Concrete Logo
Hamburger button

O filme Matrix e os paralelos com a agilidade

  • Blog
  • 3 de Janeiro de 2018
Share

Podemos observar em algumas organizações um ambiente parecido com o filme Matrix: escuro, com uma máquina inteligente que escraviza, falta de empatia, grande influência, controle de pessoas, muito ego e manipulação. Entretanto, trabalhar em equipe e acabar com a concorrência interna são ferramentas primordiais para conseguir espaço no mercado. “Mas eu só posso lhe mostrar a porta, você é quem tem que atravessá-la” – usando uma frase do filme, os indivíduos devem buscar conhecimento para fazer a sua parte na busca do objetivo maior.

Muitas vezes, as competências dentro das empresas são silos e os recursos estão desalinhados, o que faz com que a inovação não aconteça rápido o suficiente. O que acontece é: quando um dos colaboradores tem ideias para melhorar determinado setor ou projeto e explica isso ao seu gerente, a resposta normalmente é “sempre funcionou dessa forma, então não vamos mudar” acompanhada normalmente por longas cadeias de raciocínio e marcadores de discurso, assim como alguns personagens de Matrix.

Por que você persiste?” é uma das primeiras coisas que um gerente tradicional pensa quando reconhece a insistência de colaboradores com boas ideias, que acaba muitas vezes inspirando outros funcionários. Essa insistência pode até frustrar gerentes e fazer com que as avaliações sobre esse tipo de colaborador sejam negativas.

Agentes Smiths

Outra analogia entre ambientes profissionais e o filme Matrix são os “agentes Smiths”, aqueles que explicam que as primeiras versões desta matriz foram perfeitas e por isso não precisam melhorar nada. É claro que as habilidades deste tipo de gerente são necessárias, mas não suficientes. Muitas vezes, a inovação é vista como ameaça para o futuro destes profissionais, o que acaba no não-reconhecimento de colaboradores com espírito de liderança e inovação.

Para mudar esse quadro, é necessário que os colaboradores sejam incentivados a pensar por eles mesmos e se autogerenciar. É incentivando o livre pensamento que as empresas podem se preparar melhor para enfrentar o cenário ultracompetitivo que existe atualmente. Ao contrário, em ambientes que incentivam o “comando e controle” as pessoas têm medo de pensar e agir por conta própria. “Cedo ou tarde, você vai aprender, assim como eu aprendi, que existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho”.

Mas e se todos nós pudéssemos aprender a agir, pensar e se comunicar como os líderes que nos inspiram? E se alguns destes líderes estivessem trabalhando na mesma empresa que nós? Assim são formados os times multidisciplinares, que ajudam as pessoas a desenvolver habilidades específicas em busca de um propósito.

Programas de formação de nível empresarial para jovens líderes possibilitariam a eles uma visão de toda a empresa e uma exposição de valor inestimável para a seleção de líderes empresariais, que poderiam trabalhar em diferentes áreas funcionais da empresa. Um líder que passa sua carreira preso em uma única unidade, ou ao mesmo tipo de projeto, terá uma perspectiva insular.

Minimizando a probabilidade de naufrágio

Os líderes mais antigos, acostumados à velha ordem hierárquica e às burocracias que minam o espírito competitivo da empresa, agora estão diante de um mar de mudanças tecnológicas, mas sempre existe a possibilidade de minimizar a probabilidade de naufrágio.

Por exemplo, identificando lacunas de competências e corrigindo-as. As mais comuns são empatia, gestão de conflitos e autoconhecimento, capacidades que podem ser adquiridas e melhoradas. É importante também não tentar usar hierarquia ou influência para resolver problemas, a autoridade formal sobre membros do time pode trazer vários tipos de transtornos. “Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para despertar. E muitas delas estão inertes, tão desesperadamente dependentes do sistema, que irão lutar para protegê-lo”.

É importante também resistir à tentação de escalar problemas para hierarquias superiores, tentar resolver conflitos e escutar os problemas do time, analisando todos os pontos, é o ideal nesse novo ambiente. Por fim, a falta de expressão facial pode ser muitas vezes mal interpretada, destruindo a confiança. Por isso, é preferível lidar com problemas emocionais face a face, e não por meio de email ou mensagens de texto.

Não pense que é capaz, saiba que é”. Todas essas habilidades ou a falta delas podem ser identificadas, desenvolvidas e afinadas. Os resultados revelam uma convergência notável em direção a um conjunto de objetivos, princípios e valores que são notadamente diferenciais no ambiente atual.

Concorda, discorda ou tem algo a dizer? Aproveite os campos abaixo.

Quer trabalhar em um time verdadeiramente ágil? Clique aqui.