Concrete Logo
Hamburger button

O que a felicidade tem a ver com a sua performance?

  • Blog
  • 5 de Maio de 2017
Share

Vou começar este texto desconstruindo o mito de que os sentimentos não impactam no seu trabalho. Pesquisas feitas pelos neurocientistas Richard Davidson e V.S. Ramachandran e pelo psicólogo Shawn Achor apontam para um simples fato: pessoas felizes trabalham melhor! Pessoas engajadas com seu trabalho e amigos de trabalho exercem suas funções com mais afinco e trabalham com mais inteligência na resolução de problemas.

A cultura da empresa tem aplicação direta sobre isso. Se a cultura da sua empresa não está focada em criar um ambiente de trabalho descontraído, seus funcionários não estão trabalhando no máximo de sua performance. O motivo é simples: todo mundo trabalha melhor quando está se divertindo em conjunto. O que muitos diretores não entendem é que quando as pessoas não estão se divertindo, em alguns casos, elas estão tensas. E se estão tensas, elas têm uma paralisação na capacidade de tomar decisão. Por fim, essas pessoas estarão incapacitadas de criar soluções inovadoras para eventuais problemas ou simplesmente deixarão de ser criativas.

Segundo Torben Rick, diretor da empresa Verdo A/S, entre os motivos pelos quais a felicidade melhora a performance podemos destacar os dez abaixo. Além do que pessoas felizes trabalham melhor em grupo.

– Pessoas felizes são mais criativas;
– Pessoas felizes resolvem problemas em vez de reclamar deles;
– Pessoas felizes são mais dispostas;
– Pessoas felizes são mais otimistas;
– Pessoas felizes são mais motivadas;
– Pessoas felizes ficam menos doentes;
– Pessoas felizes aprendem mais rapidamente;
– Pessoas felizes se preocupam menos com erro e, por isso, erram menos;
– Pessoas felizes tomam decisões melhores.

Ainda segundo Torben, a tendência dos novos modelos de empresa é possuir uma cultura corporativa que incentive o relacionamento e a interação entre pessoas. Além disso, é contar com líderes que não transformem o erro da equipe em algo terrível e passível de punição, mas que incentivem a transparência e as formas inovadoras de resolução de problemas. Ao meu ver, isso é tudo que uma empresa que segue os conceitos ágeis deve ter.

Esta linha de raciocínio vai ao encontro do capítulo sobre felicidade presente no livro escrito por Jeff Sutherland, Scrum – A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”. Nele, Sutherland conta que ao implementar a métrica de felicidade em sua empresa, a Scrum inc., conseguiu aumentar a velocidade de 40 para 120 pontos (para mais informações a respeito do sistema de pontuação que muitos times Scrum usam, clique aqui). Ou seja, em questão de semanas eles triplicaram a velocidade, os clientes ficaram mais satisfeitos, a receita da empresa aumentou e a diretoria ficou mais feliz. Resumindo:

funcionários felizes → clientes felizes → diretoria feliz.

A felicidade dos funcionários é uma relação ganha-ganha, não é óbvio? Agora você deve estar se perguntando como posso fazer para melhorar a minha felicidade, a felicidade do meu time ou da minha empresa, certo?

No capítulo sobre felicidade do livro de Jeff Sutherland ele sugere o aperfeiçoamento da felicidade guiado pelas seguintes perguntas:

– Em uma escala de 1 a 5, como você se sente em relação ao papel que desempenha na empresa?
– Usando essa mesma escala, como você se sente em relação à empresa como um todo?
– Por que você se sente assim?
– O que tornaria você mais feliz para o próximo Sprint?

Você pode usar essas quatro perguntas e colocá-las em um board direcionado ao aperfeiçoamento da felicidade, tendo como base o que o time respondeu. Para ler um ótimo artigo sobre board de aperfeiçoamento, que também pode ser utilizado nesse sentido, clique aqui. O que o autor sugere é que você divida um quadro no seguinte formato:

No quadrante vermelho, explicite a insatisfação que o impede de ser mais feliz. No quadrante verde, defina o cenário perfeito que traria mais felicidade ao time ou indivíduo. No quadrante preto, os primeiros passos factíveis a serem dados em direção ao cenário perfeito. E por fim, no quadrante azul, faça o acompanhamento do que tem mudado em um intervalo determinado de tempo.

Essa é uma possível abordagem para direcionar o aperfeiçoamento da felicidade dos funcionários, mas existem várias outras vertentes, como por exemplo, no “Improvement Kata”, que pode ser melhor entendido nesse link.

Conhece mais alguma? Compartilhe e vamos todos ser felizes!

É Scrum Master e quer fazer parte de um time incrível? Clique aqui.