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Uma proposta de framework para a Transformação Digital

  • Blog
  • 9 de Janeiro de 2018
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Muito se tem falado sobre o processo de transformação digital em empresas de grande porte. Afinal, a ameaça de empresas como Facebook, Airbnb, Apple, Netflix e outras gigantes do Vale do Silício está cada vez mais próxima e ninguém quer ficar para trás. Entretanto, nem sempre uma empresa está preparada para se tornar digital e como é uma ideia bastante nova, poucos experimentos estão sendo realizados no sentido de definir essa maturidade.

Isso não significa que isso não seja importante. Por isso, vamos conversar neste post sobre uma abordagem metodológica para implantação de uma transformação digital em empresas de grande porte. São testes que estamos realizando na Concrete e que aparentemente seguem o que há de mais inovador no meio tecnológico.

O framework que criamos é formado por três times. São eles: estruturantes, de execução e de transformação. Membros de todos eles participam de um comitê, que tem como objetivo sincronizar entre todos os times a direção da iniciativa de transformação digital. O comitê trabalha com a troca de ideias contínua para que os esforços caminhem na mesma direção, e pode ter sua configuração alterada conforme as atividades.

Este comitê pode, ao longo do processo de transformação digital, ter a incorporação de novos membros conforme o início de atividades dos times.

Time de Consultoria

Primeiro time a ser criado no processo de implantação da transformação digital, o Time de Consultoria tem como principal função fazer uma análise da maturidade digital da empresa, descobrindo as lacunas a serem preenchidas. O time é composto por membros de várias áreas de atuação e tem como direcionador principal das ações o Program Manager. Importante observar, porém, que o PM é o direcionador, mas não o decisor principal sobre a direção do time. Essas decisões são tomadas de forma consensual. No modelo de consultoria, como é o da Concrete, é importante que o cliente envolvido no processo tenha um representante neste grupo para que o mapeamento seja mais eficaz.

Time de Consultoria

Normalmente, assim que o processo de avaliação começa, surgem várias iniciativas que são direcionadas para determinados times, tanto do cliente quanto da Concrete. Pode-se recomendar, por exemplo, treinamentos focados em agilidade, gestão, produtos digitais, experiência do usuário ou engenharia, entre outros.

Times Estruturantes

O foco dos Times Estruturantes é a engenharia. Definidas as lacunas técnicas da empresa, é importante começar a estruturar quais serão os fundamentos do novo pipeline de desenvolvimento de produtos. Normalmente são acionados três tipos de times estruturantes: Quality Assurance (QA), focado em automação de testes; DevOps para automação de infraestrutura; e Design, que define a linha de trabalho gráfico.

Times Estruturantes

Times de Execução

Este é o time “Squad”, que apresentamos no capítulo 2. É ele quem vai realmente implementar, criar e desenvolver os produtos. Tem como premissa ser um time multidisciplinar, com todos os papéis necessários para entregar um produto de ponta a ponta.

Time de Execução

Fases da transformação digital

Do ponto de vista de um Time de Execução e considerando a complexidade de um produto digital e a consequente imprevisibilidade inerente a projetos com alto número de variáveis desconhecidas, é recomendável que a transformação digital, ou criação de um primeiro produto, passe por três fases: preparação, estratégia de produto (dividida em imersão e imersão interna) e execução.

A fase de Preparação dura cerca de 20 dias e sua principal entrega é a redução de riscos no projeto. A fase de Estratégia do Produto é desenvolvida em torno de duas semanas e as suas principais entregas são a visão do produto e o backlog inicial. Por sua vez, a fase de Execução é desenvolvida em N ciclos de duas semanas e as suas principais entregas são o próprio produto e o aprendizado adquirido durante todo o processo.

Visão geral do processo

A fase de preparação normalmente foca na compreensão do problema a ser resolvido, envolvendo o estudo de processos, comunicação, governança, tecnologia, design e negócios. O trabalho efetivo se dá por reuniões, calls e checklists entre Product Managers e gerentes dos chapters envolvidos no produto.

Fase de Preparação

 

A fase de estratégia de produto, por sua vez, é dividida entre Imersão e Imersão Interna. A imersão dura cerca de uma semana e se baseia em dinâmicas para alinhamento entre as partes, definição de visão de produto, objetivos, problemas a serem resolvidos e priorização de backlog de épicos. Como exemplo de dinâmicas, podemos citar o mapeamento de personas e o elevator pitch para entender a visão e os objetivos do produto. Para avaliar o produto em si, são muito usadas as dinâmicas de jornadas de uso, user story mapping, matriz de esforço x valor e release plan de épicos, por exemplo.

A fase de imersão interna tem duração estimada em uma semana e seu objetivo é refinar o backlog para a primeira sprint e identificar novos riscos a serem mitigados. Provas de conceito que visem a mitigação de riscos também podem fazer parte de itens do backlog. Além disso, a definição, pelo time técnico, de uma arquitetura preliminar de infraestrutura e aplicação do que poderá sofrer alterações ao longo do projeto

Detalhe da fase de estratégia de produto

Fase de Execução Dual Track

Aqui começa a execução, com base no refinamento do backlog produzido. Seguindo a priorização definida na etapa anterior, criamos Proofs of Concept (POCs) presentes no backlog e continuamos refinando a produção do backlog para as próximas duas sprints, considerando estimativas completas e épicos não refinados do MVP.

Ao final desta etapa, o time será capaz de mostrar uma estimativa para o desenvolvimento do MVP de forma mais assertiva. Em função da complexidade das PoCs, essa fase pode ter que ser estendida.

Detalhe da fase de execução

É claro que é esta fase que produz o maior número de entregáveis. Dentre eles o backlog de épicos, o refinado de Product Backlog Items (PBI), protótipos navegáveis, arquitetura preliminar de infraestrutura e aplicação, mapeamento de riscos, incremento de software entregável da primeira sprint, etc.

Para finalizar, cabe ressaltar que este é apenas um teste de framework que ainda estamos aplicando e recebendo feedbacks interessantes. Porém, cada empresa tem suas peculiaridades, e como já dissemos antes, o empirismo é fundamental para a evolução do produto e dos processos empregados em uma transformação digital. Cabe a nós se manter em constante movimento.

Ficou alguma dúvida ou tem algo a acrescentar? Aproveite os campos abaixo!

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