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Saiba como foi o ILA: nossos Product Designers estiveram lá

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  • 11 de Janeiro de 2019

Um terço do capítulo de Design da Concrete, contando com CSers do Rio, São Paulo e Recife, conferiu as novidades apresentadas na 10ª edição do ILA (Interaction Latin America), a maior conferência de design do hemisfério sul, realizada em novembro de 2018 aqui mesmo, na Cidade Maravilhosa. Além de muito papo produtivo, a recepção feita por nós da Concrete Rio para os CSers das outras sedes foi bem carioca, com direito a biscoito Globo, acampamento na casa do product designer Bruno Galliez, almoços em grupo e bolos de chocolate. Vale lembrar que o evento reuniu 1700 pessoas, inclusive vindas de fora do Brasil.

Só faltou o mate para completar o kit de boas-vindas feito para o time de SP e Recife

No primeiro dia de ILA, os artigos da comunidade e cases de mercado invadiram o bem bolado palco, onde várias talks simultâneas tratavam assuntos diversos, o que tornou o evento bastante dinâmico. UX, AI, métricas, liderança e acessibilidade foram os destaques pelo que sondei nos corredores do evento, afinal eu estava em casa e reencontrando vários amigos e profissionais do mercado fora do Rio. De fato, exibir cases de mercado contando as experiências, dores e conquistas dos times de design é algo que torna o evento cada vez mais interessante tanto para quem já está na área, quanto para quem quer ingressar nela.

O segundo e terceiro dias foram com as palestras “core” do evento. Vários profissionais de renome trouxeram muuuuito conteúdo relevante, o que me forçou a listar apenas alguns destaques:

  • Tom Kelley: sócio da IDEO e autor do livro Creative Confidence deu um show de simplicidade ao falar sobre a importância de sermos criativos, sobre experimentação e empatia, o que deve ser exercitada no dia a dia, para podemos entender as necessidades das pessoas com o intuito de projetar boas experiências. Não busque a solução perfeita e as grandes ideias, resolva os problemas reais de forma simples propondo pequenos experimentos até chegar ao resultado. De longe, foi a melhor palestra do evento;

A melhor! Pena que o Tom virou para o outro lado bem na hora da foto
  • Marc Stickdorn: autor do livro This is Service Design Thinking 0 – e quem eu já vi no ISA2013 (antigo ILA) – abordou como é complicado executar o que pensamos por falta (ou exagero) de processos, seja de design ou design thinking ou ainda service design. Não há uma bala de prata, por isso precisamos analisar caso a caso para ver qual processo vai ser melhor empregado na busca pela solução do problema. O resumo de tudo, na minha opinião, ficou em duas frases: “People don’t want service design, they want their problems solved” e a máxima “Make shitty” first drafts”;

Papel e caneta (lápis pode apagar e você não vai ter um registro da evolução) ainda são o melhores caminhos

Não foque apenas em ferramentas: vai que daqui a quatro meses surge uma nova? Aí você vai fazer o quê?
  • Felipe Memória: designer e fundador da Work & CO foi lá nas origens da arquitetura e design gráfico da escola Bauhaus para mostrar o valor do design em cinco grandes princípios: Redução, Estrutura, Velocidade, Economia e Integração. O ponto forte foi como ser simples ao gerar grandes produtos pois o “bom design” pode não valer de nada daqui a dois anos;

 

  • Katja Forbes: a fundadora da Syfte e diretora do conselho global IxDA falou sobre como o designer pode se tornar um coach dentro de equipes multidisciplinares. Concordo muito com essa abordagem, pois vejo o designer com um papel cross em todas as disciplinas, podendo atuar em diversas frentes, inlcusive puxando o time na criação de soluções;

 

  • Jaime Levy: a consultora e autora do livro UX Strategy abordou muito a questão de sermos estratégicos nas mudanças digitais, o que me fez fazer um paralelo com a palestra da Katja Forbes. Somente ferramentas não geram mudanças, nem uma nova cultura, por isso nós, como designers, podemos ter essa chance dentro dos times e por que não também nas empresas e em clientes?;

 

  • Dave Malouf: esperava mais dessa palestra (creio que o workshop deve ter sido bem melhor), mas para quem ainda não tinha ideia do alcance do DesignOps acho que valeu a pena, pois o conceito de design system deve ser algo mais estruturado e alinhado a outras áreas e taambém com a cultura da empresa. Não apenas uma library, por exemplo. Na minha visão, é algo novo que está se consolidando e em breve poderemos ter grandes cases nos próximos ILAs.

Espero que tenham gostado deste meu overview a respeito do ILA 2018. Se quiser, podem fazer o download das palestras aqui e escrever comentários ou perguntas no espaço aí embaixo. Vale destacar que o ILA é sempre maravilhoso, mas meu feedback construtivo é que, nas próximas edições, a organização tente aproximar mais as pessoas de Produto, aumentando o alcance do evento para outras disciplinas-irmãs. #ficadica

O Próximo ILA vai ser em Medellín, na Colômbia, e certamente a Concrete vai enviar a sua trupe de Design para acompanhar o evento (mesmo porque, já estamos trabalhando por lá). Este ano, espero poder ver cases de insucesso e mais tópicos sobre relacionamento entre times de Produto e mais sobre métricas.

Time reunido… opa, peraí que falta mais gente e ainda tem alguns intrusos na foto 🙂

No capítulo de Design da Concrete nossa vontade é fazer do mundo um lugar melhor. Para isso, concebemos as melhores interações e soluções visuais baseadas em estudos, análises, pesquisas e testes com protótipos. Como designers, fazemos parte de um time multidisciplinar e trabalhamos lado a lado com Product Owners e desenvolvedores em um contexto de desenvolvimento ágil, centrado no usuário. Se você acredita nesse modelo de trabalhar, pode vir! =) Acesse: concrete.com.br/vagas