para a reflexão. Até a próxima!

É Scrum Master e quer trabalhar criando experiências incríveis em produtos desafiadores e times excelentes? Então vem trabalhar com a gente!