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Ágil é sinônimo de confiabilidade

  • Blog
  • 2 de Abril de 2018
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Somente se usarmos a estrutura de algum framework de agilidade, como manda a cartilha, teremos uma melhora durante a resolução dos problemas encontrados nos projetos e, consequentemente, no progresso das equipes. Não respeitando esta regra, usando apenas as partes de algum framework ou nada do mindset ágil, podem surgir gaps no decorrer do processo, problemas dentro das equipes e também retrabalho.

E quando se ignora uma ou outra etapa proposta pela metodologia ágil, os problemas nos projetos se estendem, criando uma cultura da incerteza, com direito a muita dor de cabeça e desperdício. E é nesssa hora que vemos como é importante a figura do Scrum Master ou do Agile Coach para promover mudanças colaborativas e, assim, fazer a sprint seguir.

Falando assim, pode parecer fácil, mas ser ágil requer disciplina e coragem. Atualmente, de acordo com um estudo feito por ninguém menos do que Ken Schwaber, 75% das organizações que usam algum framework de agilidade não vão conseguir obter os benefícios que eles esperam.

Dito isso, eu pergunto: você se sente preparado para os desafios desse novo ambiente propício para o desenvolvimento de projetos?

Muitos executivos dizem que sim e aceitam o fato de que metodologias ágeis dão certo se inseridas corretamente em organizações que buscam uma mudança real, já que, além de fornecer um ROI excelente, elas se tornam um diferencial competitivo. Claro, levando em consideração de que cada organização é diferente por terem diferentes modelos de negócios, produtos e ofertas de serviços, por operarem em diferentes mercados, com alto grau de risco e incerteza e ainda por enfrentarem diferentes desafios macros e micros.

Para evidenciar melhor como funciona o Agile, dê uma boa olhada na imagem acima. O eixo horizontal mostra que o grau de certeza está relacionado à causa e efeito; nele podemos perceber que ficamos bem perto de saber quais causas e vínculos de experiências passadas podem nos ajudar a planejar ações futuras. E com um alto grau de certeza, podemos esperar um resultado positivo.

Já no eixo vertical (Y), vemos que não há concordância alguma sobre a solução do problema ou qualquer certeza sobre sua causa e efeitos. Nessa região dá para perceber que não existe um Scrum Master ou Agile Coach para ajudar no andamento do processo, prevalecendo o caos e a anarquia. Também pode acontecer de ter alguém exercendo um desses papéis, mas sem autonomia para ajudar a equipe.

Entre os extremos dos eixos, você pode perceber, que há uma grande área chamada zona de complexidade, que é totalmente imprevisível. Nessa área, você não pode especificar os detalhes do produto antecipadamente, nem concordar com esses detalhes com alto grau de precisão, pois essas condições exigem um ambiente colaborativo entre o usuário e o time de desenvolvimento (desenvolvedores + QA). Nesse caso, a melhor abordagem é ter um Scrum Master ou Agile Coach que seja proativo e saiba priorizar as tarefas com o intuito de reduzir a complexidade.

Esse profissional tem que saber ainda o que é mais importante para a empresa: se é ter alguém com visão orientando a equipe ou deixar que cada colaborador use o modelo agile que preferir; o gestor ainda precisa decidir se quer levar o processo de um projeto em ciclos longos (meses) ou curtos (dias, semanas), ou seja, se deseja integrar um modelo tradicional e sequencial ou um exploratório que enfatize a agilidade e a velocidade.

A mudança cultural traz consigo a cultura de confiança, da colaboração (passando de single skill e partir para um multi skill), da propriedade coletiva e do aprendizado. Sem esquecer da sinergia e da integração no time, indispensáveis para que o Agile seja sinônimo de confiabilidade.

Quer saber mais sobre a nossa cultura e como nossos times trabalham? Dá uma olhada no nosso Blog.