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Convencendo a sua empresa a ser ágil

  • Blog
  • 18 de Janeiro de 2018
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Atualmente, aqui na Concrete eu tenho lidado com vários clientes, de diferentes segmentos, tentando começar o movimento que eles chamam de “Transformação Digital” ou “Digital”.

Essas duas palavras vêm ganhando importância e, ao mesmo tempo, sendo subjugadas.

Vamos do básico: a transformação, como conceito, tem como objetivo sair de um estado para o outro. Sendo assim, adotar alguma metodologia ágil se torna realmente possível… mas será que é simples? Com certeza não. Nos cenários que tenho vivido sempre nos deparamos com um aspecto determinante: as pessoas. Precisamos levar em consideração que existem anseios, objetivos e metas e que estes princípios são determinantes para o início de uma transformação.

Mas o que devemos considerar para de fato iniciar uma transformação, sendo uma iniciativa top down ou bottom up? Na minha opinião, são três aspectos: mindset, cultura organizacional e um ambiente de transição. Vamos entender cada um deles?

Falando sobre mindset, caímos em dois tipos:

Pessoas com um mindset de crescimento podem ser definidas como aprendizes, ou seja, estão aptas a evoluir por meio de feedbacks, críticas e com esforço direcionado para resultados. Já as pessoas com mindset fixo não acreditam em mudanças, são resistentes a feedbacks e acreditam que nunca vão mudar. Já deu para perceber qual mindset é necessário se você quer promover uma transformação digital, certo?

Sobre cultura organizacional, vamos começar com o conceito.

Cultura organizacional é um sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os níveis, que diferencia uma organização das demais. Olhando para esta definição e fazendo uma reflexão, como é possível aprender novos valores antes de desaprender os antigos? Neste aspecto, ficou evidente para mim que muitas pessoas ainda não se enxergam com eficácia em sua própria cultura e isso é determinante para o não compartilhamento de valores relacionados à transformação digital.

O último aspecto, mas não menos importante… Ter um ambiente de transição claro para todas as pessoas.

Esse ambiente precisa situar e envolver as pessoas, mostrando que há algo maior. Esse posicionamento traz à tona um ponto extremamente sensível: o senso de propósito. É ele que deve promover um direcionamento e uma mudança de atitude, mantendo as pessoas engajadas para que elas sejam um exemplo da mudança mesmo sabendo da complexidade e das incertezas do caminho.

Complementando, é fundamental que gestores e líderes saibam a importância de serem referências iniciais desse processo de transformação, sem priorizar hierarquias e criando um ambiente saudável de trabalho. Ter um agile coaching para dar uma visão atual de como endereçar esses aspectos também pode ser determinante no apoio a essa transição.

Pegando como gancho o conceito de transformação e fazendo uma alusão a essa realidade nas empresas, começo a refletir sobre os “estados”. É óbvio que estamos lidando com resultados e isso pode determinar o sucesso ou não da mudança. Voltar para o jeito antigo em meio a isso é tentador, ainda mais se você estiver falhando. É nessa hora que devemos pensar “pequeno”.

Por que não iniciar a adoção de forma suave, entendendo e moldando os problemas e sendo efetivo na resolução? Abrindo um parênteses aqui: não estou dizendo que você vai se deparar apenas com problemas, mas no cenário de mudança alguns aspectos vão ficar expostos, e isso pode causar um tremendo desconforto.

Na minha opinião, esse me parece um caminho que propicia sustentabilidade e que gera nas pessoas uma sensação de que de fato é possível mudar. Afinal, fazer com o que o time seja a grande estrela é o causador de um futuro melhor.

Concorda, discorda ou tem algo a dizer? Aproveite os campos abaixo! Até a próxima.

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