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Alguns números da agilidade

  • Blog
  • 16 de Agosto de 2017
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Se você acompanha a Concrete há algum tempo já deve saber que defendemos ágil no desenvolvimento de software com unhas e dentes. Afinal, já tivemos nosso período negro de waterfall e descobrimos empiricamente que não funcionava. E vimos isso lá em 2006, quando ninguém estava falando sobre isso no Brasil. Hoje, porém, é praticamente consenso que no ambiente de tecnologia é preciso ser ágil para ser competitivo. Afinal, é assim que diversas empresas do Vale do Silício trabalham e foi assim que elas chegaram ao Brasil com força.

Mas como foi que isso mudou? Bom, o estudo mais famoso sobre o sucesso no desenvolvimento de software é do The Standish Group, publicado em 2012, que mostra que os projetos ágeis têm 3x mais sucesso do que os projetos waterfall.

O estudo usou como parâmetro as variáveis tradicionais de waterfall, que são escopo, prazo e custo, e avaliaram os projetos conduzidos entre 2002 e 2012 em todo o mundo, mas mais especificamente nos EUA e Europa (85%). Trezentos CIOs de empresas de grande, médio e pequeno porte foram entrevistados mensalmente, respondendo perguntas sobre qualidade, gestão de projetos e entregas. O resultado você pode acessar aqui.

Entretanto, a mesma organização havia mostrado em 2002 que mesmo que um projeto cumprisse prazo, escopo e custo, ou seja, considerado um sucesso, ainda assim entregava 64% de features que nunca ou raramente eram usadas, e apenas 20% das features desse produto de sucesso eram usadas sempre ou frequentemente. É claro que os críticos tentaram rebater o estudo argumentando que foi feito com base em poucos dados e que estava desatualizado. Então, o The Standish Group realizou em 2014 uma nova pesquisa para reafirmar o que já havia dito: 80% das features e funções criadas em um produto digital de sucesso têm pouco ou nenhum valor.

Então, um ano depois o Standish Group decidiu redefinir o que era sucesso para um conceito mais moderno. Em vez de considerar apenas as variáveis de prazo, custo e escopo, em 2015 a organização decidiu considerar também a satisfação, medida pelos usuários e sponsors dos projetos. Neste post, o grupo de pesquisa explica que a decisão foi tomada com base em muitas pesquisas, trabalho e entrevistas. E essa mudança fez com que a taxa de sucesso da agilidade subisse um pouquinho, para 39% contra 11% em waterfall.

Dados deste mesmo relatório mostram que projetos Agile em larga escala têm 6x mais sucesso de acordo com a definição moderna, ou seja, considerando a satisfação do usuário. No mesmo ano, o Standish Group comparou dois grandes projetos de software parecidos em duas empresas diferentes: uma delas com um ambiente waterfall e a outra com um ambiente ágil e lean. O estudo foi chamado de “Money Pit: o verdadeiro custo de um projeto”, e o resumo dele você pode ver neste post.

Quais foram as conclusões? O projeto ágil custou quatro vezes menos, deu retorno 10 vezes mais rápido e apresentou alta satisfação do usuário, enquanto o outro teve, além da baixa satisfação, features não entregues no tempo previsto.

Alguns ainda podem argumentar dizendo que todos os estudos usam “Agile” em vez de “Scrum”. Entretanto, 90% dos times ágeis usam Scrum, de acordo com uma pesquisa de 2013 da Forrester. A metodologia mais próxima da liderança é Kanban, utilizada por 42% do entrevistados, enquanto o XP é usado por 30%.

Concluindo, se vivemos em um cenário de grande valorização do usuário, considerando que a expectativa e os feedbacks dele são os principais nortes para a construção de um produto de sucesso, temos provas mais que concretas de que o ágil é a solução mais indicada para o desenvolvimento de produtos digitais. Nós da Concrete ainda acreditamos que para uma efetiva transformação digital além da agilidade é necessário organizar a companhia de acordo com uma visão de produto e uma engenharia robusta. Só assim poderemos competir em pé de igualdade (ou o mais próximo disso) com nossos amigos do Vale do Silício.

*Se você quiser saber mais, aqui tem mais de 30 estudos de caso de implementação de Scrum em várias companhias, e aqui tem mais algumas informações sobre a história do Agile.

*Agradecimentos especiais ao Victor Oliveira e ao Charles Bradley; além do grupo de Professional Scrum Trainers que compartilharam esses dados conosco.

Se você também gosta de compartilhar conhecimento e quer fazer parte do nosso time, acesse aqui. Mas se você precisa de ajuda para sua estratégia e quer saber mais sobre nossos times e produtos, entre em contato.