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Como foi o MeliXP 2018

  • Blog
  • 26 de Setembro de 2018

No mês passado (agosto), participei em São Paulo da terceira edição do Mercado Livre Experience (MeliXP), uma conferência promovida pela parceria entre o Mercado Livre (Meli) e a Developer Conference (DevConf). A ideia é trazer ao público a chance de se inteirar sobre plataformas, ferramentas e políticas do Meli e também a oportunidade de interação entre desenvolvedores, vendedores e parceiros.

Foram quatro as trilhas do evento: Inovação e Negócios, Universidade Mercado Livre (UML), Desenvolvedores e Workshops. Como sou desenvolvedor, meu foco foi a trilha de Desenvolvedores, que por sua vez se dividia em duas: Developers 1 (Ecomm), que teve como tema principal as tecnologias e ferramentas para inovação em E-Commerces, e a Developers 2, que focou na API do Meli e em tecnologias voltadas para o perfil de vendas.

A primeira palestra da trilha Developers 1 foi sobre “Aplicações Descentralizadas com Blockchain”, sob o comando de Henrique Leite, desenvolvedor de software no Mercado Livre. Em uma apresentação clara e objetiva, ele usou como exemplo players como Uber e Yellow e o sistema de cartórios brasileiro para explicar sobre descentralização de software, falando sobre o conceito e a aplicação do blockchain neste contexto.

Na sequência tivemos Ricardo Grobel, co-fundador e CTO da Harlio, falando sobre “O que teremos além dos ChatBots para o e-commerce? ”. Na palestra, ele falou sobre os desafios e as possibilidades da implementação e implantação de chatbots em e-commerces, colocando o seu ponto de vista que diz que chatbots não serviriam para substituir completamente outros canais ou funções de interface. Segundo ele, ainda, os bots teriam sua própria área de ação, agregando ao negócio. Ricardo ainda falou sobre suas experiências e uma delas me chamou atenção: a dica diz que na construção de chatbots nem toda interação deve ser por meio de texto aberto, em geral os usuários preferem clicar em um botão com a informação em vez de escrever essa informação.

Na terceira apresentação acompanhei Marcel Leal, consultor e evangelista de gamification, que trouxe a pergunta: “você já sabe o que é gamification?”. Com uma conversa muito descontraída, Marcel mostrou que a gamificação está embutida no nosso dia a dia e que só não conseguimos defini-la como conceito. Ele citou, por exemplo, os programas de milhagem das empresas aéreas, que há muitos anos já fazem o que pensamos ser um conceito novo, e tentou classificar a subjetividade de perfis de usuários, que segundo ele mesmo não há maneira de modelar uma pesquisa direta para esses perfis, só é possível identificar com entrevistas e estudos de caso. Marcel ainda trouxe cases de sucesso em apps que foram criados ou receberam melhorias relacionadas a gamification.

Depois do almoço quem assumiu o microfone foi Victor Shinya, developer advocate e responsável pelo engajamento de Startups e Comunidade na IBM, com o tema “Como a inteligência artificial pode ajudar no comércio eletrônico?”. Victor falou sobre o IBM Watson e suas capacidades para incrementar as ferramentas de e-commerce. Entre elas tem o Watson Commerce, que por meio por meio de seus recursos cognitivos consegue, por exemplo, mapear problemas dos clientes em suas experiências online ou organizar, automaticamente, como os produtos serão apresentados.

Depois de toda essa experiência, fugi um pouco da trilha de Developers e fui para a trilha de Inovação e Negócios. O Fabio Coelho, VP global e presidente da Google Brasil, falou sobre “A Era da Assistência”, apresentando os caminhos pelos quais passamos até onde estamos e como a combinação de marketing e machine learning tendem a revolucionar paradigmas, além de como o marketing deverá se adaptar para as necessidades de clientes empoderados que vivem micro-momentos, nos quais as necessidades não têm mais hora marcada para se manifestar.

De volta a trilha de Developers, acompanhei Alessandro Jannuzzi, diretor de engenharia e inovação na Microsoft, com tema “Desenvolvimento Rápido e Ágil Usando Containers e Plataformas”. A apresentação foi acelerada, principalmente devido à densidade do tema, mas Alessandro consegui falar basicamente sobre como a Microsoft enxerga todo o contexto de DevOps e quais ferramentas ela dispõe para desenvolvimento conteinerizado. Foi uma exibição recheada de conteúdo, que graças a alguns minutos a mais teve a oportunidade de mostrar um case do Diário Oficial da União (DOU), que hoje só é publicado de forma digital e que, com um trabalho de interpretação dos diários antigos, hoje pode gerar um grafo ligando as leis às suas citações e alterações.

Para encerrar o dia, acabei fugindo novamente da trilha de desenvolvimento. Como no último ano tenho trabalhado com o setor financeiro, pareceu interessante assistir à apresentação da Marlei Silva, Head de Serviços Financeiros no Mercado Pago, que substituiu Túlio Oliveira, diretor-geral do MercadoPago no Brasil, no comando da palestra “Vida sem bancos”. Numa apresentação quase nostálgica, usando o Jogo da Vida como referência para mostrar o seu ponto de vista, dividiu em etapas as interações com bancos e como substituí-las para que possamos usar a tecnologia para quebrar barreiras e transformar o setor financeiro. Ela falou principalmente das fintechs financeiras e como as atuais interações digitais afetam o paradigma bancário no país.

Foi um dia bem produtivo, tive acesso a muito conteúdo e também a oportunidade de interagir com pessoas referências em seus segmentos. Fiquei impressionado com a diversidade da platéia das palestras que assisti… Era fácil ver alguém que não era técnico participando da palestra sobre blockchain, por exemplo, e quando Januzzi perguntou no início de sua apresentação quais os papéis das pessoas presentes no auditório, havia sim uma maioria técnica, mas várias pessoas eram de negócios. Com isso, acredito que o objetivo principal da conferência foi atingido.

E você? Estava lá? Quer contar como foi? Aproveite os campos abaixo! Se tiver alguma dúvida, também. =) Até a próxima!