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Transformação digital: o que realmente é e o que você precisa para fazer a sua

  • Blog
  • 24 de Maio de 2017
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Há algum tempo, o mercado de tecnologia tem falado muito sobre o movimento de “transformação digital”. Como acontece com a maioria dos termos famosos em tecnologia (e quando falamos de produtos digitais, especificamente), este surgiu de um problema enfrentado pelas empresas. Para começar a explicar o que está acontecendo e como podemos lidar com isso, pense nos nomes Airbnb, Whatsapp, Netflix, Nubank, Google, Spotify, Twitter e Uber. São marcas bastante conhecidas, tenho certeza que você já usou alguma delas e é bem provável que as use diariamente. Estou certo?

Pois bem, se você analisar melhor a área de atuação dessas empresas pode perceber que alguns segmentos são afetados significantemente com o surgimento (e sucesso) delas. Por exemplo, a Netflix ataca diretamente a TV aberta, as TVs a cabo e a venda de DVDs e aparelhos de blu rays, enquanto o Whatsapp prejudica as empresas telefônicas, o Spotify afeta as vendas de CDs de música e assim por diante. É o que chamamos de disrupção, e basicamente descreve inovações que criam um novo mercado, desestabilizando empresas que antes eram líderes em determinado setor.

Atualmente, essas disrupções estão ficando cada vez mais comuns. Eu citei só alguns exemplos, mas olha só o tamanho que essas novas empresas “disruptoras” representam quando falamos em valor de mercado:

Quando uma empresa investida alcança uma precificação de mercado de 1 bilhão de dólares é chamada de unicórnio, justamente pela dificuldade, até meados de 2013, de encontrar tais sucessos. Mas veja a progressão das empresas-unicórnio a partir de 2009. Impressionante, não é? Também podemos ver que grande parte dessas empresas são de tecnologia.

Quando olhamos para o mercado brasileiro, vemos obviamente um movimento de disrupção com muito menos força do que o mercado internacional, mas também com certo avanço significativo.

Ecossistema de startups de fintechs no Brasil em agosto de 2015

 

Ecossistema de startups de fintechs atualmente

Startups que receberam investimentos no Brasil

Você já deve ter percebido o tamanho do problema. Com este movimento, grandes empresas, muitas delas com décadas de idade, estão tendo seus negócios ameaçados por muitas novas entrantes, que chegam com uma nova proposta e conquistam o mercado com facilidade. Em alguns setores esse problema é mais crítico, em outros menos, mas todos entenderam que se não se movimentarem e trabalharem de maneira diferente estarão fadados ao fracasso, ou pelo menos a uma perda considerável de fatia de mercado para novos entrantes ou concorrentes que fizeram modificações estruturais mais cedo.

 

É aí que chegamos à famosa transformação digital, que visa realizar essas alterações, grande parte delas estruturais, para aos poucos começarem a aumentar a competitividade no novo mundo digital. Em um artigo chamado “Product For Legacy Companies”, Marty Cagan foi taxativo (tradução livre): “Para a maioria das empresas, estabelecer uma verdadeira competência de tecnologia para o cliente é a única coisa importante para garantir a sua sobrevivência, mas claramente alguns deles nem sequer percebem que têm um problema”.

 

E como fazer de fato uma transformação digital? Bom, a resposta não é simples, mas passa (e muito), por um processo de transformação cultural e muitas vezes por mudanças estruturantes. O primeiro passo é trabalhar utilizando uma metodologia ágil de desenvolvimento, que por natureza vai deixar o seu negócio iterativo e incremental. De acordo com uma pesquisa recente da Bizagi, a resposta às expectativas dos clientes é um dos principais motivos para as empresas adotarem a transformação digital. E nada melhor do que testar com o próprio cliente para atender suas expectativas, certo? O propósito de trabalhar de forma ágil é testar hipóteses a todo momento, o que facilita a adaptação e aumenta as chances de sucesso.

O segundo ponto é ter visão de produto e parar de falar em projetos. Enquanto um projeto tem começo meio e fim, um produto está em constante adaptação. Afinal, seus usuários e clientes mudam de expectativa o tempo todo. Certo? Para isso, a maneira de trabalhar dos times deve ser redefinida. Precisamos ter times multidisciplinares, com pessoas de diversas habilidades trabalhando juntas nas várias frentes de desenvolvimento. Por fim, precisamos medir tudo isso e estabelecer metas que façam sentido para o seu negócio, adaptando-as de acordo com a necessidade e a expectativa do usuário final.  

Quando resumimos assim parece fácil implementar essas alterações, mas apenas com o tempo e muitas iterações as coisas começam a fazer sentido e funcionar melhor. A transformação digital é um processo longo e doloroso, no qual muitos erros são cometidos. A boa notícia é que todos eles podem (e devem) ser transformados em aprendizado, mas isso é assunto para outro post. Ficou alguma dúvida ou tem algo a dizer? Aproveite os campos abaixo! Até a próxima.

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