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O famoso mínimo produto viável

  • Blog
  • 20 de Dezembro de 2017
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Quando falamos em Transformação Digital em uma empresa de tecnologia, existem vários conceitos e aspectos que devem ser olhados com atenção. Muitas vezes esses aspectos são culturais, e isso é extremamente importante, mas também existem alguns conceitos técnicos que fazem parte do processo. Quando falamos de MVP, ou Produto Mínimo Viável (Minimum Viable Product, em inglês), unimos os dois pontos: cultural e técnico.

Para quem não conhece o conceito de MVP, é o seguinte: a versão mais simples de um produto que possa ser lançada ao mercado ou a um público específico. É importante que ele tenha valor suficiente para um determinado grupo de usuários utilizá-lo e deve proporcionar feedbacks com informações relevantes para guiar os próximos passos do desenvolvimento daquele produto específico. Confuso? Vamos a alguns exemplos:

Facebook

A primeira versão do Facebook, ainda chamada de “The Facebook”, foi lançada apenas em Harvard. A partir do feedback dos usuários, o produto foi mudando e expandindo para um público cada vez maior, que hoje chega a marca de mais de 1 bilhão de usuários. Repare que a “cara” dele não tinha nada de especial, mas mesmo assim os usuários enxergaram valor no seu propósito, tanto que virou um dos maiores sucessos da área de tecnologia.

iPhone 1

O primeiro iPhone foi revolucionário para o mercado mobile, mas era um produto sem muitas funções que hoje são consideradas essenciais. Por exemplo, ele não tinha a função de copiar e colar e precisava do iTunes instalado no computador para ativar o celular, funcionalidades que foram corrigidas na próxima versão. Hoje, são cerca de 50 milhões de usuários do smartphone em todo o mundo, fora todas as outras empresas que copiaram o modelo de sucesso.

O Facebook e o iPhone são casos de MVPs que, em vez de serem desenvolvidos indefinidamente, com um plano pré-definido e buscando o estado da arte, foram colocados em produção em formatos mais simples, que pudessem gerar algum valor e receber feedbacks de seus usuários. Com os aprendizados, as empresas criaram novas versões, entregando cada vez mais e aos poucos um produto aderente às necessidades dos seus clientes.

Entendido o conceito, vamos retomar o cenário da transformação digital e explicar porque o MVP é tão importante. Em grandes corporações, normalmente uma iniciativa de transformação digital nasce com muitas desconfianças e “implicâncias”. Existem pessoas com medo de perder o emprego ou poder, pessoas que não acreditam na abordagem, pessoas que sentem medo da mudança e se sentem mais confortáveis na maneira que sempre trabalharam, entre diversas outras questões.

Um dos grandes objetivos de se implementar a transformação digital é ganhar o máximo de apoio político desde cedo, e isso só acontece quando as pessoas, de fato, enxergam valor no que está sendo gerado. Não preciso dizer que se o valor for enxergado rápido, melhor. Certo?

Além disso o processo de transformação digital tem um componente de mudança cultural muito forte. Desde o início é preciso entender que podemos ter uma ótima ideia do produto que nosso cliente vai querer, mas ele é a melhor pessoa para dizer qual é o melhor produto para ele. Muitas empresas perdem tempo desenvolvendo produtos maravilhosos, que demoram anos para serem desenvolvidos e que quando são levados ao mercado ninguém quer.

Para resolver essa questão, é necessário saber implantar o processo de build, measure, learn (ou construa, meça e aprenda). Esse ciclo vai oferecer insumos para evoluir o produto na direção correta.

Ou seja, errar faz parte do processo de aprendizagem, e vai levar o seu produto a um patamar superior. O que é preciso é aprender o mais rápido possível e evitar desperdício, para que suas perdas no erro não sejam significativas. Quando esses pontos são entendidos, o conceito de MVP e porque ele é importante para o processo de transformação digital fica muito mais claro e você enxerga como projetos com escopo fechado e waterfall não fazem muito sentido.

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