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Como foi o Velocity NY 2017

  • Blog
  • 10 de Outubro de 2017

Na semana passada, avisamos aqui no Blog que estava rolando o Velocity 2017, o principal evento voltado à comunidade DevOps de forma desvinculada. Se você quiser saber mais sobre o evento, só clicar aqui. No post da semana passada tem algumas coisas legais que já havíamos assistido. Hoje, vamos continuar falando sobre o que rolou no restante do evento, que terminou no dia 4 de outubro.

Como já era de se esperar, tivemos mais algumas apresentações excelentes:

• Event Sourcing on a Global Scale: Netflix Downloads
Joseph Breuer (Netflix) e Robert Reta (Netflix) contaram que inicialmente pensaram  em bancos de dados relacionais, mas logo viram que não seria possível escalar. Então, escolheram o Cassandra para trabalhar. Segundo eles, foram muitas dificuldades com o Cassandra também até encontrar um modelo que funcionasse.

Eles decidiram modelar o problema com Event Sourcing, e conseguiram trabalhar com apenas duas tabelas (uma com os eventos e outra com os snapshots dos eventos), representando todos os dados que precisavam a respeito de licenças de uso, possibilidade ou não de baixar um vídeo naquele dispositivo, se o vídeo já foi baixado mas a licença liberada e outras situações envolvendo a necessidade de controle de mídias digitais.

Algumas fotos interessantes do material:

Curtiu? Se quiser, você pode ver a apresentação que eles usaram aqui. Também tem post no Blog deles descrevendo todo o processo: aqui está a parte 1 e aqui a parte 2.

• Load balancing, consistent hashing, and locality
Andrew Rodlando detalhou o problema que ele teve ao tentar compatibilizar balanceamento de carga, a efetiva carga do servidor e o Cache Hit Ratio (tentar acertar o cache local do servidor em vez de buscar de um servidor remoto) na Vimeo.

Ele tentou alguns modelos de algoritmos de load balancing sem sucesso até encontrar um paper de algo que parecia óbvio, mas ninguém tinha implementado antes… A história ficou bem interessante quando ele efetivamente implementou o algoritmo no HAProxy, fez o pull request e teve seu algoritmo aceito pelos mantenedores do projeto. A implementação foi feita em menos de 6 semanas, habilitando um novo mecanismo de balanceamento de carga antes indisponível. Esse é o resultado:

Entre os keynotes do último dia, curtimos o ponto de vista de:

• What if serverless was real?, por Nick Rockwall
Já parou para pensar que a adoção de serverless não foi tão grande quanto poderia ter sido? Parte disso está relacionada aos fatores emocionais; as pessoas querem manter o controle da infraestrutura e têm dificuldade para aceitar um modelo de infra no qual não há sequer uma máquina virtual para gerenciar. Nick traça uma linha de raciocínio interessante sobre o assunto, veja aqui.

• The role of open source in a company, por Jess Frazelle e Dino Zovi
Muitos projetos importantes atualmente têm seu código aberto e mantido por uma comunidade. O keynote falou sobre as vantagens desse modelo colaborativo, mas ressaltou também as dificuldades que existem para manter e gerenciar um projeto opensource. Como gerenciar as branches? Como escolher os mantenedores? Como fazer os merges? Como priorizar o trabalho? Como escalar? São tarefas difíceis!

• Mentorship and Sponsorship, por Lara Hogan
Entrando em um tópico pouco abordado, Lara mostrou como gerenciar carreiras de liderados e como crescer na própria carreira com os conceitos de Mentorship e Sponsorship. Veja o vídeo com a palestra aqui.

Nossas Considerações

O Velocity foi um evento muito bacana. Pudemos notar alguns movimentos bem claros durante toda a conferência:

Data Science chegou para ficar. E o que acontece quando uma tecnologia é utilizada em larga escala? A probabilidade de encontrar problemas aumenta, fica em evidência. Sendo assim, vimos diversas empresas compartilhando as técnicas de DevOps (que já são feijão com arroz para desenvolvimento ágil) sendo adaptadas e utilizadas nos ambientes de Data Science, para lidar com Inteligência Artificial e Big Data.

Monitoramento é necessidade básica. O problema é que existem diversas ferramentas, cada uma especializada em uma coisa: New Relic, Zabbix, Nagios, CloudWatch, Google Analytics… uma infinidade. Percebemos que um nicho em evidência no evento foi o de ferramentas que agregam notificações vindas de várias ferramentas diferentes e criam um ticket único para gerenciar o incidente de forma centralizada. Essas ferramentas trabalham com soluções de tracking como Jira, Remedy e outras, mantendo o histórico e dando métricas importantes de funcionamento dos sistemas e aplicações.

SRE é quente. Falamos muito em DevOps em 2016, mas parece que entregar de forma contínua e com qualidade já é desafio superado: o foco dos SREs é disponibilidade, baixa latência, performance, eficiência operacional, gerenciamento de mudanças sem impacto, monitoramento, resposta à incidentes e planejamento de capacidade. UAU!

Se você quiser saber mais:
– Aqui tem bons materiais;
E aqui estão os slides das apresentações deste ano.

Ficou alguma dúvida ou tem algo a dizer? Aproveite os campos abaixo. Até a próxima! =)

Gosta da cultura DevOps e quer trabalhar em times fantásticos? Mande seu currículo pra gente!