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Por que “designer de produtos digitais”?

  • Blog
  • 20 de Setembro de 2017
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Com a evolução da nossa jovem profissão, que historicamente acompanha a evolução da tecnologia e das formas de se fazer negócio, de tempos em tempos surgem expressões e termos novos que têm por intuito melhorar a compreensão do que fazemos. Por outro lado, cria-se uma certa confusão com termos estabelecidos (ou nem tanto) e a falta de consenso sobre eles.

Aqui na Concrete, onde somos algumas dezenas, isso é sempre pauta de conversas. Afinal, precisamos nos comunicar com o mercado e com a comunidade, que inclui os candidatos para as vagas que abrimos. Com trajetórias e formações diferentes, qual seria o melhor nome para nos descrever?

Fazemos, hoje, produtos digitais. Logo, nada mais natural do que sermos chamados de Designers de Produtos Digitais. É um nome longo, mas é um nome certeiro. Desenvolver um produto digital requer pensar em estratégia, pesquisa, arquitetura da informação, interação, visual… conhecimentos e habilidades fundamentais para atuar nesse campo.

E UX Designer? Experiência do usuário é um termo amplo, que extrapola o digital. Usuários não interagem apenas com dispositivos digitais. Um designer de serviços não projeta buscando a melhor experiência de um usuário? E UX/UI? A interação com a interface do usuário (UI) não compõe a experiência do usuário? E Designer de Interação, termo que se popularizou a partir da disciplina Interação Homem-Computador (HCI), é abrangente o suficiente para o que fazemos?

Estas são algumas das questões que consideramos ao buscar uma definição que fizesse sentido.

Outros pontos, até mais importantes, surgem quando falamos de produto e métodos ágeis e enxutos. Ter um pensamento de produto significa ter uma visão abrangente sobre como uma solução é concebida e como ela é entregue, sem esquecer que um produto digital nunca é finalizado, está sempre em evolução.

Trabalhando no contexto de agilidade, no qual rodamos em ciclos curtos de iteração e incremento, com times multidisciplinares (analistas de produto, designers e engenheiros, juntos no mesmo time), é importante que o profissional atue de forma completa. Assim, evitamos a superespecialização e a departamentalização, o que fatalmente nos levaria a trabalhar em cascata. E trabalhando em cascata perdemos a alta capacidade de adaptação a novos cenários e a coragem de buscar inovação (falhar rápido e aprender com isso). Acreditamos que a prescrição de soluções ficou para trás e a agilidade e o aprendizado contínuo são um caminho sem volta.

Por fim, entendemos que é importante descolar o termo “experiência do usuário” do designer, pois a responsabilidade de defender esse conceito é de todo o time, afinal decisões tomadas por POs e desenvolvedores também têm impacto na experiência. Tende-se a aumentar o interesse e a empatia dos não-designers pelo usuário e unir ainda mais o time em torno dos objetivos.

Chegar em um nome não foi tão difícil, mas na prática temos alguns desafios, principalmente no encaixe do perfil do designer com o perfil do projeto. Ser um designer de produtos digitais sem lacunas de conhecimento significa ser um designer sênior, com bastante estrada percorrida. Por isso a necessidade de fomentarmos um mindset e um ambiente de aprendizado contínuo. É importante também buscar a diversidade de trajetórias e assim estimular a troca de conhecimento variado buscando a evolução de todos os designers da empresa. O que acha? Tem algo a acrescentar? Aproveite os campos abaixo!

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